Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Estar estando e ir indo

Pra quem não gosta do subjuntivo condicionador das mais simples atitudes, eis uma ótima notícia; pra quem não acredita em estórias e canetadas/carimbaços da governança, mais uma lei exdrúxula.

Governador demite o "gerúndio" por decreto
02/10/2007 08h20


O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), tomou uma decisão que chamou a atenção de quem leu a edição de hoje do "Diário Oficial" do distrito: demitiu o "gerúndio" de todos os órgãos do governo. O decreto com a nova medida também proíbe o uso do gerúndio por desculpa de "ineficiência".

O governador está fora de Brasília e não pôde comentar a nova medida.

O gerúndio é um tempo verbal formado pelo sufixo "ndo" que indica continuidade de uma ação. O uso do gerúndio se tornou comum e demonstra imprecisão de uma atitude como, por exemplo, "vou estar verificando" em vez de "vou verificar".

Leia a íntegra do decreto:

"Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007.

Demite o gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.

O governador do Distrito Federal, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:

Art. 1° - Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° - Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º - Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.

119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA"

Fonte: Folha Online

http://www.acessepiaui.com.br/geral2.php?id=79330
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domingo, 7 de outubro de 2007

Drops de risos: Salão de humor amadurece aos 25


Selo comemorativo de 25 edições do Salão Internacional de Humor Piauí-Brasil


Caricatura de Albert Piauí

Teresina: capital mundial do humor

O Salão de Humor do Piauí é reconhecido mundialmente, por propagar gratuitamente arte, cultura e educação para todas as idades. Trata-se de um acontecimento de grande repercussão, que movimenta e abrange toda a cidade, desde a Av. Frei Serafim ao Complexo Theatro 4 de Setembro - Clube dos Diários. Como único evento cultural de caráter internacional do Piauí, é de extrema importância para o turismo e desenvolvimento artístico-cultural do Estado. Em 2007, completa 25 anos de muito humor, dedicação, e reconhecimento, e, para comemorar, homenageia J.Carlos, o mais importante caricaturista do Brasil do século passado. Eleito o maior salão do mundo em participação popular e o mais completo e importante evento cultural do Piauí, traz muitas vantagens para você!

Frases:

“Na volta do trabalho, paro e olho as exposições. Gosto de ficar olhando e tentando entender todos aqueles desenhos.” Joaquim Silva, operário.

“O salão do humor desenhou o Piauí no mapa do mundo.” Albert Piauí

“O importante do Salão de Humor do Piauí é a mobilização popular, a quantidade de pessoas que ele mobiliza.” Ziraldo

"É de arrancar os cabelos, escancarar a boca e rolar no chão de tanta energia que envolve sua realização; parece até brincadeira, mas é bem sério." (anônimo)

[Agradecimentos e crédito de texto e fotos: Duda]
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Regionalização da informação é possível...

Projeto sugere programação regional de 40% em rádio e TV

13/09/2007 |
Márcia Xavier
Vermelho

A regionalização da programação cultural, artística e jornalística foi tema de audiência pública realizada nesta quinta-feira (13), a pedido do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). O projeto de regulamentação do setor, de autoria da ex-deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), estabelece que as emissoras de rádio e TV sejam obrigadas a preencher 40% de sua programação com conteúdo independente, produzido no local em que é exibido.

Para o senador Inácio Arruda, a audiência representou uma excelente oportunidade para ouvir os setores diretamente interessados no projeto. Ele destacou a necessidade de se aprimorar a proposta, fazendo uma mediação entre o caráter local, nacional e o mercado.

“A questão é como produzir uma legislação que regulamente a Constituição e que seja adequada ao interesse nacional, que reforce a representação regional e local, e seja compatível com a realidade do mercado audiovisual”, explicou Inácio.

O texto já recebeu emendas na Câmara dos Deputados e no Senado. No momento, se encontra na pauta da Comissão de Educação do Senado.



De acordo com o senador, as particularidades de cada estado eregião significam uma oportunidade de induzir o desenvolvimento de novos mercados. “Se não tivermos essa preocupação de forte caráter local, não vamos conseguir exportar nossa produção, por exemplo. A atuação de empresas estatais e privadas na área cultural está consolidada, mas é necessário buscar mecanismos para fazer com que parte da captação dos recursos, que vem do Brasil inteiro, seja investido nos estados”, avaliou.

Inácio citou o exemplo do Ceará, onde há emissoras de TV locais que conseguiram grande sucesso de audiência privilegiando talentos locais.

O conselheiro da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Evandro Guimarães, ressaltou que o conteúdo das emissoras de TV possui, em cada estado, características próprias, e que boa parte da programação (jornalismo, esportes, shows musicais e vinhetas)é elaborada em nível local, restando apenas novelas e minisséries, que são concentradas nos grandes centros de produção.

Bem-vindas

Ele esclareceu que as produtoras independentes de programas para televisão tanto são bem-vindas ao mercado exibidor formado pelas televisões comerciais, como merecem efetivamente crescer.

E apresentou um panorama da radiodifusão brasileira, que atualmente conta com 119 emissoras nacionais e 36 estrangeiras, gerando cerca de 200 mil empregos indiretos.

Fernando de Souza Dias, presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão (ABPI-TV), falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor de produção independente brasileiro. Entre elas, a falta de uma legislação adequada e de mecanismos eficientes para financiamento da produção.

Souza Dias citou o exemplo da França, onde 100% da programação televisiva é independente, e existe distinção entre as difusoras e as produtoras de conteúdo, o que não ocorre no Brasil.

Experiência bem-sucedida

Paulo Tonet, diretor-geral da RBS, outro participante do debate, explicou que um modelo para a televisão brasileira não pode desprezar a lógica econômica e comercial, já que não é o dinheiro público que sustenta a produção que é veiculada.

Para ele, uma mudança na legislação precisa levar em conta um modelo econômico de mercado que viabilize o uso de mais produções independentes na grade de programação das emissoras, ou seja, que as produtoras, assim como as emissoras, sejam remuneradas pelos anunciantes e que possam desenvolver suas atividades de forma contínua, minimizando os riscos.

Tonet exibiu aos senadores um vídeo sobre a experiência da RBSno Rio Grande do Sul, que, apesar de afiliada de uma grande emissora, consegue inserir várias horas diárias de programação estritamente local.

Descentralização

Wolney Oliveira, vice-presidente da Associação de Produtores de Cinema do Norte e Nordeste (APCNN), reconhece os esforços do governo que criou programas fundamentais para a descentralização da produção, como o Doc TV, mas queixou-se da concentração de projetos culturais nas regiões Sul e Sudeste. Ele destacou que o projeto em discussão pode colaborar muito no sentido de melhorar a distribuição dos recursos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou, por meio de levantamento, que 80% dos recursos da Lei Rouanet (lei federal de incentivo à cultura) ainda se concentram no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A audiência pública não esgotou o tema. Uma segunda reunião, programada para outubro, deve receber o presidente da Fundação Cinema RS , Cícero Aragon; o presidente da Rede Record, Alexandre Raposo; o presidente da TV Cultura, Paulo Markun, o jornalista Alberto Dines e a autora da proposta, Jandira Feghali, para uma nova rodada de debates com ossenadores.

Fonte: FNDC
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A praia doce de THE




O Balneário da Curva São Paulo às margens do Rio Poty é uma recente atração turística da cidade de Teresina. Inaugurado ainda por ocasião das comemorações do aniversário da capital, o espaço tem recebido muitos visitantes de todos os bairros e categorias sociais. Com assinatura do arquiteto Júlio Medeiros e realização de obra conjuntamente por prefeitura e emenda de bancada parlamentar, parece até que a obra nem é estratégia de campanha - pelo menos o povo, principal beneficiado, ainda não pensou nisso. O serviço de atendimento de bares e restaurantes, de salva-vidas e policiamento foi implementado, organizado e bem noticiado. Maiores informações sobre o local você descobre lendo aqui e aqui

Se você dispõe de mais um momentinho, cumpre ver ainda fotoanimações no site panorâmicas the
Resta saber se vai ser modismo ou se vai cair no gosto permanente dos fim-de-semaneiros passeantes e transeuntes visitantes. Tantos lugares do Piauí estão sendo apontados na pesquisa das sete maravilhas do Piauí, por que não elencar este como uma delas - já que valem naturais e artificiais? A votação está acontecendo no portal Meio Norte. É só comentar lá!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Sobre a Promulgação da CF/1988

Dos púlpitos para as estantes

A quase duas décadas atrás [ironicamente mesmo lapso temporal de ditatorialismo no país: 1964-1984] era empunhado por Ulysses Guimarães no Congresso Nacional um livrinho de capa verde-amarela-azul e branca nomeado "Constituição da República Federativa do Brasil", apelidado de CF/1988 pelos professores de Direito e Juris-discentes.

Naquele opúsculo tratar-se-ia de princípios, programas e - em especial - do ordenamento jurídico pátrio, de forma simplificada e completa para quaisquer brasileiros alfabetizados acessassem e consultassem nos seus momentos de cidadania cotidianos.

Muito do sentido, ímpeto ou finalidade emanadas pelas letras, números e simbologias daquela ocasião se perderam do povo no tempo, no espaço, no breu dos políticos sadios defenestrados, expulsos ou renegados daquela época, daquele estado.

O Jornal do Brasil, todavia, nos lembra pela jornalista Ana Paula Amorim que a imprensa está provando que, sim, realmente houve aquele ato, publicando em sua página gráfica do jornal uma reminiscência à respeito, como a que dizer: "vocês lembram ou esqueceram disso, brasileiros?"
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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Sobe a Record e cai Globo



Como bem diz Paulo Henrique Amorim: a tv do plim-plim sentiu coceiras e deve estar com alergia até hoje depois do que pronunciou-se sobre "liberdade de informação" no Brasil.
Uma rede noticiosa aberta e gratuita de teledifusão como se propõe ser a Record News pegou de surpresa a vivaldina monopolista do meio televisivo, iludida com o lucro fácil e exclusividade restrita do seu Globo News, fechado e pago [caro, muito caro, meus caros!].
Rixas pessoais ou disputas político-econômicas à parte, o púlpito de Edir Macêdo nunca esteve em seus dias tão glorioso e resplandecente na "paz do senhor Jesus": com a presença do presidente da República no lançamento do novo canal, Boni e Ali Kamel devem ter levado um choque ao instante do acionamento do botão vermelho que iniciara as transmissões.
Mas, como diz o brocardo: quem não tem Record News, caça com Globo Notícia...
Até quando hein?
Vivamos e vejamos...
Sintonize através desta página
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terça-feira, 2 de outubro de 2007

E a educação superior pública, hein?

As manobras deletérias às Instituições Ensino Supeiror seguem atormentando estudantes e professores: uma delas é o REUNI conforme assinalado pela docente da UFPI Edna Nascimento; uma outra é a Privatização dos Hospitais-escola consoante o exposto pela repórter Flávia Rocha.

Alguém aí avisa pro webmaster e atualizadores do site do MEC que nem na página da Secretaria de Educação Superior não há nada informativo sobre esses assuntos... e digo assim porque é o único canal aparentemente direto pelo qual o estudante ou docente chegaria mais próximo dos gestores da "Reforma" na Educação Superior Brasileira.

Aliás, na página referente a hospitais universitários ninguém explica nada sobre a utilização destes por redes particulares: seja de suposto ensino, seja de suposto atendimento clínico, laboratorial ou ambulatorial.

Quem souber o que está acontecendo em termos de promoção do ensino, pesquisa, extensão e formação profissional de âmbito público me comunique, que por enquanto nem sequer me lembro o que seria isto.
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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

A "batalha" pelos canais



Em todas as faculdades de comunicação e emissoras de rádioteledifusão públicas há um assunto de ordem no momento: termina o prazo legal à renovação de concessões nos canais abertos dessas mídias. Diversas entidades em todo o país estarão se manifestando a respeito disso...é bom conferir pois isso repercute no direito à liberdade de expressão e comunicação, além da ampla informação livre e gratuita de qualidade prioritária: tanto mais agora nesta "cinza das horas" para o ativismo político nacional.

Desde 2006 o governo propõe uma rearticulação desse processo de re-concessões. Basta ver o que dizia a Folha de São Paulo sobre isto.
Maiores detalhes sobre o que está acontecendo você descobre aqui

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sábado, 29 de setembro de 2007

Tema de Bebel

A abertura da extinta[!] novela Paraíso Tropical ficaria melhor assim:

"Um bom lugar,
pra vadiar,
Copacabana

Pra arrastar
e até roubar
Copacabana

Eu esperei,
por essa transa
uma semana

Pra encontrar
o despudor dessa
sacana..."

Parabéns, Central Globo de Produções, palmas.. por mais um folhetim de meia-t[ig]ela a representar a sua sociedade, os seus costumes e as suas ditas realidades... e não esqueçam que aqui também tem muita gente "ótima" querendo ir ao Big Brother Brasil.
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sábado, 22 de setembro de 2007

Ó: ORKUT FEST THE EM BREVE!

Será que o mr. Orkut tem exibível universal?!

O objetivo desta festa [presumo] é reunir orkuteiros de Teresina e sites, digo, locais linkados, ou!, adjacentes. Talvez fosse na concepção cibernética de alguns se esperar o quê? Lógico: uma festa simples, mas meio eletrônica e dance, com monitores, headphones, webcam's, ou seja, estações cyber nos moldes do que rola em Europa e EUA desde que se popularizara a formatação dessa coisa assim virtual.
Shows, Vibes e Raves têm sido muito freqüentes aqui; todavia, o público realmente seletivo ainda não teve até agora e então uma celebração de caráter internacional, podendo ser mancheteada por qualquer canal ou mídia do mundo, com pessoas comuns mas sendo celebrizadas e naturalmente criando redes sociais dentro de redes virtuais; não é incrível, frisante e tecnicamente, matrixiano isso? Aproveitem os produtores, divulgadores e assessores pra pensar nisso também. E aos prováveis convidados ou interessados, fique com as imagens a seguir para maiores informações ou clique na headline [título "cabeça" em negrito, para os pobres de língua bretã] da postagem!





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