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domingo, 30 de setembro de 2012

Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental


Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental

O Márcio Menezes:
um pequeno reporte se segue:

fui à sua loja que é também estúdio, casa e escritório
 (é difícil resumir o que este artista é: sem papas na língua)
logo me fala da carreira, das contas indevidas a pagar pelos maus serviços de telefonia-conexão,
de sua vida enquanto artista - as mulheres, amigos/amigas, inimigos/inimigas, os cenários musicais e suas épocas, amadorismo convivendo com profissionalismo, pessoas chatas e pessoas bacanas, de passar por incompreendido por causa de parentes, familiares e pessoas próximas que não entendem a dificuldade dos projetos de vida porque passa o artista, o negócio com música, trabalhos vários, etc.
E tudo isso enquanto atende um cliente seu, falando duma guitarra boa que tem pra vender, de tirar um som com o cara pra provar e testar o que havia dito, de sacanear idiotas que nao sabem sequer o que fazer com um instrumento que dirá cantando, de afirmar que nem de zuada gosta, de evitar o entreguismo de alguns ao copiarem-se demais musicalmente, e tocando a guitarra, ajustando a caixa de som, um professor sem aquela formalidade doida.
muito sincero, sem falsidade para aparecer diferente aos outros, ele fala do trabalho "nem de zuada eu gosto"(trabalho novo) com muita propriedade e do trabalho "todo sentimento" (que deve apresentar clássicos numa versão standard como ele me explicara).
Falou do tempo da Escola Pro Música, do Bumba Jazz (trabalho do ano 2000, indicado ao prêmio Sharp), da labuta com o Estudio desde 1993, da Bumba Records em meados da década de 2000 (2004 ou 2005) e de como é uma aventura às vezes ideogramática decifrar a melhor maneira de produzir e arranjar novos artistas, especialmente algo que está tão em voga se chamar de "autoral" - porque vivemos num país de meros reintérpretes achando que são o novo do novo...

mas prefiro de Márcio Menezes é falando assim quando convidei-o pra saber como seria para tê-lo numa entrevista sobre instrumental na fm universitária em que estou:
"rapaz, mas eu vou falar o que eu penso ou vai rolar aquela censura velada; porque eu vou descer o cacete num bocado de coisas que estão erradas, vou incomodar gente aí, ... vou ter que dizer!"
eu pensei comigo: pronto, finalmente alguém que vai arrebentar na entrevista e não só na música ensaiada!
Porém, melhor do que eu ter ouvido e vivido isso, era poder ter mostrado a outros que não estiveram ali naquele momento. Mas tem coisas que são feitas para serem vividas enão meramente reportadas por um comunicador amador...



Aqui, Márcio Menezes "amansando um sax"

 
Eis aí os co-produtores de proezas: cordas, tubos, metais, caixas, teclados...
 
 
 
Trabalhos de Márcio Menezes:
você vai encontrar os trabalhos atuais melhor organizados em http://bumbarecords.blogspot.com.br/ (com o início e informações do selo)
lembrando que já tocou acompanhando ou acompanhado por grandes artistas pelos palcos brasileiros musicista de instrumental por inteiro, mas sempre misturando momentos de participações e trabalhos autorais
confira aí:
(Márcio Menezes - Bumba Jazz apresentação no INSTRUMENTAL SESC BRASIL - SESC SP)
e o canal da bumba records com alguns artistas produzidos pelo selo
.
 
 


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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Comunicação Universitária - outras aventuras, outras problemáticas

Fazer comunicação? Ah, é muito fácil, moleza, tranquilex, simples demais, de boa, ja é, ...! (entre outras gírias, expressões e jargões)
É? Mas é mesmo? Não na universidade piauiense (expressão aqui tomada em sentido lato, generalístico).

 Digo universidade que é por onde ando e tenho vivido academicamente os últimos recentes anos meus com os(as) melhores, mais engajados(as) academicamente e mais bem intencionados(as) professores(as) de comunicação que se possa imaginar. E digo isto mesmo depois de muitas pessoas me criticarem à minha ausência, porque mesmo a crítica ausente, se bem empregada, é útil ao criticado; quem não sabe ouvir crítica, não pode se atrever a fazer crítica. Portanto digo e repito mesmo: temos alguns dos melhores professores e professoras de comunicação deste país, talvez da América latina, aqui no Piauí. Só não são divulgados cientificamente tampouco socialmente pela sua universidade - esta parcela da sociedade que detém a primazia de constatar com acerto e fazer o saber ser descoberto a quem interessar possa.

O único problema é: vivemos num piauiense estado de coisas, estado este que nos lega aos novos e interessados pedagogos da comunicação apenas baús de amadorismo, comodismo, corporativismo, indicalismo (da já conhecida expressão de lobby "quem indica quem" - podendo-se aí até apresentar em sequencia um lide: quem? onde? quando? por quê? para quê? quanto? Em quais circunstâncias? Por causa de quem?A fim de quê consequências? etc. que um bom parágrafo jornalístico pode ter) de fora para dentro da universidade - isso muito independente de questões de crença, ideologia, partido, gênero, raça, etnia, ... enfim, essas categorias todas são ofuscadas e sobrepujadas pelo " infelizmente quem está no poder lá em cima em Brasília e os acima destes encimados que os comandam nos deixam sob estas condições apáticas, 'amóveis' e inertes."

Há alguns posts, falávamos do problemão que é articular, mobilizar, etc. e comunicar também. Que fazer alguém chamado "consciência coletiva" convergir para algo do "interesse geral" da maioria dentre a minoria que somos neste estado de coisas piauiense é algo a beirar o utópico.

Hoje, "só quero dizer o que pode dar certo". Fala-se bastantemente em agenda positiva e agenda negativa na mídia, além da agenda neutra. Aliás a neutralidade (não confundir com passividade ou entreguismo) que nada mais é do que permitir às vozes, imagens, documentos e testemunhas ou fontes que falem cada uma de seu lugar está muito em desuso por essa nova geração (digo a geração pós implantação do curso em faculdades/universidades e cursos de pós graduação e doutorado mesmo!). A parcialidade que também não passa da sobrevalorização de determinado lado no caso em apuração esta é que é a tal. Olha é o cúmulo do comodismo, a matéria premeditada ao extremo, o assunto unilateral, a cobertura parcial, etc. Dizem até alguns professores(as): "Então você ainda é ingênuo de acreditar em neutralidade e imparcialidade? Vá pros ******** "

A tal agenda positiva já tem mídia demais. E mesmo os gestores, comerciários, empresários, industriais, ... universitários, precisam saber lidar com as mídias. Muitos midiatas e efígies de uma época não mais alcançam a comunicação em suas formas ou móbiles contemporâneos. Muito poucos se deram ao trabalho de reciclar-se, atualizar-se, reaprender-se, mesmo aderir aos novos meios e mensagens.

Por outro lado os novos não sabem sequer se expressar em bilhetes virtuais na língua vernácula, tampouco em mídias mais formais a sua tentativa de jornalismo. Digo tentativa porque eles não conseguem nem entender que só fazem assessoria, relações públicas e marketing misturado com má propaganda e publicidade (ferindo inclusive a esfera de atuação de seus outros colegas de profissão, num mix venenoso à vida comunicacional).

Para concluir sem terminar, vou seguir dizendo que se a universidade - que é um dos pólos de melhoramento da dimensão social por meio de suas descobertas científicas e correlatas - não evoluir conforme os seus novos professores (as), esta geração ainda vai sofrer muito retrocesso, muita decepção, muitas tristezas - até mesmo as abstratas de nível epistemológico e deontológico ...

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