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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

melo dramático


melo dramático (para Allynne, a única das únicas...) a paixão e as desilusões amorosas de um jovem por uma jovem... também fiz outras coisas nesse meio tempo; me espiritualizei e equilibrei com Deus revi velhos amigos/as, senti de novo aquele elã que me cativou sempre nossa vida é um novelo de linha, em que as mãos dadas conseguem tecer lindas relações de estima, momentos felizes e altivez, é o sonoro instante de inclinação de pessoas rumo a conseguir fraternizar-se. nossa vida é um suspiro, aquele suspiro de energia e amor que transforma o nosso dia em algo de realização. a nossa vida é aquela imagem mental, aquele estalo de memória que nos torna tão próximo de quem nós realmente gostamos, mesmo à distância. nossa vida é o amor materializado e a obra de Deus perenizada nas diminutas descobertas que representam grandes assuntos ao cabedal de nosso repositório humano: somos pó das sementes, poeira dos astros, átomos do microcosmo, partículas a viajar suave e perenemente pelo nosso universo conhecido. Nossa vida é um engenho e nós somos os ingredientes dessa dimensão “ a rapadura só faz bem; a cachaça só traz mal”
e você, você sim: é o açúcar mascavo: inigualável especiaria! 14/01/2014 João Paulo Santos Mourão (JotaPê S.Mourão) 18:00hs

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Poesia para Nelson Mandela: Bandeira informalíssima do brasileiro

Bandeira informalíssima do brasileiro

O pano verde da sinuca (de jogar) do bar
A faixa amarela (de cobrir) a banca de camelô
Um forro (de crochê ou tricô) azul do móvel
Uma régua marca página (de livro) branca
Outra linha preta de alfaiataria usual
Outro pincel cinza cintilante universal.
E o tinteiro verde Amazônia em pulso...
O mastro destes elementos que juntos
Formam uma bandeira do Brasil: um ipê!
A terra, o mar, o ar, a seiva, o fluído, o fragor.
Tudo é pindorama, tudo é Vera Cruz, tudo é Brazil,

Tudo é-nos representativo...


Dedicado ao grande líder mundial o sul-africano Nelson Mandela, luto mundial de sete dias.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Vinícius, poeta ideal

(João Paulo Santos Mourão)
Teu tempo é quando, pontuastes.
Pois somos, contigo, pessoas de cada temporar.
Teu espaço é algures ou alhures, vivificastes.
Pois estamos, contigo, gentes de todo lugar.

Para além do gabinete e do expediente
Tua diplomacia se faz nossa em praças e cotidianos.
Superaste a mesura de leis e convenções palacianas;
Tua etiqueta se faz em (bossas nossas) vossas músicas e artes outras
[mister cinema e teatro.

Manhosa e diligentemente desengarrafa cães
De vidros, cantis e copos quadrados chatos...
Pousa e caligrafa aos papéis suas prisões:
Qualquer palavra presa num papel comum
Contigo logo ganha liberdade entre os poetas;
Aí os alegres libertos cachorros são soltos,
Bebuns (e) intelectuais soltam o verbo.
Com eles, substantivos à paisana, adjetivos
E advérbios em traje esportivo e os pronomes:
Estes sempre nus e sem vergonhas, à praia!


28/05/2012 ~ 07/09/2013

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sexta-feira, 8 de março de 2013

COISAS DA NATUREZA, DA TÉCNICA E DO SER


COISAS DA NATUREZA

As raízes brancas de velho cabelo;
As flores brancas novas do ipê.
Vida longa, seiva elaborada,
aos fotógrafos de paisagens:
de naturezas vivas,
consoante letras.

COISAS DA TÉCNICA

Quis após a pioneira matéria
o humano ser criador;
de artifícios e artes sérias,
ser humano inventor.
Vontade e ilustração,
a inteligente força da criação.

COISAS DO SER

Ser coisa,
coisas do ser.
Palavra cacófona,
ou cacógrafa ensinam.
Ser humano: que coisa!;
pra mim, caríssimo,
também chega!









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sábado, 17 de novembro de 2012

Que festa?



Que Festa?

Festa...
Festa pra quê?
Festa pra quem?
Afinal

Festa, festa pra comemorarmos o quê?
O universo caótico e assim equilibrado?
As etnias mundiais terrenas que se digladiam matam e destroem?
Os povos nacionais que ora se eliminam pela força bruta ora pelas mentiras?
As comunidades que miseravelmente são estropiadas insensivelmente?

Festa, há ainda o que motive comemorar em festa?
Festa, há ainda quem mereça ir a festa?
Festa, há ainda quem comemore algo ou alguém em festa?
Enfim

Festa?
 Festejar como, se a alegria inexiste e o prêmio é sempre falso
Mais hora, menos hora; um festeja a desgraça do outro;
Vários poucos felizes festejam sobre as muitas únicas desgraças infelizes
Você festeja sobre a minha desgraça e vice-versa, ou revide-festa(!)
Eu abstenho-me de tripudiar sob a dor que já sinto e pressinto crescida
Você, decida-se; a quem tu serves, qual o teu servir, como é teu serviço?
Pois de festas ineficazes e tolas, a sociedade abastece-se com vícios
Vícios dependem de viciados; viciados vitimam a si, a outrem, a sociedades
E o ciclo de festas infestejáveis recicla novos-velhos festeiros farsificados




Festa ?
Esta festa de fazer com que pessoas que se gostam sejam enganadas por outras que as não gostam e assim as fazem desgostar-se umas às outras e ainda daqueles festins dos outros que acintam os uns para festa daqueles;
Tudo isso é motivo de festa aos que se gabam de gozar festa à toa.
Permita-me, todavia, dizer a vós, a quem quiser de vós ouvir-me: não consinto em festas irreais e afasto-me do falso, posto não suportar ver travestida de irrealidade uma comemoração qualquer inventada ao léu.
Mas não que me seja comum tristeza, desimportância à vida e aos seus viventes costumeiros seres; não significa achar assim apenas o mal amargor da vida e das criações de viventes insignificantes que somos para o grande aventurar do universo ou universos.
Penso que quando uma pessoa manifesta chateação, raiva ou agitação, esta sim me representa sentir e ter sentimento de algo na vida, não quem me manifesta apenas animação, gosto ou estabilidade, esta somente falseia e tem falsidade de tudo à vida que lhe foi concedida.
De sorte que, para não ser insensível também, hei hoje pensado, escrito e reprisado estas intenções à uma pessoa minha amiga, que por ventura do destino, do acaso ou do impossível de predizer, esteve um pouco mais agitada hoje que o usual e me disse umas poucas e não tão boas quanto a da expressão idiomática: diria eu ainda “melhores”, neste conotativo aspeado e superlativizado termo.
Mas em momento algum, eu resisti à tentação de dizer um gracejo, uma palavra feia ou mais “festiva” entre os mau-humorados e fazedores de festa com a desgraça alheia.
Felizmente, desisti de tentar uma explicação que só faria piorar os ânimos; sincera e delicadamente, resignei-me ao sacro e – dizem – sábio silêncio providencial do tempo e do espaço e da forma. Não discuto com quem gosto, se a pessoa não está merecedora de discussão em questão de outra alçada.
Infelizmente, não gosto todavia de ficar com a impaciente impressão de que a pessoa não entendera meu gesto e a qualquer momento poderá pensar diferentemente de mim, a me intentar mal, pensar erradamente de meus feitios, ou ainda pior: imaginar coisas improcedentes a meu respeito.
Por isto, de agora em diante, como autopunição social e que ela se note por todos, amplio minha promessa outrora jurada em secreto e declaro que meu sorridente ou meu entristecido semblante estará cada momento que passa mais distante das festas - especialmente as dos outros sobre a desgraça alheia conforme já sobremencionado.
 E minha rotina não chegará ao conhecimento de festeiros de última categoria pela desgraça minha, das pessoas de minha convivência e/ou quem quer que seja/esteja inteiro na amizade para comigo.
Termino, por ora, esta missivazinha que vai a quem interessar possa, a lembrar a mim mesmo: Festa? Festa pra quê? Pra quem? Por quê?
Festa, vossas senhorias, é não precisar de festas para sentir por um minúsculo instante a felicidade (qual uma gotícula de orvalho na terra semeada de porvires – no plural).
Festa, essa sim das que gosto de participar e partilhar, é o sempre estar em paz consigo, de corpo, alma, espírito, encarnado por inteiro, sensitivo ao insensível aos sentidos vagos, sem carecer de simulações ou artifícios vis.
Mas desta festa, devo dizer, prefiro não participar ou partilhar com quem dela não tome parte ou tenha participado a construir altruisticamente. Pois não entenderá, tampouco merecedor será do júbilo dela advindo.
Esta festa, senhorias, chama-se “cotidiano”; não fecha-se em cubículos ou grades ou paredes ou cúpulas. Apenas vive-se, não se comenta em vão.

Jotapê
17/11/2012.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A vida em primeiro lugar - maioridade do Grito dos Excluídos

São tantas as exclusões
que o educador social
 - o militante popular -
sente a pressão sobre si
e é motivado a protestar
em já mal-quista maioridade;
e tem a vergonha em rosto;
de ser rebeldemente honesto
em um meio desumano
em que faltam:
dignidade,
ordem
e
progresso.

Setes de setembros
noves fora
dois dois
em miloitocentos
e
mais
unada.

(para Ozirene Leal, em Queimada Nova-PI, por seu trabalho junto a remanescentes indígenas,
representativa de todos/as que militam por direitos sociais e humanos nas trincas do chão sêco piauipora.
E por extensão a todos/as na missão pela vida em primeiro lugar neste chão.)

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012




Jornalismo universitário quando ainda eu era datilógrafo amador: era puro dadaísmo puro!
 Tal qual estas imagens do movimento-manifesto-meticulografia dadá (tsctsctsc sorriso entrementes, risos entredentes, sisos incontentes ¦ ¡¿ h~m h~m h~m h-m fº1 fº2 fº3 qç´ fº4 ?! ¦etc cade a tecla tab que volta ? ah computador máquina fajuta! você apaga registros importantes ao poeta comunicante! )

Perguntas sobre a poesia


Um dia me perguntaram
:: se já escrevi poesia ::

Sóbria e naturalmente dou-me duas respostas:
Aos pobres de espírito, pessoas comuns, eu digo que sim;
Faço uma ou outra poesia, ao bel prazer da inspiração e do dia (desperto).
Aos ricos de espírito, pessoas incomuns, eu digo que não;
Traço um ou outro pensamento, ao bel saber da reflexão e da noite (insone).
Portanto, fica explícita a razão pela qual vivo a dizer-lhes:
Para alguns, aquilo é apenas tinta derramada sobre um papel qualquer;
Aos outros, o que há é um texto e serve para (re) começar a pensar.
De minha opinião, faço tão somente o meu trabalho: comunicar...

(isso foi depois de um excelente professor universitário me perguntar no 1º dia de sua aula se alguém ali fazia poesia; porém, como bom dadaísta "inato" pensei este texto, rabisquei - o naquele instante, mas nunca mostrei pra ninguém pois pensei ser pedante ou incongruente de minha parte para com o social academicista momento; mas a minha resposta no momento a êle? Fora assim a resposta naquele presente recorte de tempo humano: - ora professor, faço sim, quem não faz poesia... não é mesmo?)

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Poesia Evolutiva (uma estorinha bem pessoal até...)


Poesia Evolutiva



Ah...Quando somos fetos em borbulhas de amor até dois anos de idade;

ouvimos falar de poesia pela mãe ou pelo pai, alguma visita, enfim,

se é que eles gostam de nos falar disso ou daquilo...

Quando somos ainda meio crianças entre três e seis anos de idade,

lemos, decoramos, declamamos e adoramos poesias com vontade,

se em casa ou na escola nos ensinam isso ou aquilo.

Quando somos crianças até dez anos de idade,

começamos a querer interpretar e saber de fato

o que é que são as poesias. Haja fôlego, espírito intranquilo!

Quando na adolescência e puberdade chegamos,

a vida, o pensamento e algumas poesias ocorrem

alguns vivem, outros pensam, alguém (re)escreve...

Poesias de virar a noite, de romper o dia!

Poesias de flertar a morte, de esnobar a paixão.

Poesias de contar com a sorte, de cair em ilusão.

Poesias de dizer um mote, de cantar o que se sabia!

Mas a poesia hoje é o que nos relembra a humanidade que em cada ser é.

Poesia sentimento, poesia ação, poesia introspectiva, poesia extrovertida...

Poesia pegou em mim, me seduziu, me sacudiu com o raciocínio e senti amor.

Poesia pairou no ar diante de minha incredulidade e me fez contemplação, irrealidade.

Poesia por todos os cantos, de todas as formas, comigo ela mexe; e contigo?

Quando somos mais maduros e velhos, por vezes enviesamos a mente:

a traímos com a prosa seja no livro mais querido, seja na literatura mais lógica e meramente laboral.

Então só de vez em quando a poesia é renamorada e rememorada em um ou dois versículos,

pois sua linguagem, todavia, não é para seres comuns, é para seres sublimes e errantes.

Tenho saudade das poesias que vinham e inspiravam paz, refôlego e toda a vida devir.

Minha sorte, - não sei a sua, não sei a vossa -, é que a poesia, ela de vez em quando reaparece;

traz novidades, reanima meus pensares e suscita idéias de meditação.

O mais importante, como se sabe, é poder ler e escrever para que outrem sinta algo diferente.

Quanto mais diferente você puder sentir-se, isto é o que faz a poesia necessária, plena.

- Nunca perca a poesia! Nunca nos perca, poesia!

Ei poesia, tu sabias que eu te amo quando uma menina acolá me beija e te poetisamos juntos, por sua causa? Pois é, pois é, ora pois não, ora pois não! Mas poesia, aqui entre nós, a gente te vive mesmo sem dizer tudo até o fim, a gente te sente é na língua na língua, amor no amor... você saca o que queremos dizer não é?

(para Márcia M. com todo o amor que houver nesta, nas anteriores e nas outras vidas, pois ela é minha poesia-mulher, apesar de estarmos tão distantes e meio separados hoje – tudo por culpa do mundo dos homens, você sabe disso -, serei teu eterno namorado e poeta marginal)

jpsm

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Poesia de mercado e de internet (ou anti-dadaísmos puros)

Sim, leitor e leitora: hoje temos poetas em ação fora dos círculos, salões e rotas literárias oficiais, longe dos lançamentos formais; e muitos dos quais ali nascidos no momento vago entre aulas, no intervalo do serviço, na troca de turma ou de turno, entre um trabalho e outro, na pausa da fila de repartição, na parada de almoço ou de jantar.
Chamemo-los de tecnopoetas - pois hoje também os suportes, domínios e plataformas são outros: a tecnopoesia ganha o mundo em frações de segundos, por várias mídias. Nós, os críticos e resenhistas, é que estamos a nos adaptar aos novos formatos e pensares deles.
Cada vez maior é o número de poesias propaganda, poemas para publicidade: dos mais ricos e requintados públlicos até os mais paupérrimos e desclassificados consumidores da massa. É aí que a poesia passa de linguagem abstrata a concreta, de mero ler de fruição a austero ler de desejo: o fetiche em verso e reverso!
Daí ela passa de boca em boca, de mensagem em mensagem, de email em email, até que seja capturada, adaptada e reescrita para fins de mercantilização; a essa altura, o autor ou a autora original já foi desconsiderado(a) e apagado(a) do cenário.
Então, o viral de internet até a camiseta da campanha logo chegam às lojas, depois aos públicos consumidores, os quais compartilham a nova moda do momento entre si, até que surja outra melhor e mais nova, além de supostamente muito melhor.
Um dia essa poesia chega ao autor verdadeiro ou autora verdadeira e - em geral - êle (èla) descobre o quanto sua mensagem fora modificada e alterada.



Mas agora já é tarde demais; não adianta chorar a ideia tomada. É preciso saber lidar com esse novo sistema e seus operadores.

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sábado, 5 de novembro de 2011

Feira tradicional do nordeste: uma bodega e suas cenas

Uma ida à feira no centro, manhã de sexta-feira rural.
O calçamento, as portas e janelas, casario colonialesco.
Umas tapiocas, umas rapaduras, meio "litro" de farinha, uma peça de queijo e uma pesada de carne de sol.
Aquela faca de usar no cós da calça para ir ao mato.
O vendedor conhece os clientes por nome, sobrenome e localidade.
O telhado de toscas armações de palmeira, amarrações de embira de palha e telha branca.
As paredes escavoucadas, por pequenos incidentes e por maus elementos da roça deliberadamente ruins.
Os ladrilhos de argila cozida ecoam ao pisado de alparcatas e botas velhas.
Meninote esperto ganha seus centavos em moedas ao levar cargas para algum cidadão de bem.
Pessoas simples conversam na calçada e no comércio a trocar novidades mercantis e etc. e tal.
Miudezas em geral e espécies de toda grandeza.
Prateleiras, Estantes, Estufas, Balcão, Cadeiras e Tamboretes.
Latas, Garrafas de vidro, Potes de cerâmica e de plástico, Sacolas.
Volumosos caixões de madeira guardam gêneros.
Algumas caixas de cerveja e carnes-secas dependuradas na despensa.

Estamos em uma bodega no interior do Nordeste brasileiro!


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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Poeminha nortista-nordestino

Até seu Lunga diz, um tchau e seja feliz!
Vamos colocar: o infeliz o é na pessoa que desdiz!
O homem nordestino tem perseverante destino;
Além de sobreviver e criar,
a natureza proteger e guiar:
é sua saga de vaqueiro ou de agricultor;
de comerciante ou pescador -
temos sempre de nos lembrar:
ele é artista e muito inventor!

A cultura dita nortista, não se esqueça o cordelista,
abarca e recebe do Rio Grande ao Acre, mestres de astros;
mas Brasil adiante se espraia e espalha rastros
em todo local e temporada.
Pois esse povo guerreiro, viajor,
parece nunca ter para si ermo ou parada:
sua luta é desenfreada!
(Da madrigal alvorada ao vespertino esplendor.)

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