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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Adeus e até outro plano caro sr. José Providência!


Nota de Pesar

02/10/2012 16:49
É com profundo pesar que a Universidade Federal do Piauí comunica o falecimento do servidor José da Providência Pinto de Carvalho, lotado no Departamento de Comunicação Social, no Centro de Ciências da Educação (CCE). Providência trabalhou como técnico no laboratório de fotografia e conviveu com boa parte dos jornalistas e comunicadores que se graduaram pela UFPI.
A UFPI, em especial o departamento de Comunicação Social, lamenta a imensurável perda, e irmana-se em luto com a família e amigos.
Fonte: www.ufpi.br
Charge de Dino Alves para José Providência: uma homenagem simples mas sincera

José Providência fôra nosso professor e técnico de fotografia na universidade; com ele aprendi os primórdios em termos de enquadramento e uso de equipamentos analógicos e digitais.

Registro aqui um profundo agradecimento a êle em suas sinceras exposições sobre fotojornalismo e também sobre a filosofia de vida mesmo.

Um causo que gostaria de deixar como reporte da lembrança aqui. Em uma das aulas práticas de foto, todo mundo passa pelo dia da revelação (desde a latinha camara escura ao digital) e neste dia, era para estarmos lá às 8:00h em ponto. Chegamos eu e meu amigo de turma e de sempre Marco. Faltavam ainda o Flávio e o Rafael. Ele soltou a perolizada frase: "Aonde é que estão os outros calhordas? Será que quando vocês se formarem os eventos vão esperar por vocês também?" algo parecido com isto. Ali caiu a ficha e a gente não sabia se ria ou se ficava sério. Mas ele esperou os demais chegarem, o Sinclair riu amarelo conosco e foi um dia divertido e inesquecível, graças ao senso de profissionalismo do sr. José Providência. Nunca esqueço dos bomboms que ele gostava de apreciar e presentear os melhores da aula. Neste dia do professor, eis alguém que honrou a profissão com a dignidade de um artista piauiense.
 

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domingo, 30 de setembro de 2012

Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental


Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental

O Márcio Menezes:
um pequeno reporte se segue:

fui à sua loja que é também estúdio, casa e escritório
 (é difícil resumir o que este artista é: sem papas na língua)
logo me fala da carreira, das contas indevidas a pagar pelos maus serviços de telefonia-conexão,
de sua vida enquanto artista - as mulheres, amigos/amigas, inimigos/inimigas, os cenários musicais e suas épocas, amadorismo convivendo com profissionalismo, pessoas chatas e pessoas bacanas, de passar por incompreendido por causa de parentes, familiares e pessoas próximas que não entendem a dificuldade dos projetos de vida porque passa o artista, o negócio com música, trabalhos vários, etc.
E tudo isso enquanto atende um cliente seu, falando duma guitarra boa que tem pra vender, de tirar um som com o cara pra provar e testar o que havia dito, de sacanear idiotas que nao sabem sequer o que fazer com um instrumento que dirá cantando, de afirmar que nem de zuada gosta, de evitar o entreguismo de alguns ao copiarem-se demais musicalmente, e tocando a guitarra, ajustando a caixa de som, um professor sem aquela formalidade doida.
muito sincero, sem falsidade para aparecer diferente aos outros, ele fala do trabalho "nem de zuada eu gosto"(trabalho novo) com muita propriedade e do trabalho "todo sentimento" (que deve apresentar clássicos numa versão standard como ele me explicara).
Falou do tempo da Escola Pro Música, do Bumba Jazz (trabalho do ano 2000, indicado ao prêmio Sharp), da labuta com o Estudio desde 1993, da Bumba Records em meados da década de 2000 (2004 ou 2005) e de como é uma aventura às vezes ideogramática decifrar a melhor maneira de produzir e arranjar novos artistas, especialmente algo que está tão em voga se chamar de "autoral" - porque vivemos num país de meros reintérpretes achando que são o novo do novo...

mas prefiro de Márcio Menezes é falando assim quando convidei-o pra saber como seria para tê-lo numa entrevista sobre instrumental na fm universitária em que estou:
"rapaz, mas eu vou falar o que eu penso ou vai rolar aquela censura velada; porque eu vou descer o cacete num bocado de coisas que estão erradas, vou incomodar gente aí, ... vou ter que dizer!"
eu pensei comigo: pronto, finalmente alguém que vai arrebentar na entrevista e não só na música ensaiada!
Porém, melhor do que eu ter ouvido e vivido isso, era poder ter mostrado a outros que não estiveram ali naquele momento. Mas tem coisas que são feitas para serem vividas enão meramente reportadas por um comunicador amador...



Aqui, Márcio Menezes "amansando um sax"

 
Eis aí os co-produtores de proezas: cordas, tubos, metais, caixas, teclados...
 
 
 
Trabalhos de Márcio Menezes:
você vai encontrar os trabalhos atuais melhor organizados em http://bumbarecords.blogspot.com.br/ (com o início e informações do selo)
lembrando que já tocou acompanhando ou acompanhado por grandes artistas pelos palcos brasileiros musicista de instrumental por inteiro, mas sempre misturando momentos de participações e trabalhos autorais
confira aí:
(Márcio Menezes - Bumba Jazz apresentação no INSTRUMENTAL SESC BRASIL - SESC SP)
e o canal da bumba records com alguns artistas produzidos pelo selo
.
 
 


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