Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ode ao burguês nº2

[[ Em homenagem aos personagens dessa heróica e brava manifestação: http://unblivre.blogspot.com/2008/04/blog-da-ocupao-da-reitoria-da-unb.html ]]


Ode ao Burguês nº 2

Eu odeio burguês!

Burguês-centavos-contados.

Indigesto burguês brasileiro.

Classe nédia, adiposa, delicada,

Classe sem classe, burguesia medrosa.

Eu odeio burguês!

Burguês-medo, burguês-cautela.

Burguês fáustico, pomposo e circunstante.

Bela aparência, completamente oca.

Burguês é sepulcro caiado.

Burguês chora ao ver naufragar o Titanic

E manda à polícia o pedinte à porta do cinema.

Porque no Titanic morreram burgueses.

Poucos, mas todos burgueses.

E mendigo não compreende essas coisas...

Eu odeio burguês!

Burguês cheio de regras,

Cheio de nove-horas,

Burguês que "trabalha por amor"

Depois apresenta a conta:

"_ É que estou de saída para a Europa..."

"_ É que tenho de trocar os fru-frus da cortina da sala..."

"_ É que vou a Miami comprar orelhas de Mickey Mouse para minha filha..."

Vai, burguês idiota!

Vai botar orelha de rato imperialista no teu rebento!

Burguês fútil, burguês frágil, burguês covarde, burguês de nada!

"Ouviram do Ipiranga às margens poluídas,

Do herói cobrado – coitado - o brado retumbante:

_ O sol da liberdade em raios fugidios

Brilhou em outra pátria muito distante!"

E assim a burguesia (de lá) tomou conta do pedaço (daqui)

Eu odeio burguês!

Burguês Celular, burguês Pentium, burguês FMI...

Burguês tecnologia, burguês veloz,

Que viaja de Omega mas não sabe soletrar a palavra

V-O-L-A-N-T-E...

Burguês filhinho-de-papai,

Passa de carro com o som estourando.

E a batida do som revela sua fragilidade burguesa:

"_ Quero parecer moderno e perigoso, mas aqui dentro, protegido,

Lembro fetal as batidas do coração materno: tum-tum, tum-tum..."

Insulto e ódio! Insulto e ofensa! Insulto e mais insulto!

Morte cruel ao burguês ateu!

Deus existe burguês estúpido!

E como Deus existe o povo o suprimirá a golpes de foice e de martelo.

Desaparece, burguês!

Viva o povo brasileiro!

E ai de vós burgueses e neoliberais hipócritas! A justiça dos humanos tarda, mas a justiça divina não falha...

Humanistas de todo o mundo, uni-vos! Morte aos imperialistas!

p.s.: Nunca mais psicanalhice! [isso é tudo]
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sexta-feira, 4 de abril de 2008

MST-PI capacitado!



Depois de vários fins de semana de "invasão" [no melhor significado!] no campus da UFPI para o curso de capacitação em Formação Política, os membros do MST-PI realizaram palestra de encerramento do mesmo dia 02/04 sexta passada no auditório do CCE e expuseram seus pontos de vista sobre vários sub-temas além da condizente Luta pela Reforma Agrária. Segue breve relato [até porque peguei o evento acontecendo já...]:

Com Neguinho, da Comissão Nacional MST & Profº Francisco Farias, Sociólogo Piauiense.

Governo Lula - seguindo o receituário neo-liberal

Apenas 17% do PIB investido em Políticas Públicas [enquanto nos governos passados chegava a quase 25%, mesmo com a pequenez social democrática da cúpula gestora nacional]

Sistema de fusões dos entes do sistema financeiro:
Bradesco
Unibanco
Banco do Brasil
ex. local: BEP -> BB

O sistema financeiro toma conta do processo

BB -> conta CCS = $ p/ fora do BR

Concepções qüotidianas:

1ª concepção capitalista:
alívio à pobreza (desemprego/fome);
2ª...:
coesão social (papel do Estado assumido pelos Movimentos Sociais, sobrando pra esta instituição apenas o Poder de Polícia e o Financeiro para manusear)
3ª...:
Economia pautando a Política
ex.: Secretaria da Juventude
falsa sensação de participação e apaziguamento dos movimentos sociais

Necessidades gritantes:

Reforma Agrária e Política Agrícola

"Novo Desenvolvimentismo no Brasil"

Burguesias:
MEX/CHI/COL - Coletiva mercante
VEN/CUB/NIC - Nacional trancada
BRasileira - Ambígüa

Brasil (Lula) contra a ALCA?
=> motivo: perder mercado pros EUA? nem!

Visão Empresarial -> Exploração! = Dívida Interna e Externa exacerbadíssimas.

Compreensão dos problemas conjunturais para sistematizar as lutas

[pontos levantados por representantes de assentamento à platéia]

§ Não deve haver o distanciamento do movimento camponês da sociedade estudantil e demais movimentos
§ O papel da mídia na repetição da ideologia capitalista:
FHC/ concepção neo-liberal esgarçada
LULA/ "mea culpa"

Debate dentro da esquerda sobre o Movimento Nacional dos Sem-Terra - urge!

etc. e tal. por aí.
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terça-feira, 1 de abril de 2008

Fórum Central de Teresina parado há 3 anos


OAB-PI lança campanha pela conclusão do Fórum de Teresina

Teresina (PI), 30/03/2008 - A Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí fará amanhã (31), às 8h, o lançamento da campanha em prol da conclusão do Fórum Central de Teresina. A obra está parada há mais de três anos. Na ocasião do lançamento, que acontecerá no auditório da OAB-PI, será feita a apresentação das peças publicitárias da campanha e das formas como a OAB vai desenvolver os trabalhos pela retomada das obras. Entre as autoridades que confirmaram presença no ato estão deputados, vereadores, desembargadores e magistrados. “O lançamento desta campanha é muito importante para nós, para a Justiça piauiense e refletirá na sociedade, pois o grande objetivo é sensibilizar as autoridades da importância da retomada do fórum”, afirma o presidente da OAB-PI, Norberto Campelo.

Esta semana, Campelo esteve reunido com o presidente do TJ-PI, desembargador Edvaldo Moura, e com o corregedor Raimundo Alencar, na sede do Tribunal de Justiça, onde trataram do apoio do Tribunal para que o governo conclua a obra. O Fórum Central abrigará todas as varas cíveis e criminais de Teresina e tem a finalidade de dar maior agilidade à Justiça do Estado.

A Seccional quer unir força com todos os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para que o Fórum Central seja finalizado o mais rápido possível. O custo total da obra é de R$ 25 milhões, mas só foram aplicados, até agora, R$ 5 milhões.

fonte: OAB

[Enquanto isso, na sala do Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, tem gente que não pára de trabalhar; mas, sejamos desiguais ou não, façamos nós mesmos o que nos convém fazer - os outros deixemos que se entendam entre si...]

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domingo, 30 de março de 2008

Feijoada Verde de Teresina



Realiza-se a I Feijoada Verde de Teresina dia 13/04 (domingo) na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (ADUFPI) das 11 às 18 hs com Dandinha e Banda. A entrada será com camiseta no valor de R$10,00. Participando a pessoa ajudará a registrar a Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais - APIPA como também a divulgar o trabalho da entidade.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

[Não sei lá] Pindaíba em pleno ERECOM é válida!

A favor da opinião articucada da massa ou das manifestações pluriculturais: eis-nos aiê!

{De uma célula neurótica da glia que gravou esses detalhes, segue o anexo:}

Uma peninha que no ERECOM 2008 pouca gente tenha sido corajosamente tão mendiga quanto eu quis ser e estive! porque eu quis mesmo demonstrar isso, saber como é que as pessoas se comportam a partir do que você veste ou usa.

Fui com um par de sandálias, quatro mudas de roupas [fora a que eu vesti ao sair de casa], um rexona intense, um sabonete esfoliante even, uma escova de dentes condor, uma pasta dental sorriso dentes brancos hálito refrescante, um pente jandaia de metade dente grosso-metade dente fino, um perfume de amostra grátis do boticário, uma toalha de banho jandaia e um saco de dormir (sem lençol ou almofada)!

Tá certo que depois comprei uma camisa do CMI e um dvd do Marx e Debord, do grupo Crítica Radical e Filosofia da Práxis [que inclusive vi, ouvi e assisiti na UESPI ano passado, mas tava sem tutu pro escambo!] mas isso torrou meus R$20 din-dins que exagerada e realmente obtive da família na véspera do Encontro.

Banhei, fiz higiene e ioga intestinal sem mais recatos ou cuidados [exceto o de forrar o vaso e limpá-lo quando molhado ou sujismundo], alimentei-me no R.U. sempre e em todas as vezes [sem enjoar comida!], dormi na sala 457 da Comissão Organizadora e no Laboratório de Multimeios [inclusive, lá faz um frio pra desgramado algum! Todas as meninas fugiram por isso, acho, assim quero imaginar...]

Madruguei mais que de costume, fazendo algo, trabalhando ferrado de sono que fosse, me preocupei com os outros, desleixei da minha intimidade um tanto, respeitei as diversidades, contive minha solidão na mística da multidão, conversei e conheci amizades de vários cantos, várias etnias e guetos!

Pra não alongar esse enfadonho relato, digo mais que: inseri nos cinco dias de 19 a 23 um pouco de mudança de comportamento, desusança de hábito, fazendo apenas viver como um ser humano, sem maiores interesses, apenas sendo gente.

Alguns me entenderam, até me visitaram, reponderam ao bom dia, ao boa tarde, ao boa noite, ao boa madruga, ao olá, ao eaí, ao falô, ao tá maça, ao issaê, etc. outros pouco se lixaram. Temos de respeitar os comportamentos, cada um responde de uma forma sua, impermeável ou solúvel, acessível ou renegado!

Aos erecomnenses, uma moral: seja você mesmo e deixe o outro ser, nada mais nem menos-fisiocraticamente falando, "laissez faire-laissez passer", a mão invisível organiza nossas vidinhas, sejamos sensatos; sejamos apenas nós mesmos:
o cibercangaço é a lei!


Abençoada páscoa, obrigado Deus por toda a felicidade e paz que tivemos, e pelas sabedorias trocadas e elevadas! Graças a tod@s!

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quinta-feira, 20 de março de 2008

Fundamentos Jurídicos do Direito à Comunicação
Associação Mundial de Rádios Comunitárias
(AMARC - América Latina & Caribe)

1. Introdução

Normalmente a radiodifusão foi considerada num segundo plano em relação à liberdade de imprensa e ao direito à informação, a partir de uma compreensão errada de que se trata de um serviço simplesmente comercial ou que suas questões são apenas técnicas.

Na realidade, raramente aqueles que se ocupam do estudo do Direito Constitucional se detêm para analisar a importância das regulamentações existentes em matéria de radiodifusão.

Nos cursos sobre Direito Administrativo, o tema também não é estudado.
Como se isto fosse pouco, quando os grupos empresariais expressam as suas razões, não parecem defender a sua atividade como sendo o exercício do Direito Constitucional de expressar idéias, mas como um aspecto do direito a exercer uma indústria lícita ou do direito à propriedade. Uma amostra disto são os argumentos utilizados para opor-se á procedência da aplicação dos direitos de retificação ou resposta.

A intenção deste trabalho é dar à radiodifusão a importância normativa que merece, partindo do princípio de que estamos falando de uma atividade na qual se exerce um direito humano, segundo o artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos, e já que o fato de que seja realizada a partir de um meio técnico diferente do papel não deve resultar no impedimento para reconhecê-lo como tal.

2. O que é a atividade radiodifusora?

Para esta pergunta cabem varias respostas, obviamente a partir de diferentes interesses.

Algumas delas estarão relacionadas com o tipo de serviço que são os serviços de radiodifusão. Outras, talvez em forma prévia, irão se referir a uma espécie, dentro do gênero das radiocomunicações, o que permitirá reduzir a atividade a uma das tantas formas de "telecomunicações".

Esta classificação não teria maior importância na medida em que submeteria tal atividade às mesmas considerações da telefonia ou do correio, ao ser colocada nesta descrição.

De acordo com o nosso entendimento, a radiodifusão é o exercício da liberdade de imprensa, com um suporte tecnológico diferente do papel.
Assim, partimos da convicção de que estamos diante de uma forma particular de exercício da liberdade de expressão e que deve ter primazia, na hora das classificações, o conteúdo e não o invólucro ou os mecanismos de transmissão da informação.

Em outras palavras, trata-se de dar à comunicação social por meios eletrônicos a hierarquia que deve realmente ter: trata-se do exercício da liberdade de expressão e imprensa por meio de um suporte tecnológico diferente, e isto não deve servir como desculpa para limitar o seu exercício substancial.

3. Breve análise do alcance do art. 13 da Convenção Americana

Em síntese, o nosso objetivo é demonstrar que a radiodifusão está plenamente enquadrada no exercício do direito à informação e que toda forma de regulamentação para o seu acesso deve ser analisada à luz da Convenção Americana.

Para isto, iremos enfatizar a letra e a interpretação da Convenção Americana de forma autêntica, pelo seu texto e por expressões da Comissão Interamericana e da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

O inciso 1 assinala que "toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento e expressão. Este direito compreende a liberdade de buscar, receber e difundir informações e idéias de toda índole, sem consideração de fronteiras, seja oralmente, por escrito ou de forma impressa ou artística, ou por qualquer outro procedimento de sua escolha".

Este texto nos conduz, com toda clareza, à determinação explícita de dois princípios de universalidade.

Um deles é o que nos orienta à universalidade dos sujeitos. Quando a Convenção Americana diz "toda pessoa" não faz exclusões de nenhuma natureza nem condições. De fato, também não estabelece formas de discriminação positiva ou negativa, vinculadas a formas de organização.

O outro princípio de universalidade refere-se aos meios. A liberdade de escolha do procedimento para o exercício deste direito ratifica o princípio de que "todo meio" está abrangido ou amparado pelo art. 13, dada a sua condição de suporte tecnológico das mensagens enviadas por aqueles que informam para os que são informados.

O inciso 3 reza: "não se pode restringir o direito de expressão por vias ou meios indiretos, tais como o abuso de controles oficiais ou particulares de papel para jornais, de freqüências radioelétricas ou de apetrechos e aparelhos utilizados na difusão de informação ou por quaisquer outros meios encaminhados a impedir a comunicação e a circulação de idéias e opiniões".

A Corte assentou o amplo alcance e caráter do direito à liberdade de expressão amparado neste artigo: "o artigo 13 estabelece dois aspectos distintivos do direito à liberdade de expressão. Este direito inclui não somente a liberdade de expressar pensamentos e idéias, como também o direito e a liberdade de procurá-las e recebê-las". Ao garantir, simultaneamente, os direitos a expressar e receber tais informações, a Convenção fomenta o livre intercâmbio de idéias, necessário para um debate público efetivo, na arena política.
Além do mais, a Corte concluiu que a Convenção Americana é mais generosa na sua garantia da liberdade de expressão e menos restritiva neste direito do que as disposições pertinentes da Convenção Européia para a Proteção dos Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais e que o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

Isto é particularmente significativo ao considerar-se que a Corte Européia afirmou, reiteradamente, que a liberdade de expressão é um dos "fundamentos essenciais de uma sociedade democrática".

O consenso observado nos órgãos de direitos humanos da América e da Europa manifesta que a proteção da liberdade de expressão como elemento indispensável da democracia encontra-se perfeitamente fundamentada no direito internacional.

De acordo ao estabelecido pelo artigo 13 da Convenção, ao proteger este direito, a Corte nada mais faz do que reforçar o propósito da Convenção, que é o de criar um sistema de "liberdades pessoais e justiça social" dentro do "marco das instituições democráticas". Resulta evidente que o direito à liberdade de expressão e pensamento, garantido pela Convenção, está indissoluvelmente vinculado à existência mesma de uma sociedade democrática. Tem A plena e livre discussão evita que uma sociedade seja paralisada e a prepara para as tensões e fricções que destroem as civilizações. Uma sociedade livre, hoje e amanhã, é aquela que possa manter abertamente um debate público e rigoroso sobre si mesma.

Diz a Corte Interamericana de Direitos Humanos na Opinião Consultiva 5/85 "... em princípio a liberdade de expressão requer que os meios de comunicação estejam virtualmente abertos a todos sem discriminação ou, mais precisamente, que não haja indivíduos ou grupos que, a priori, estejam excluídos do acesso a tais meios, exige igualmente certas condições com relação a estes, de forma a que, na prática, sejam verdadeiros instrumentos dessa liberdade e não veículos para restringi-la. Os meios de comunicação social são os que servem para materializar o exercício da liberdade de expressão, de tal forma que suas condições de funcionamento devem se adequar aos requerimentos dessa liberdade. Para isto é indispensável a pluralidade de meios e a proibição de todo o monopólio relativo a eles, qualquer seja a forma que pretenda adotar..."
Vê-se também esse enfoque de universalidade dos meios e sujeitos por parte da Corte Interamericana de Direitos Humanos quando acentua, com cuidado, o art. 13 do Pacto anteriormente descrito, as dimensões individuais e sociais da liberdade de expressão: "assim como compreende o direito de cada um a tratar de comunicar aos outros seus próprios pontos de vista, implica, também, o direto de todos a conhecer opiniões e notícias. Para o cidadão comum tem tanta importância o conhecimento da opinião alheia ou da informação de que dispõem outros como o direito a difundir a própria..." e também: "a liberdade de imprensa não se esgota no reconhecimento teórico do direito a falar ou escrever, mas compreende, de forma inseparável, o direito a utilizar qualquer meio apropriado para difundir o pensamento e fazê-lo chegar ao maior numero de destinatários..." (Opinião Consultiva 5/85, Cons. 31).

A Corte Interamericana entende, também, que: "quando a Convenção proclama que a liberdade de pensamento e expressão compreende o direito de difundir informações e idéias 'por qualquer procedimento' está sublinhando que a expressão e a difusão do pensamento e da informação são indivisíveis de tal forma que uma restrição das probabilidades de divulgação representa, diretamente, e na mesma medida, um limite ao direito de se expressar livremente." (Opinião Consultiva OC-5/85, Cons. 31).

"As duas dimensões mencionadas (supra) da liberdade de expressão, devem ser garantidas simultaneamente. Não seria lícito invocar o direito da sociedade a estar informada com veracidade para fundamentar um regime de censura prévia, supostamente destinado a eliminar as informações que seriam falsas, a critério do censor. Como também não seria admissível que, sobre a base do direito a difundir informações e idéias, se constituíssem monopólios públicos ou privados sobre os meios de comunicação para tentar moldar a opinião pública a partir de um ponto de vista só". (Opinião Consultiva OC-5/85, Ponto 33).

No mesmo sentido expressou-se a Comissão com relação a importância dos meios de radiodifusão e sua inclusão nos âmbitos da universalidade reconhecida pelo art. 13 da CADH.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos diz em relação a isso, na sua Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão, aprovada no seu 108o Período de sessões (outubro 2000).

12. As concessões de rádio e televisão devem considerar critérios democráticos que garantam uma igualdade de oportunidades para todos os indivíduos no acesso aos mesmos.

13. A utilização do poder do Estado e os recursos do tesouro público; a concessão de benefícios tarifários; a concessão arbitrária e discriminatória de publicidade oficial e créditos oficiais; a outorga de freqüências de rádio e televisão; entre outros, com o objetivo de pressionar e punir ou premiar e privilegiar os comunicadores sociais e aos meios de comunicação em função de seus enfoques informativos, atenta contra a liberdade de expressão e devem estar expressamente proibidos por lei.

A CIDH elaborou, em março de 2001, aplicando estes princípios, um informe sobre direitos humanos no Paraguai que estabelece um precedente para toda a região. Numa das três recomendações colocadas ao governo paraguaio estabelece "a necessidade de aplicar critérios democráticos na distribuição das licenças para as radioemissoras e canais de televisão. As mencionadas outorgas não devem ser feitas embasadas unicamente em critérios econômicos, mas também em critérios democráticos que garantam uma igualdade de oportunidade no acesso às mesmas". (Recomendações no mesmo sentido foram apresentadas ao governo da Guatemala em abril do mesmo ano).

Desta forma acreditamos que fica exposto que a nossa tese sobre o amparo à radiodifusão nos termos do art. 13 da CADH está acreditada, uma vez que:
a) É considerada como um dos meios do exercício do direito de receber, difundir e pesquisar informações e opiniões.
b) Não existe nenhuma cláusula que admita discriminações no acesso à atividade.
c) Mais ainda, a autêntica interpretação da Corte assinala que "a liberdade de imprensa não se esgota no reconhecimento teórico do direito a falar ou escrever, mas compreende, inseparavelmente, o direito a utilizar qualquer meio apropriado para difundir o pensamento e fazê-lo chegar ao maior numero de destinatários."
d) A Comissão Interamericana disse que a administração arbitrária das freqüências é uma violação da Convenção e deve estar proibida por lei.


4. Sobre as freqüências

É particularmente importante destacar qual é a natureza do objeto valorizado na atividade radiodifusora. E com relação à facilidade, ou não, ao seu acesso, deve-se debater, afim de considerá-lo como um indicador de efetivo respeito aos direitos humanos.

Elas são as radiofreqüências.

A regulamentação internacional sobre este tema surge dos Convênios da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que através de seus artigos específicos, na Recomendação 2 da Resolução 69 UIT (Incorporada aos Acordos de Genebra de dezembro de 1992, em Kyoto no ano de 1994) expõe: "tendo em consideração a Declaração dos Direitos Humanos de 1948, a Conferência de Plenipotenciários da União Internacional de Telecomunicações, consciente dos nobres princípios da livre difusão da informação, e que o direito a comunicação é um direito básico da comunidade RECOMENDA aos Estados participantes que facilitem a livre divulgação de informação pelos serviços de telecomunicações".
No artigo 1 item 11 se estabelece na Constituição da UIT que: "a União efetuará a atribuição de freqüências do espectro radioelétrico e a outorga de freqüências radioelétricas e levará o registro das concessões das freqüências e as posições orbitais associadas na órbita dos satélites geo-estacionários, afim de evitar toda interferência prejudicial entre as estações de radiocomunicações dos diferentes paises".

No artigo 44 inciso 1 (item 195) menciona-se que: "os (Estados) procurarão limitar as freqüências e o espectro utilizado ao mínimo indispensável para obter o funcionamento satisfatório dos serviços necessários. Para tal fim irão esforçar-se para aplicar as últimas inovações tecnológicas". No inciso 2 (item 196): "na utilização de bandas de freqüências para as radiocomunicações, os Membros terão em conta que as freqüências e a órbita dos satélites geo-estacionários são recursos naturais limitados que devem ser utilizados de forma racional, eficiente e econômica, em conformidade com o estabelecido no Regulamento de Radiocomunicações, para permitir o acesso eqüitativo a esta órbita e a essas freqüências aos diferentes países ou grupos de países, levando em conta as especiais necessidades dos países em desenvolvimento e a situação geográfica de determinados países".

No entanto, segundo as recomendações da UIT incluídas no Livro Azul de Políticas de Telecomunicações para as Américas: "quando a escassez do espectro não constitui uma preocupação, quando é possível um ingresso ilimitado e há que se estimular um mercado de plena concorrência, poderão não se requerer licenças individuais. Poderia ser suficiente um simples registro ou autorização de classe" (Cap. VIII, 1996).

Ao nosso critério, portanto, é indiscutível que as freqüências não podem ser objeto de domínio dos Estados e que a administração das mesmas está sujeita, do ponto de vista técnico, aos regulamentos da UIT e, do ponto de vista jurídico e político, às Convenções e Declarações de Direitos Humanos e suas interpretações autênticas pelos órgãos institucionais dos Sistemas de Proteção estabelecidos. No caso que nos ocupa, a Convenção Americana, a Declaração de Princípios da CIDH e as sentenças e opiniões consultivas da Corte Interamericana.

Doutrinariamente, compartilhamos que: "... o debate sobre a natureza jurídica da órbita geo-estacionária e do espectro de freqüências chega ao seu fim. Encontra-se adequadamente regulamentada pelo Tratado do Espaço e o Convênio Internacional de Telecomunicações... Das longas deliberações registradas nos últimos anos, brilha com muito conteúdo jurídico o art. 33 do Código Internacional de Telecomunicações que com o ajuste alcançado em Nairobi interpreta-se como fórmula ajustada ao princípio do patrimônio comum da humanidade. Este princípio, que vai ganhando progressivamente as novas expressões do direito internacional, eu o enunciei e o expliquei por primeira vez, como doutrina e procedimento na Universidade de Innsbruk em 1954. No que lhe é específico, o fiz extensivo, na Universidade do Havaí, ao espectro de radiofreqüências...(1) Como conceito jurídico é aceito no direito energético internacional, direito ambiental internacional e direito informático internacional. Como princípio foi incorporado em convênios relativos ao direito cultural internacional e ao direito internacional do mar" (2).

Neste marco de análise, o modo de funcionamento dos sinais via satélite de recepção direta são uma amostra acabada de que os Estados Nacionais coordenam entre eles o modo de conceder as freqüências aos diferentes serviços e canais. No mesmo sentido, ocorre com os sinais via satélite que transportam conteúdos que logo são distribuídos aos usuários por operadoras locais.

Igualmente acontece com os tratados bi ou multipartites de concessões de freqüência por região. Se existisse domínio público sobre o espectro, as coisas estariam ocorrendo de forma oposta. Teriam que ceder algo que não está sobre o seu território para poder conceder as freqüências que haverão de ser utilizadas no país.

Por último, as resoluções da UNESCO sobre a livre recepção de sinais via satélite rediscutidas na Assembléia Geral (na qual defende-se a substituição da política de autorização prévia pela do aviso prévio, adotadas pela Res. UNESCO 37/92) não teriam viabilidade alguma.

Além do mais, se os tratados outorgam direitos de administração, quem permite aos estados apoderar-se de algo que lhes é emprestado para que o administrem em forma coordenada por regiões? Nada indica, portanto, que os Estados tenham o direito de administrar o espectro de freqüências como se fosse de sua propriedade.

5. Outros Direitos Humanos envolvidos

No marco da discussão sobre o acesso às freqüências como um suporte para o exercício do direito à informação, verificamos a existência de impedimentos de diferentes naturezas nas distintas legislações e que, entendemos, violam (além do previsto no art. 13 da Convenção) outros direitos humanos reconhecidos e explícitos nos corpos normativos do Sistema Interamericano de Proteção.

A obrigatoriedade de se constituir como sociedade comercial para prestar serviço de radiodifusão, da mesma forma que as limitações de conteúdos, potências, fixação de patamares técnicos inatingíveis, sistemas de concessões embasados em posicionamentos ou capacidades econômicas, ou restrições para a obtenção de recursos genuínos pela atividade desenvolvida violentam os seguinte direitos humanos:

1 - À liberdade de associação do artigo 16 cujo texto pertinente estabelece: "todas as pessoas tem direito a se associar livremente com fins ideológicos, políticos, econômicos, de trabalho, sociais, culturais, desportivos ou de qualquer outra índole. O exercício deste direito somente pode estar sujeito às restrições previstas pela lei que sejam necessárias a uma sociedade democrática, no interesse da segurança nacional ou da ordem pública ou para proteger a saúde ou a moral públicas ou direitos e liberdades dos demais".

2 - À igualdade perante a lei. Pelo que o art. 24 da CIDH afirma: "todas as pessoas são iguais perante a lei. Conseqüentemente, têm direito, sem discriminação, a igual proteção da lei".

3 - Ao direito ao trabalho. (art. 6 Protocolo de Direitos Econômicos e Sociais de São Salvador): "toda pessoa tem direito ao trabalho, o qual inclui a oportunidade de obter os meios para levar uma vida digna e decorosa através do desempenho de uma atividade lícita livremente escolhida ou aceita".

4 - À não discriminação (art. 3 do mesmo Protocolo): "os Estados participantes comprometem-se, no presente Protocolo, a garantir o exercício dos direitos que nele são enunciados, sem nenhuma discriminação por motivo de raça, cor, sexo, idioma, religião, opiniões políticas ou de qualquer outra índole, origem social ou nacional, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição social".

5 - A gozar dos benefícios da cultura, uma vez resguarda a proteção de interesses morais e materiais de autoria de criações científicas, literárias ou artísticas e a respeitar-se a indispensável liberdade para a pesquisa científica e a atividade criadora (art. 14 Protocolo de São Salvador).

6 - À proteção e amparo dos termos fixados nos pontos 12 e 13 da Declaração de Princípios de Liberdade de Expressão da CIDH de seu 108º Período de Sessões.

Deste modo, as exclusões de determinados setores da sociedade civil, pelo simples fato de sua conformação jurídica, apresenta um grau de violações aos direitos humanos que no sistema interamericano excede o das previsões vinculadas à liberdade de expressão, da mesma forma, por essa mesma causa, que as restrições em matéria de conteúdo, alcance e financiamento.

(1) - Cocca, Aldo. The Radiospectrum resource as a common heritage of mankind. University of Hawai 1976.
(2) - La condición humana en las comunicaciones. Aldo Cocca, Revista el Derecho, T. 126, pag. 785, Buenos Aires, Argentina.

Fonte: http://www.ecologiadigital.net/amarc/fundamentos.html

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sábado, 15 de março de 2008

Invocatórias Humanas


Não é vestindo uma camisa que se torna alguém militante. Não está no empunhar de uma bandeira a fórmula cabal para [solver] uma crise. Não somos apenas pessoas pelos mesmos motivos políticos de antanho; é algo bem mais sólido esse ímpeto que nos governa o ânimo para a vida, que nos faz bradar palavras e exprimir gestos numa inconstância entre razões, sentidos, emoções e palpites. Mas muitos gritos, choros, vivas e risos aconteceram, acontecem e acontecerão até que cheguemos ao próximo momento e, por obra do destino - cujo teor podemos compor e cuja trajetória hemos de alterar sempre que se faça mister assim - as cousas menos prováveis, ah, elas aparecem e nos causam visagens interessantes.

Até o mais imbecil dos idiotas tem sabedoria bastante para entender que a nossa passagem por este mundo vale muito mais de que qualquer estranha pobreza de espírito; quem transfigura o amor, a paz, a harmonia, a verdade em injustezas, medos, torturas e dores são na realidade os perdidos, os néscios e os inconvenientes à nossa profusão de liberdades, dimensionamento de igualdades e procedimento de fraternidades, pois somos todos uma grande manada querendo ser rebanho, [mas] para no fim ser plêiade.

Meditamos e aplicamos nossos conhecimentos, mesmo sem siglas ou crachás, a todo instante, a cada sinal ou vocábulo explícito, o grupo nos cerca e nos tem em consideração, se assaz educados e ativistas realmente nos fizermos. Todo fato tem seu mentor ou sua geratriz, sua gênese: nossa compulsão se torna correta ou errada à medida em que escolhemos líderes, posturas ou atitudes.

A participação e intervenção sociais se comungam nesse construir de vias instrumentais, de geração a geração. Portanto, não queremos é nos apegar aos erros do que já se fôra, nem nas dúvidas do que não se sabe ao certo como foi; irremediável movimento é de colher as vitórias, assumir os fracassos e projetar(-se) em possibilidades acreditáveis e acompanháveis pelos compatriotas, conterrâneos e consentâneos a nós, posto sermos seres políticos e econômicos, em essência, ciência e transcendência.

Esta a lição a qual nos é dada e a que nos podemos responsabilizar!

THE-PI ~março/2008

p.s.: Por favor, perdoem os termos tríplices reiterados, mas é da minha natureza lingüística usual!

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terça-feira, 11 de março de 2008

Coisas do Além mund[anism]o



Psicógrafo:

(Do grego - psiké, borboleta, alma, e - graphô, escrevo.) - Aquele que faz psicografia; médium escrevente.

Psicografia:

Escrita dos Espíritos pela mão de um médium.


Mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, de trás para diante, no idioma inglês, na sede da União Espírita Mineira, em 04 de abril de 1937.

“My dear and generous friends of the fraternity’s doctrine.
Good health and peace in God, our Father!
Let us learn the life in the love’s law, from the instructions of Jesus Christ; Except this work almost always in the earthly world represent the struggle and studies of the vanity and from the darkness of the little men’s science.

Your brother,

Emmanuel”

“Toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança”.
“Eu creio que se nós, como povo, fôssemos educados para a tolerância recíproca, para o respeito à autoridade, para o trabalho persistente, sem conflitos entre empresários e trabalhadores, se nós todos nos uníssemos para compreender as necessidades desses valores espirituais na vida de cada um ou de cada grupo social, nós teríamos um país extremamente venturoso.”
Chico Xavier/Emmanuel

“O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte.”
“Todas as nossas figurações mentais, o conjunto de nossas lembranças, as nossas alegrias íntimas e os nossos ressentimentos, as nossas dores, as nossas aspirações, elas formam o conjunto do clima em que a nossa desencarnação se verificará.”
Chico Xavier/Emmanuel

“Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra.”
“Somos responsáveis por nossa tragédia e por nossa glória.”
Chico Xavier/Emmanuel


Entre vezes e outras parece até que nos sentimos assim;

temos muito a aprender ainda...

e sempre.


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quinta-feira, 6 de março de 2008

“Rostos da MPB” na Casa da Cultura de Teresina



Aproveitando o início das atividades da área de música realizadas pela Prefeitura de Teresina através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, a Casa da Cultura recebe nesta quarta, dia 5 de março, uma exposição que mistura melodia e arte. É a mostra Rostos da Música Popular Brasileira, que traz dezenas de capas de discos e ilustrações que fazem parte do acervo do jornalista e poeta* Raimundo Alves Lima, o “Ral”. A abertura da exibição acontece às 20h.

De acordo com “Ral”, o projeto é uma mostra de trinta capas de discos de vinis, emolduradas em painéis fotográficos, que trazem imagens de artistas consagrados da MPB. “É uma necessidade de resgatar a história da música e todas as capas que serão expostas têm algum processo artístico que valorizou a imagem”, conta o organizador.

As imagens trazem desenhos dos artistas gráficos e plásticos Elifas Andreato**, Luiz Jasmim, Mello Menezes, produzidos nos anos de 1970 e 1971, além de fotografias de Walter Firmo, Cafi, Wilton Montenegro, o piauiense Luiz Mota, entre outros. O projeto conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, através da Fundação Cultural Monsenhor Chaves, Aldatur e Atelier Armarinho São Francisco.

O projeto nasceu de uma pesquisa do organizador sobre discografias de artistas da Música Popular Brasileira, que acabou sendo transformado em exposição. “Ele é apenas o início de uma série de novos projetos que virão até o final de 2008 e começo de 2009”, comenta “Ral”.

A exposição será lançada em uma ocasião especial, nesta quarta-feira, data em que é comemorado o aniversário de Villa Lobos e que marca o início das atividades de música da Fundação Cultural Monsenhor Chaves.

Fonte: FCMC

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*

POESIA

INDICATIVO

UMA LEMBRANÇA
NENHUMA PALAVRA
UM HOMEM DORMINDO
EM PLENO DIA.
- ACORDA MOÇO, A MANHÃ CHEGARÁ
HAVERÁ LUZ BANHANDO TEU CORPO

por Ral

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Elifas Andreato, artista plástico

Elifas Andreato é, talvez, o mais importante artista gráfico do Brasil. Sua trajetória, dentro das artes nacionais, é única: saiu de uma condição miserável no interior do Paraná, conviveu com o analfabetismo até a adolescência, foi operário e militante político perseguido pela ditadura. Sem instrução formal tornou-se referência no meio intelectual e artístico do país. E, sem nunca ter passado por um banco de escola, Elifas Andreato chegou a ser professor de Artes na USP.

Sua grande contribuição à cultura nacional, porém, data de 1970, quando o jovem artista, apaixonado por música brasileira, foi responsável pelo projeto gráfico da coleção História da MPB, que marcaria época pela Editora Abril. Os LPs eram vendidos em bancas de revistas, mas chamavam mais atenção os encartes que os acompanhavam. Traziam uma diagramação revolucionária para a época e eram feitos após rodadas de chope e de sinuca, que Elifas promovia com os compositores a quem ia retratar. Isso serviu para que o jovem paranaense conhecesse intimamente os artistas a quem estava retratando, imprimindo nelas a personalidade de cada um.

Foram quase 500 capas de lá para cá. De Pixinguinha à Zeca Pagodinho, praticamente todos os compositores e cantores do Brasil tiveram o privilégio de contar com uma obra de Elifas Andreato em sua discografia. Porque uma capa assinada por Elifas deixava de ser apenas uma mera capa de disco para se converter numa pequena obra de arte.

fonte: www.consciencia.net/2003/12/12/elifas.html
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domingo, 2 de março de 2008

Uma das melhores coisas já interlidas...

Manual Dicionário dos bons modos

Eu não queria escrever esse texto. Não que eu não queria escrever, mas é que eu acho que eu não precisaria, nem eu nem ninguém escrever um Manual como esse... Eu queria não precisar escrever isso... Isso... É isso mesmo... Eu queria que eu não precisasse escrever esse misto de Manual e dicionário (por que parece que algumas pessoas não conhecem algumas palavras). Por que? Por que tudo que vou escrever são coisas tão simples de serem feitas, que deveria ser costume de todos, mas não são. Só que são coisas simples demais, muito simples e que fazem uma grande diferença. Vamos logo ao Manual. Vou escrever por tópicos, pois é mais fácil para eu me organizar, mostrar minhas idéias e tentar conseguir um resultado melhor nessa minha missão utópica de mudar alguma coisa no mundo para melhor. Também vou escrever por ordem alfabética, para que não tenha questionamento se um é mais importante que o outro e por isso foi escrito primeiro.
Bom, cartas na mesa:

Amizade: Cultive as boas amizades, se divirta com os verdadeiros amigos. Esses, os verdadeiros, são aqueles que te dão um alerta quando você está errado, briga com você por causa disso e joga na sua cara a verdade nua e crua, e doa ou não em você. Esses sim são os amigos, aqueles com os quais você sem dúvidas passará por maus momentos, mas juntos, e também passarão por ótimos momentos e se lembrarão para sempre. E não importa onde vocês estejam, sempre estarão juntos.

Atenção: Dê atenção para as pessoas que você gosta. Principalmente para a família, pois são as pessoas desse restrito grupo que estarão para sempre com você, que pensam em você e, na sua ausência, sentem sua falta. Obs: Família é diferente de parente tá? Pelo menos na minha concepção de família e parentes... Aproveitando as sábias e doloridas palavras de uma grande amiga, faço um comentário: não deixe que a pessoa que você gosta se sinta abandonada por você, seja ela sua mãe, seu pai, sua irmã (o), seu melhor amigo(a) ou sua namorada(o) ou seja lá quem for importante para você. Os chefes que me desculpem, mas não troco horas com essas pessoas por serviço. Se um dia eu tiver que optar entre manter contato com essas pessoas ou trabalhar, começarei a procurar outro emprego. Família em 1º lugar.

Bom dia; boa tarde; boa noite; olá; como você está?; tudo bem?: Essas palavras constam no seu vocabulário? Então, por gentileza, use-as. Isso faz diferença sim, é um sinal, mesmo que mínimo, de atenção e interesse. Principalmente em épocas de Orkut, MSN, e-mails e pouco tempo de contato “ao vivo” com as pessoas, não custa nada mandar uma mensagem como essa... OK, pode custar, sei lá, R$0,30 centavos se você for mandar uma mensagem de celular, mas se você não estiver disposto a pagar TUDO ISSO por uma pessoa que você GOSTE, não quero nem ser teu inimigo..

Carinho: Use e abuse. Não guarde para você...

Com licença: Aff... Isso deveria ser cobrado junto com as passagens de ônibus, por que é dentro desses que sinto mais falta dessas palavras...

Desculpa: Bom, essa. Pra mim, é a palavra mais difícil para eu usar. Errou, peça desculpas. Na verdade, o meu problema não está em pedir desculpas, está em errar, mas isso não vem muito ao caso... O que importa é que sempre que você errar, peça desculpa e aprenda para não cometer o mesmo erro novamente...

Educação: Envolve muitas das palavras que serão vistas ainda nesse Manual. Eu diria que ter educação é usar bem essas palavras. É educado pedir licença, por favor, não jogar lixo nas ruas, córregos e rios. É muito educado deixar os idosos e pessoas com necessidades especiais entrarem antes no ônibus ou em qualquer outro lugar, é educado, se você está sentado, levar a mochila das pessoas que estão de pé...

Fé: Sim, acredite. Se você crê em Deus, fortaleça sua fé e acredite sempre. E claro, faça sua parte para que as coisas aconteçam. Se você não acredita, é uma pena, mas é uma opção sua. Ele existe e está em todos os lugares, a toda hora.

Mentira: escurrace essa palavra do seu dicionário. Delete, apague totalmente essa palavra da sua rotina. É um dos piores venenos e mais dolorosos. Seja sempre sincero, desse modo você se sentirá muito melhor, independente do que irá acontecer depois, mas sempre fale a verdade.

Por favor: Isso ajuda a resolver vários problemas e evitar outros tantos. Conseguir algo se torna bem mais fácil.

Respeito: Básico e fundamental para qualquer relacionamento, não importa cor, sexo, credo e classe social. Respeitar as diferenças e gostos é o mínimo que devemos fazer para começar a mudar alguma coisa no nosso abandonado mundinho.

Responsabilidade: Assuma seus atos, tenha consciência do que você está fazendo e não fuja das conseqüências. Encare de frente e aprenda com erros e acertos.

Tempo: Praticamente o mesmo que escrevi sobre atenção. Gaste bem seu tempo. A vida é uma só e não dá para voltar, então aproveite bem seu tempo. Trabalhar é importante, é bom, mas não troque sua vida pelo seu serviço. O mesmo serve para os estudos. Conheço inúmeras pessoas que vivem em função do serviço e/ou da escola. Quantas coisas boas já perderam por isso... Divida bem seus horários, planeje o que vai fazer e viva bem. Estude, conquiste um bom emprego, mas aproveite o tempo com as pessoas que você gosta. Você é importante para sua família, para seu namorado, para seus amigos. Muito mais importante do que você é numa empresa. Se você parte dessa para melhor, o RH logo traz outra pessoa pra ocupar sua mesa, mas para aquelas pessoas não. Não adianta conhecer todas as pessoas do mundo, pois você é única, é insubstituível.

Traição: Outra palavra para ser excluída do seu HD dentro da sua cabeça. Inadmissível, covarde, desleal e fútil. Mais uma palavra da coleção: atitudes dolorosas.

Vida: Sim, você tem uma. Uma só. Uma única. Portanto, não desperdice seu tempo com quem não vale a pena, não se estresse com problemas pequenos e curta sua vida. A sua vida. E cuidado para não viver a vida de outros. Ajudar as pessoas que gostamos é ótimo, mas cuidado para não entrar em uma escravidão voluntária. Ajude, mas não assuma os problemas de outras pessoas, sejam elas familiares ou amigos.

Faltou algo? Sim... O Principal, o que nos move, é nosso combustível. O Único que consegue resolver todos os problemas, o Único que consegue mudar situações impossíveis. Está em falta... Por isso que nosso mundinho sofre tanto, esse Item está em falta, é algo raro. Mas não vou escrever. Não vou. Esse Sentimento deve ser sentido e exalado a todo o momento. Assim como o carinho, não guarde para você. Você sabe do que estou falando. Se não sabe, não adiantaria eu escrever aqui, pois por mais que eu escrevesse, não iria conseguir te explicar. Até hoje ninguém conseguiu explicar, embora quase todos saibam o que é...

Vou ficando por aqui. Demorei um pouco para escrever e não revisei o texto. Só sei dos erros que o “Word” apontou, pois não reli nada do que escrevi (erro gravíssimo de alguém que quer ser jornalista). Foi totalmente espontâneo e do jeito que veio ao mundo.

Espero poder te ajudar e te lanço o desafio: Pare um minuto e reflita sobre o que você leu. Haja, por um dia, seguindo esses conselhos que não estou vendendo, trocando ou emprestando, estou compartilhando. Se você se sentir melhor no final desse dia, passe a idéia adiante, divulgue para as pessoas que você gosta (ou não). Se não mudar nada, me culpe por ter feito você perder seu tempo.

OK, one last breath: All we need is love... [Tudo o que precisamos é amor]

Agradeço aos amigos pelos comentários e sugestões de correção. Muito obrigado!

Fonte: http://jornalistazarado.blog.terra.com.br/

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