Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

terça-feira, 26 de junho de 2007

Estado Zen-Telepatista




Sonambulice



No frenesi do transe, ante o cochilo vespertino, me vieram à mente as imagens de Vinícius de Moraes, Chico Buarque de Holanda, Torquato Neto...



E saíram umas frases assim, mais ou menos:

"Não se importe comigo, minha senhora//
Que eu já estou mesmo indo embora//
Há um sem-fim de mundo lá de fora//
Então preciso viajar que aí é já melhora."

Daí tentei decorar o mais do ritmo e
só sei que é um samba-bossa declamado
em dó menor...talvez.

25/06/2007
JotaPê
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sábado, 16 de junho de 2007

A arte piauiense é a do encontro




Projeções e momentos - Festival de Inverno Pedro II

Quarta feira; 23:45h~1:45h; Teresina, em casa, meu quarto -> Escolher itens a colocar no porta-malas e na bagagem de mão. Entre documentos, vestuário e acessórios de higiene, um livro de literatura piauiense, um bloco de anotações e uma caneta de botão clique.

Quinta-feira; 6:15h~9:15h; Ainda em The, na cozinha, na sala e na garagem -> Empilhar bolsas de viagem, organizar sacolas, acordar-se numa chuveirada e tomar um cafezinho com pães, bolachas e margarina. Então, após o abstecimento, calibragem de pneus e checagem do óleo de motor, de freios, bateria, estepe,... partida pela rodovia Br 343.

Quinta-feira; 13:15h; em Pedro II, na outra casa, meu quarto -> Tirar o pó, acomodar a mobília, as encomendas e espanar também a fome com um prato executivo pedido ao restaurante do compadre ali no posto próximo. Preparar para a aventura inaugurante na cidade do menino imperador real.

Quinta-feira; 14:30h; Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, banco defronte a casa paroquial -> Uma pausa para apenas ver o lugar, o tempo e suas gentes entre causos; apurar do sentimento. A seguir, passeio pelas maquetes e estandes dos artesãos, mercadores e vendeiros de regiões do Piauí, do Ceará, entre outros regionais. Automóveis, ônibus e caminhões: veículos de trazer pessoas e seus instrumentos. Muito habitante nativo e visitante turista caminhando juntos. Políticos, empresários e autônomos também, que eles num perdem a ocasião de jeito algum. Chegam logo com seus panfletos, folders, cartazes e apartes na programação de logradouros e rádios locais.

Mas, de noite há sempre é festa, impessoalmente para quem quer que venha a participar. Sérgio Matos & Bumba Trio começaram a folia junina com um balanço batuta de folk, mix brasileiro e caipira com variantes pelo som americano black'n'dance. Oswaldinho do acordeon, filho do sanfoneiro Pedro Sertanejo (compositor de Forró na capital, lembram-se dele, nos vinis de 10 polegadas?) trouxe ao espetáculo uma sanfona digital, capaz de reproduzir estilos e acompanhamentos semelhante como ocorre num teclado, até mesmo de notas soando como se voz humana fossem. A turma aplaudiu e dançou a valer, teve arraial, fuzuê, quadrilha e tudo de bom que a cultura popular nordestina sabe interpretar e atuar.

Sexta-feira; Manhã foi natural. Vamos direto para a tarde, que foi quando vi e ouvi muita novidade. Ouvi pelo deputado Themístocles Sampaio Filho na Rádio Imperial 95,5 FM que a TV Assembléia estava em breve chegando aos 20 maiores municípios do estado e logo em pouco tempo estaria acessível a cerca de 80 municípios piauienses. Também bisbilhotei e observei muita gente de colarinho branco e cargo oficial desfilando pelas avenidas e praças e casas do centro pedrossegundense. Mas, desligeui um pouco disso e tornei a passear pelos boxes, pelo mercado velho, pelo calçadão da feira e pelas barracas de camelôs romeiros (aqueles que mudam de cidade por estação em estação). À noite, Derico Sciotti e Sindicato do Jazz nos abriram olhos e ouvidos para um som polivalente, de profunda afinação e harmonia com a galera fã de instrumental, experimentação em sax e flauta salgada (pra não confundir com a doce!). Aí, Ítalo e Renno mandaram brasa na fogueira que havia se transformado a platéia, numa festança de arregaçar o buraco da cuia. Tocou forróbodó, vanerão, xote, pé de serra, baião e foxtrote-frevo.

Sábado; Fomos ao museu de opala da Roça, antigo e famoso local de garimpo próximo à cidade. Lá tivemos visitação a um monumento histórico fabuloso: centenas de objetos pessoais e familiares do sr. Mundote Galvão, antigo garimpeiro e administrador cartorário da localidade. Peças de Opala, seja pedras cascalhos, filetes, leitosas, opacas... Material de Montaria: sela, arreio, estribo, alforje, esporas, cabresto, cangalha, ancoretas, patuá, gibão, chapéu, chibata...Peças de higiene e saúde: brocas dentárias movidas a pedal, instrumentos cirúrgicos médico-farmacêuticos para aplicação de injeção e sutura de ferimentos feitos de ferro e aço forjados acondicionados dentro de maletas de couro mole, almofarizes e pistilos cerâmicos... Peças de copa/cozinha: mesa e cadeiras de madeira e couro talhado de percevejos em cobre, xícaras, pires, pratos de porcelana colonial, travessas, copos, talheres de prata e ouro,...Peças de culinária: fornos de chapa metálica, moringas, bules, chaleiras, caçarolas, papeiros, cuscuzeiras, panelões de ferro, colheres de pau, tachos de cobre e latão, bilheira para potes de barro e copos de alumínio...Instumentos domésticos: malas, caixotes, baús de couro e madeira, fechaduras e chaves em ferro, lamparinas a óleo e lampiões a gás, sepos com armadores de ferro para redes de deitar, relógios de bolso de colete, de pulso, de pêndulo, de parede,...Instrumentos de comunicação e eletrodomésticos: Telefones, Telefax, Televisores, Gramofone, Vitrolas, Radiolas, Rádios, Discos, Câmeras Fotográficas,... além disto, uma coleção de moedas e papéis-moeda desde a época do império até modernas; um quarto com biblioteca de jornais, livretos e livros, acervo de fotos, pinturas em quadros e molduras da época dos retratistas. Lá fora, uns montes elevados com imagens e estátuas de santos fixados em pedras, entre jardins floridos e arborizados. Mais abaixo, uma cachoeirinha entre os lajedos, circundada por uma grande escada cuja descida conduz às furnas de escavação das opalas, após ums breve trilha no morro.
De noite, retornando, mais festa com Yamandu Costa e Hamilton de Holanda, numa batlha de cordas do bandolinista com o violonista notada de feérica pulsação rítmica, complexa elaboração musical e vários arranjos espontâneos, ao improviso com o público; seguindo-se o internacional J.J. Jackson, com repertório homenageando James Brown, do reggae, jazz, blues, soul, rock'n'roll balad, etc.

Domingo; visita à Cachoeira do Salto Liso, piscina natural encravada entre paredes de pedra amarelo-alaranjado e cipoais e arvoredo da mata serrana da região. De cima, furos e cavernas abaixo do topo da cachoeira, mostram onde flui a queda d'água. Debaixo, areia e águas límpidas convidam ao banho bem gelado, ou morno, se debaixo do poço rente ao desaguar do banho fluvial. Após, passeio rural até o Sítio do Buritizinho, com engenho rústico movido a carro de bois, para extração da garapa, que pode ser bebida assim, caldo de cana-de-açúcar ou vira após cozida, mel, alfininho, rapadura, cachaça. Ali ao lado e próximo, a casa de farinha, com a bola de ralar mandioca para produzir farinha, goma e puba; da goma, após a tostagem em forno de argila lisa e aberto, faz-se tapioca ou beju, com coco babaçu misturado à massa.E tome forró de terreiro ainda!
À noite, Trombone e Cia até cansar de ouvir chorinho, maxixe, samba-raiz, mpbossa e tudo que mais dançante houver em cancioneiro do povo. Enfim, num último movimento, caminho a passo miúdo na calçada do centro histórico. De volta para a casa, na cidade da menina esposa republicana: Therezina.

Em geral, foi isto! Bravo, não?!
JotaPê
16/06/2007
Crédito das fotos: Dario Mesquita - Dona Chica Design
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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Jesus e Satanás; amigos e rivais

[Leituras bíblicas e religiosas indicadas: Apocalipse Salmos e Provérbios; o Evangelho segundo o Espiritismo de Kardec]

Jesus é o Nazareno e o Messias e menino da manjedoura;
Satanás é o Diabo e um dos Anjos Endiabrados do Inferno e encouraçado do purgatório.

Jesus é o apóstolo mor da filosofia do amor;
Satanás é o capatás minus da filosofia do ódio.

O mal não convive com o bem?

Um não existe sem o outro?

A vida não é vida sem a morte!

Pessoas e espíritos compartilham-se!

Jesus e Satanás; amigos e rivais...

Procure a doutrina, o ato, o comportamento e o sentido para suas palavras, porque delas vão fazer suas as cousas fictas e não fictas...
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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Conto não inscrito ou decódice sem formatação





Poemundo de Teresa Cristina

Bulevares de agosto. Frontispícios não em livros, mas de catedral. Jovem capitólio provincial. Mulher imperatriz púbere. Conselhos de um teimoso homem. Rios em confluência. Sol e raio conjugantes. Cidade.

Política de carne e charque. economia da tinta e pós. Da Carnaúba e do Garrote Pé-duro. Chapéu, tecido; cais adocicado e distritos salamargos. Sociedade macunaíma, tremembé cabocla e portuguesa. Tachos de argila. Cor.

Progresso urbano. Caos suburbial. Baixa da Égua. Jóckey. Centro Verde Cap. Trivelas nas praças. O Liceu. Criança de calçada. Lotes. empresas e empregados. Turno integral. Amplificadores à missa e ao cabaré. Da Liberdade ao Payssandu. Sim, metropolitismo emergente. Medo.

Escolas. Hospital Getúlio Vargas. companhia de Tecelagem. Fábrica de Bebida Kero. Sacoleiras, camelôs, um Calçadão na Simplício Mendes. Biscoito Mapil. Pontes de Sesquicentenários prometidos, olvidados. Teresina em Shopping Center bem Riverside.
Quiosques, Prédios. Hotel Luxor. Palácio de Karnak. Carroças. Palha.

Cocais e matas. Pés de canela de velho, jandaiazinhas caturrentas trilam e cacarejam e arruaçam em céus pardos. Ao lado de lá o Maranhão de timonenses para embarque no comércio. O velho Mercado Central, faz jus a Bandeira ali perto: de político e comerciante até temos um muito. Trabalha, palmilha, enfrenta. Da prainha ao mafuá, um dia iremos de metrô-politano...

Enquant'isso, uma volta na Ceasa pra feira, madrugada. Caminhões, placas, escambo do bom e do melhor. Preços. Pechincha, fuxica, vexame, xaveco. Meio quilo de batata-inglesa, duas melancias, um saco de laranjas, três pencas de bananas. E um queijo "borrachinha" com doce de leite. A manhã, de volta abre-se ao capô do fusca e arruma lá, na despensa; rápido, banhar, vestir, ir à escola. Escolinha Os Sete Anões, pré-escolar. Farda coceirenta e quinturenta. Hora do recreio, brincar na quadra, o parquinho. Aula de Estudos Sociais - a capital do Piauí é Teresina, mas já foi Oeiras e quis ser Parnaíba. O bairro é onde temos as famílias, conjuntas em casas, cortiços, apartamentos. Bateu a sineta. Um picolé antes do almoço. De tarde era jogar peteca, rolar pneu na rua, subir no pé de Castanhola. Aí, estudar o dever. Jantar o resto mexido de meio-dia. Água. Dormir. Rezar antes, é mesmo! Sonhos...

No fim de semana ônibus lá para o centro, passear na casa dos tios. Ali era outra vida. Tudo de sobra, à fartura. Mas hoje sou mais feliz! Porque eu conheci Teresina de baixo a cima, evoluí com ela, cidade futuro, jovem amor.

JotaPê
25/05/2007
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domingo, 13 de maio de 2007

Os instrumentantes perfis de brasilino e veracruzéia



C:\\www.Meus arquivo de MPBossa.br

Origem da batida de violão de João Gilberto nas lavadeiras de Juazeiro, às margens do Rio São Francisco.
Origem do termo Bossa Nova na boca de um engraxate do Rio de Janeiro, aíentão utilizada pelo jornalista Sérgio Porto no Jornal do Brasil.
Gênero Bossa Nova com origens em Deussy, Ravel e Villa-Lobos, segundo Tom Jobim.

Concorri com tanta gente, pra tanta porqueira; sempre fui reprovado porque quis.
Mas mudei de idéia; não vou mais querer isso pra mim, de mostrar serviço e engajamento.
Afinal, nas boas pontas de esquinas e queridas mesinhas de bar é que estão os filósofos e cronistas perfeitos. Ninguém abusa com nada, todo mundo fala o que entende, nos complementamos as elocuções imperfeitas ou apenas recolhidos ficamos, bebemos e/ou comemos, e ouvimos e vemos as estórias, depois vamos embora e já serviu muito.

Não gosto de escrever correto, mas todo ritmo e letramento é válido nesta selva de ignorâncias. Até eu que sou ignorante pra cacildes ainda sei disso, avalie. O qüiproqüó real é desafiar as instituições sociais; sabemos ser comportados e meio "vips" quando se nos estabelecem casos para tanto; ah, contudo, prefiro saber agir mais e melhor mesmo é na confusão e nas "extravagâncias". Nem só de poesia viverá o chorista, mas de todo acorde que melodiar suas palavras. E esse povo da nova geração não mede metro-e-mei só de conversa não; eles têm estudo, têm conhecimento de causa, sabem malandrar na composição e todos reconhecemos sua imponência nesse ramo crudelíssimo do mercado audiovisual.

Ora pois o clássico antiquado num é que tem tudo a ver com o pop de agora? Santa pecaminência, desconhecíamos...mas cá entre nosotros, já dava pra suspeitar mesmo. Esse povo vivia sendo exilado, cresceram viajando pelo globo afora, contactaram e entenderam a mensagem nas entrelinhas do corriqueiro. Isso não conta ponto ou é um contraponto? Agora me enfurno nos cafundós do brejo do sem sentido incógnito!

Os artistas brasileiros, amparados pelo explodir de interferências sistêmicas de cada um dos brasis que nos povoara a inconsciente coletividade, ao passearem e desfrutarem das suas disparidades, seus povos e ad-cultureidades, refletiram e conseguiram exitoso trabalho de sincretismo, de tecelagem identitária. Daí aparece a Bossa Nova, que não é senão um mix polivalente do pessoal do sertão do nordeste, com os urbanos modos rio-sampistas. Todavia, a bossa já existia antes mesmo dos violões serem gravados em estúdios de rádio ou as pracinhas em banquinhos e apresentações irem até as grades programadas pelas televisões; o movimento, para ser honestamente original, ele tem de vir da rua para casa, da calçada para o salão.
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Libertas Quae Sera Tamem Musicae

Talvez você apareça no Piauí

Eu pensei ser jornalista,
mas sou mesmo jornaleiro;
pro Brasil não tem despista,
há um povo conselheiro...

Tou ligado na justiça
não pra gente brasileira:
sei ser cosmopolitista,
advogo ao mundo inteiro.

Se na vida tem malícias,
causos bons hei de contar
uma lide presepista,
a conversa vai rolar.

O meu pai é cearense,
minha mãe piauitana,
avôs e avós sertanistas
mas minha prole, citadina...

(parodinha ao Chico Buarque de Hollanda,
ou Chicória que nem o chama Toquinho)
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sábado, 12 de maio de 2007

Registros

"Now Maktub": uma Calourada na universidade *

Panfletos. Comentários. Avisos. Convites. Palestras. Discussões. Debates. Opiniões.

Apresentações. Festas.
(-x-)
Pessoas juntas. Mulher diferente. Monólogo telúrico. Performance teatral. Jogos políticos.

Militância estudantil. Palavra professoral. Aplauso geral. Poesia motivacional. Música

conjuntural.
(-x-x-)
Baticum vertiginoso acadêmico. Misturar de gentes. Ensino, pesquisa, extensão. Público,

gratuita, qualidade. Aluno, professor, funcionário. Palco, luz, palavrório. Fé, juventude,

poder. Autonomia, luta, cultura. Pensamento, atitude, objetivo. Paz, amor, união.
(-x-x-x-)
Validuaté quando se quiser. Espetáculo dançante, palpitante, cantante. Galera interessada:

ouve, olha. Gravo mental e corporalmente. Flashes, rostos, silhuetas, formações.

Consciência, transcende nossas vivências. E experiências ecoam estreladas. Espontâneos

momentos e expressões. Amigos, conhecidos, colegas, anônimos. Tudo filosofia de verdade.
(-x-x-x-x-)
Cerca de vários calouros e quase alguns veteranos; Guevaras, Fidéis, Olgas, Prestes -

revoluções em palmas de mãos e passos de pés. Cabeças inteligentes. (Selá).

Os termos grifados antes da declaração significam agora (em inglês universal) está escrito

(em árabe oriental).*
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sexta-feira, 4 de maio de 2007

De enxaqueca para maresia mental

(Vamos lá minha gente, nem a BIC está a me ajudar com suas idéias cristalizantes)

Uma criança perguntadeira a um jovem adulto:
- Como é aprender? O que fazer para saber?
E o adulto:
- Primeiro, conheça as pessoas sem medir ou comparar umas com as outras. Segundo, leia as obras do mundo sem a elas se submeter nem a elas idolatrar por si sós. Terceiro, seja curioso e nunca se contente com as primeiras descobertas.
Agora, já descobriste o que o confundia?
Aí a criancinha:
- Não. Mas já tenho outras perguntas melhores para o amanhã, para o acolá!
- Muito bem. Vai e segue teu destino.
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terça-feira, 1 de maio de 2007

Camaradantes e Companhafrentes!

Brochura panfletária

Uma caneta e um papel, certos casos, podem ser mais perigosos de que armas.
Porque a vida civil é mais subversiva de que a (para-)militar. mas também arriscada.
Uma música, semelhante a isso, talvez seja bem mais importante socializatoriamente a um estatuto ou regramento político.
Mais que tudo: um gesto-conforme seja um estalar de dedos, um semi tocar de mãos ou um agitar de braços - é desponderadamente tão mais vanguardístico que um discurso peneirado pela gramática, pelo chefe, pelo sistema.
mais...mais...essas reticências dizem bem menos do que gostaríamos de pensar e comunicar. (Calemos; também é atitude).

JotaPê
data incerta em abril deste.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007

Grafotecagem


Utópico 25º Dadaísmo do horário de aqui para vosso ponderado sei lá.

A folha não cabe em si: meu, teu pensamento. Inoperacionalidade. o espelho olha-nos feroz, cintilado de agouros. A tela é falsa, estúpida. Escrever a poesia tornou-se [tornou-se?] quase que mais difícil, quanto sobre ela. Ler uma história nos serões de qualquer hora está (ultra) passado.

A vida não é um livro em branco, anotável, anunciável, mercearizável. Mas o destino, a escolha, esses são mesmo facinhos pra alienar; taí! Uma rica rima prum cronista pobre: rocambole classe média - Estão todos servidos ao banquete? Filosofemos ante(s), portanto.

A minha opção foi a mais doída, segregada e cruel: a rotina pão-circo-praça-fórum-academia [alimento-artes-lazer-emprego-estudos]. Minha casa, meus conviventes amigos(as) nem eles me comportam, suportam... nada mais ou menos. Somente.

O intelecto me fora sempre sovina, avaro aos tamanhos ímpetos meus. Ministralmente, discurso a vós: a Gramática, mo sei, rude é comigo; o talante, Léxico não lo concebido sei-o; a Lógica, aquela impostora de taquilogias, ingrata de sopetão intermitente. Afora isso, os medos: de passar frio, fome, sede, tortura, perdição, traição, descaraterização, insônia, enxaqueca, solidão, ignorância, anomia, cova. Eis aí um intertexto, para os aprendizes do bruxo carioca ou do nosferauta teresinense.

Ah, passou, aliviou, abrandaram as impaciências de dentro, da vulgar ou recatada consciência. Sem mais literalgia alguma. Doutor, professor, mamãe e papai: queremos dias e noites e tardes... madrugadas e alvoreceres poentes mudos, surdos; permita-mo-nos tão só algumas tateadas no vento, olfatadas na plúvea névoa, visualizadas no furta-cor concentrado. Parar para escrever depois de continuar elucubrando tanto diagrama indo-arábico é coisa pra alquimista, criticistas e metódicos.

Ao sono, ao repouso, às inconsciências - elas que estavam acertadas.

17/04/2007
JotaPê
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