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sábado, 9 de agosto de 2008

Orkut é patrimônio cibernético Brazooca!?



Google transfere controle do Orkut ao Brasil

07/08/2008 |
Redação
Meio & Mensagem

Grupo informa também que o atual presidente das operações brasileiras, Alexandre Hohagen, assumirá a diretoria executiva do Google na América Latina

O Brasil passará a ser o centro de controle mundial do Orkut. A mudança foi confirmada pelo Google nesta quinta-feira, 7, que transferirá todas as operações do site de relacionamentos, antes sediadas nos Estados Unidos, para o centro de engenharia de Belo de Horizonte, sede nacional do aparato tecnológico do gigante de buscas.

Caberá ao Brasil - campeão global em número de usuários do Orkut - o desenvolvimento de ferramentas e aplicativos que resultem em melhorias e inovações para a rede. A responsabilidade pela estrutura de engenharia e tecnologia da plataforma, porém, será compartilhada com a Índia, a segunda nação no ranking de utilização do site.

As novidades do Google para o Brasil, entretanto, não se limitam ao Orkut. A corporação também anunciou mudanças na cúpula de sua sede nacional. A partir dessa semana, o executivo Alexandre Hohagen deixa a presidência da empresa no Brasil para assumir o cargo de diretor-executivo do Google em toda a América Latina.

De acordo com informações obtidas pela reportagem de M&M Online, a cúpula do Google ainda não definiu o substituto de Hohagen, mas já estaria em fase de seleção para a escolha do novo presidente das operações brasileiras. A empresa não informa se escolherá um presidente interino durante o período de transição de Hohagen ou se anunciará, em breve, o novo ocupante permanente do cargo.


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quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Sobre Rádio e TV Universitaria: Reminiscências acadêmicas

Rádio e Tevê Universitária:

projetos ou utopias?

Há mais de 23 anos que jovens estudam e tentam praticar profissionalmente a Comunicação Social no próprio estado em que vivem: o Piauí.

A nossa UFPIauí, a maior responsável pela formação dos operadores da mídia - pois é assim que somos ouvidos e vistos pelos espectadores que sintonizam o rádio e zapeiam pela televisão.

Meus caros e caras colegas, especialmente vocês que andam pelos corredores da universidade, que sonham com um futuro venturoso, através da formação digna e do exercício eficaz das teses experimentais acadêmicas no cotidiano. Para vermos e ouvirmos se algo de original existe mesmo em termos de jornalismo, precisamos de público, informantes e canais para isso, acredito que concordemos todos assim;e os contratos para concretização dos serviços de Rádio e TV Universitárias, entre aspas, da Universidade Federal do Piauí com Ag.RadioBrás e Canal Futura já estão em vigor, segundo dados colhidos junto à própria Coordenação de Comunicação e veículos de Assessoria de Imprensa desta Instituição de Ensino Superior.

Entretanto, o que percebemos? Alguém já se perguntou porque aparecera na capital um sinal do canal 16º, TeVê AssembléiaPi, em seu aparelho televisor? Alguém já ouvira falar ou dizer o porquê da RádioCigarra estar operando com caixas de Som apenas no corredor do Anfiteatro - e este sem sua concha acústica,a qual deveria estar ali (ao menos nos papéis de gaveta da reitoria ali está bem coberto...), do acervo musical no Laboratório de Multimeios do CCE serem tão restritos e relegados ao ostracismo pelos gentlemans da Administração Superior nossa?

A verdade é absurda, chocante, entristecedora... mas ainda assim é proferível e precisa ser gritada, não censurada ou omitida. É a nossa opinião, enquanto estudante de um curso que merceariza professores com Faculdades e Agências Particulares, enquanto o destino da Informação no nosso próprio campus fica no vácuo e às escuras...
Vamos, todavia, fiscalizar para que o sinal da FMUFPI 96,7 não seja sacaneado e escamoteado por pistolões, vigaristas e economesquinhos nativos ou gringos; nesse caso não adianta só reclamar da UFPI, pois é papel irrefutável dos(as) seus(as) acadêmicos(as) partícipes e deliberantes do poder de expressão inteirar-se, apresentar-se e movimentar-se nos processos ligados a estas concessões radioteledifusivas, exigindo apenas o legitimamente estabelecido em estatuto, regimento e parcerias no âmbito da utilização desse serviço pela universidade.
Nada impede de haver reunião, debate e empenho de compromissos; mas que seja permanente o vigiar e dedurar (não é assim que eles fazem conosco?), para realizar; só queremos o progresso sustentável, sem favorecimentos indevidos.
Tampouco nesta se promove acusação gratuita à emissora nascente; exijamos participação estudantil nos seus quadros, convênio de estágio aprendizagem, sabido do fato de que ela teria absorvido antecipadamente algo não de sua propriedade, mas dos recém-profissionais da universidade, do povo e especificamente, do(a) cidadão(ã) probo(a) que paga ininterruptamente para ser respeitado.

31/10/2007

> > No Encontro Regional de Estudantes de Comunicação realizado em 2008, na mesma UFPIauí, foi montado de improviso um protótipo de rádio "poste": a Pasquinóise; com alguns apetrechos e ajustes, conseguimos religar no Centro de Ciências da Educação dessa IES um sistema de caixas de som e logamos a programação com música regional, participações ao vivo dos encontristas e boletins informativos do evento. Houve até espaço pra radionovela conversada sobre "censura" e outra sobre "uso das fontes".
No mesmo espaço ocorrera oficina de locução e radiojornalismo, incusive com gravação de spots de propaganda dos Estados e declamações de poesias. Tudo feito instantaneamente.
Instalamos software livre de transmissão de rádio com apoio do pessoal da ENECOS-BR e da Regional ColetivoMECom-Pi.

Agora lhes pergunto: quem tem medo da instalação desses veículos laboratório de Comunicação, o tem porquê? E até quando vamos tolerar alienadamente isto?!
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Eu não sou blogueiro de aluguel

Blog é página pessoal, é registro de tempo, é expressão, é alguém falando o que pensa/acha/acredita para quem quiser ler. Blogueiros não têm sindicato, salário, férias, mas fazem muita, muita hora extra. Blogueiro não é jornalista nem publicitário: poder ser tudo e nada, teenager ou mãe de família, cabeleireiro ou alto executivo.

Cada um tem a audiência que merece, a credibilidade que conquistou. Por mais que não exista um código formal ou qualquer regulamentação na blogosfera, todo mundo sabe que a lei da transparência está no DNA de cada blogueiro.

Os anunciantes estão descobrindo a melhor maneira de usar esta ferramenta para chegar a nichos que beiram os meios convencionais de comunicação. Blogs são interessantes porque consistem em doses periódicas de conteúdo assinadas por alguém que cativa audiências com interesses afins. Muito já se tentou: blogs fictícios, personagens, banners, até o famigerado post pago disfarçado de post autoral, modalidade repudiada pelos blogueiros que prezam pela sua credibilidade e respeitam seus leitores.

Atualmente, a melhor alternativa para as marcas entrarem em blogs é proporcionar experiências aos seus autores. Pode ser uma festa, um produto, alguma informação relevante e inédita, não importa. O blogueiro recebe este material e resolve se irá publicá-lo ou não. Quando publica, o faz da sua maneira, ressaltando o que lhe parece interessante dizer.

Blogueiro de verdade fala a verdade, doa a quem doer.
Blogueiro de aluguel é quem não conhece a dinâmica do meio e tenta enganar.
Mas não adianta: o diálogo acaba não acontecendo porque fica mentiroso, vazio, falho.

Quem rouba no jogo é blogueiro de aluguel. Quem censura a livre expressão dos blogueiros não deveria nem participar da discussão. Antes de ser mídia ou veículo, blog é opinião registrada de quem tem voz ativa e diz o que pensa: eu não sou blogueiro de aluguel.


saiba aqui neste blogue


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Sobre poupanças na era Collor e restos a receber




Informações sobre quem pode, quem tem ou quem faz você receber dinheiro referente a caderneta de poupança no período do plano Verão no site do Instituto de Defesa do Consumidor.
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terça-feira, 29 de julho de 2008

BR-11.705/2008 (Parada do Álcool)

Artigo: A favor da vida

Brasília, 28/07/2008 - O artigo "A favor da vida" é de autoria da presidente da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Estefânia Viveiros:

"A vida é o bem maior de cada um. Esse princípio básico está acima de qualquer cultura, religião, norma ou lei. Quem atenta contra a vida deve responder nas esferas adequadas e pagar pela falta. E devemos fazer de tudo para preservar vidas.

A discussão sobre a chamada lei seca deve girar em torno dessa questão. É lícito questionar a constitucionalidade da lei ou trechos dela, como a exigência do exame do bafômetro, mas isso não pode desviar o foco da medida. Viver em sociedade exige adaptação ao convívio com as outras pessoas e a preservação do indivíduo. Cuidar do próximo não é só ensinamento religioso, é exercício de cidadania.

A nossa legislação é clara ao afirmar que os direitos coletivos devem prevalecer sobre os individuais. É o caso da Lei Federal nº 11.705/08, que veio como uma resposta à falta de respeito de vários motoristas para com esse princípio tão importante.

Realmente a lei é rigorosa, mas não é tão difícil assim ter o cuidado de não dirigir se tiver bebido. Até porque a medida não proíbe ninguém de beber. Ela impede, apenas, que o alcoolizado conduza um veículo.


O brasileiro sabe se adaptar às situações mais adversas e também conseguirá se adequar a um novo tipo de conduta. Os estabelecimentos comerciais também se adaptarão. Não há porque falar em fechamento de bares e restaurantes, mas em como contribuir com a aplicação da lei em respeito à vida dos próprios clientes.


Apesar do choque inicial e da má recepção de alguns, a norma terá êxito. Os índices divulgados pelos Detrans e instituições de saúde, com a redução nos números de acidentes de trânsito e de mortes, falam alto. É inconcebível ficar insensível à quantidade de vidas salvas.


Se há inconstitucionalidades, quem dará a palavra final é o Supremo Tribunal Federal. Se há rigor excessivo, devemos discutir isso e a própria regulamentação da lei poderá corrigir possíveis desmedidas nas avaliações e punições.

O mais importante está sendo feito: a população foi alertada para os riscos de dirigir alcoolizada e ganhou mais consciência. Independentemente da decisão do STF, a tolerância zero mostrou seus méritos em prol de um bem maior."

Fonte: OAB-DF


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domingo, 27 de julho de 2008

DUDH



EDUCAÇÃO E CULTURA INCLUSAS NA 2ª CEDH DO PI

Ao longo do ano de 2008, entidades de todo o país têm participado em mobilização pela educação e cultura de paz rumo aos direitos humanos universalizados no Brasil. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos, em parceria com os gestores, representantes de órgãos, entidades, conselhos, comitês e fóruns têm-se programado em busca de uma agenda plural e participativa de toda a sociedade civil, dos movimentos sociais e anônimos (as).

No estado do Piauí existem instâncias que já trabalham a temática: o Comitê Estadual de Educação em Direitos Humanos, cujas atividades envolveram a entrega do prêmio “Heróis do Jenipapo” aos colaboradores com atividades pedagógico-emancipatórias na difusão dos Direitos Humanos através do ensino ou propostas cidadãs, Capacitação em Educação em Direitos Humanos para cerca de 250 pessoas em Teresina, entre outras ações.

Para além disso, a montagem da Rede Estadual de Assessoria Jurídica Universitária (REAJU-PI) sinalizar parceria entre os grupos de Assessoria Jurídica Popular do Piauí: Centro de Assessoria Jurídica Universitária de Teresina | CAJUÍNA-UFPI, Corpo de Assessoria Jurídica Estudantil | CORAJE-UESPI, Projeto Justiça e Atitude | JA-ICF, Núcleo de Assessoria Jurídica Popular Mandacaru | MANDACARU-CEUT, Núcleo de Assessoria Jurídica Comunitária | DIREITOAODIREITO-NOVAFAPI, bem como de outros projetos que se formam na FSA e AESPI.

Há a Coordenadoria Estadual dos Direitos Humanos e da Juventude – que promovera Conferência Estadual da Juventude e Fórum de Promoção da Igualdade Racial este ano. O núcleo de Direitos Humanos da OAB e seu homônimo da Defensoria Pública, respectivamente, com participação conjunta aos Conselhos Municipais de Educação no projeto “OAB na Escola” e ao Grupo Matizes abordando aspectos diversificados na Semana do Amor de Iguais, para citar exemplos.

Com o objetivo de realizar a 2ª Conferência Estadual de Direitos Humanos no Piauí (CEDH) foram propostas, de acordo com a organização do evento, as chamadas Conferências Livres, as quais são formuladas - durante os meses de julho e agosto - ao longo de agenda participativa em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) e com o intuito de edificar debates em torno da temática, além de permitir acesso democrático ao acervo histórico-informativo acumulado desde 1948 da DUDH.

A organização afirma que há estimativa de 350-400 delegados emanados das Conferências Livres participando durante os dias 11, 12 e 13 de setembro, com solenidade de abertura no TJ-PI e painéis/grupos de trabalho no Centro de Formação de Professores Odilon Nunes. Estes delegados devem ser caracterizados em sua maioria como de origem não-governamental, ou seja, com um mínimo de 60% dos escolhidos por conferência. Cada uma dessas realiza relatório constando de informações como participantes, delegados, formulário de propostas e informe de programação realizada.

O diferencial nesta 2ª CEDH está por conta da inclusão da Educação e Cultura em Direitos Humanos entre o temário dos painéis, objetivando uma persistente reclamação dos militantes da dinâmica pedagógica aos Direitos Humanos (DH), agora inclusos nas instituições desde o Ensino Básico até o Ensino Superior, pelas propostas trazidas pelos eventos preliminares à construção dos Planos Estaduais, tanto o de Educação em Direitos Humanos quanto o de Direitos Humanos do Piauí em consonância às legislações nacionais da área já atualizadas a respeito.

Os demais painéis vogam ainda assuntos como a universalização dos DH em um contexto de desigualdades; violência, segurança pública e acesso à justiça; pacto federativo e responsabilidade dos três Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública; tendo ademais, a interação democrática entre Estado e Sociedade Civil e desenvolvimento e DH aí constantes.

[por João Paulo Santos Mourão]


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quinta-feira, 24 de julho de 2008

4º Festival de Realizadores de Audiovisual do Mercosul




A Aldeia - Agência de Audiovisual está recebendo inscrições para o
Festival de Jovens Realizadores de Audiovisual do Mercosul, a ser realizado
de 4 a 8 de novembro, no Centro Dragão do Mar, em Fortaleza.
Os interessados têm até o dia 10 de agosto para fazer a inscrição. O objetivo do Festival é apresentar um panorama da produção audiovisual em vídeo, película e mídias
digitais de jovens oriundos de projetos sociais de organizações da sociedade
civil, além de promoção de um fórum de reflexão e debates sobre os conteúdos
da produção audiovisual destinada ao público jovem do Mercosul.

Nesse ano, a edição do festival apresenta a 4º Mostra Competitiva de
produções audiovisuais de jovens realizadores que tenham, no máximo, 50
minutos. Podem ser inscritas produções finalizadas em qualquer formato, nos
últimos três anos, realizadas por jovens de qualquer país que faça parte do
Mercosul. A pré-seleção será feita baseada na análise de cópias em VHS
(NTSC) ou DVD. Segundo a organização do evento, até o próximo dia 10 de
setembro será divulgada a lista de trabalhos no site da produtora do
festival, a Ong Aldeia - Agência Audiovisual (www.aldeia. org.br).

Durante o festival os jovens têm a oportunidade de, além de participar da
platéia, debater e apresentar suas produções, participar de oficinas
audiovisuais, integrarem as equipes de monitores do festival e fazerem parte
da comissão seleção. A última edição do Festival, realizada em setembro do
ano passado, aconteceu em Vitória, capital capixaba. A Ong Aldeia - Agência
de Audiovisual, que organiza o festival este ano, dedica suas atividades
para discussão de temas como a comunicação e educação. O público-alvo da Ong
é formado por jovens e adolescentes em situação de risco social e pessoal.
Mais informações podem ser obtidas pelo site da Ong Aldeia ou pelo telefone
(85) 3248.0677.

*SERVIÇO*

4º FESTIVAL DE JOVENS REALIZADORES DE AUDIOVISUAL DO MERCOSUL
Realização: 4 a 7 de novembro
Inscrição: *www.aldeia. org.br* <http://www.aldeia. org.br/>
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domingo, 20 de julho de 2008

I Encontro de Jovens Nordestinos pela Paz


Juventude nos trilhos da justiça e da paz
"Essa parada a gente topa"

Projeto Educativo ^<>^

Parque Alvorada Timon-MA

09 e 10/agosto

info:
(86) 3232 4592 / imbrites@hotmail.com

ou no próprio site da rede combonianos
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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Enquanto faço as suíças e orbito o destino...

e se vocês não têm, enquanto vagam no ciberespaço,

leiam ao Correio Filosófico

porque de imbecilidade política, demagogia social e fetichizismos economiqueiros já estou de contâiners e setor de bagagens repleto!

adeus¨
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domingo, 13 de julho de 2008

CQC na Revista Imprensa


Ataque aos risos

Por Julia Baptista / Fotos: Pya Lima

[Da Revista Imprensa]

Equipe do CQC é proibida de trabalhar no congresso nacional. Veto estimula debate sobre liberdade de expressão e limites entre humor e jornalismo.



Depois de ter sido informado que o CQC não poderia mais gravar no Congresso Nacional, o repórter Danilo Gentili olha para a câmera e afirma que "os políticos só querem responder as perguntas que são convenientes. Não é uma ditadura, mas a censura está aí". Momentos antes, a matéria mostrava o repórter entrevistando o presidente da Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), sobre a reforma tributária e a sonegação de impostos. Em seguida, Gentili tenta fazer perguntas ao deputado José Genoino (PT-SP), que repete apenas um raivoso "estou trabalhando", ao que o repórter responde "eu também estou trabalhando". Na edição final do trecho, o deputado ganhou uma coleira e dentes pontiagudos, garantindo comicidade à cena, por meio da representação de um cão bravo. O vídeo está no YouTube.

A equipe do programa da Band foi a Brasília produzir uma matéria sobre o funcionamento da política brasileira e, obviamente, fazer perguntas aos parlamentares. Uma autorização provisória expedida pela Secom (Secretária de Comunicação) da Câmara dos Deputados garantia-lhe o direito de gravar e fazer entrevistas no Congresso Nacional por 30 dias. Desses, a equipe conseguiu permanecer apenas dois.

Para justificar a proibição, a Câmara alegou que o programa da Band é humorístico e não jornalístico. Afirmou ainda que não fornece credencial provisória para um programa de humor. "Nós não temos autorização para ceder espaço público como locação para uma emissora privada realizar quadro permanente de programa dessa natureza. Solicitações semelhantes foram negadas para os programas 'A Praça é Nossa' [SBT] e 'Pânico' [Rede TV!], além do quadro 'Central de Boatos', do 'Fantástico' [Globo]", explica o assessor de imprensa da casa, Cid de Queiroz.

Segundo o assessor, o Congresso vive um clima de tensão permanente. "A gente tem de ter critérios para a coisa não desandar". O CQC foi "aceito" baseado nesses critérios, mas, para a Câmara, "eles não fizeram mais do que reproduzir os clichês que a imprensa tradicional reproduz". Rir do Parlamento e fazer graça dos políticos, na opinião de Queiroz, são exemplos desses clichês. Marcelo Tas, um dos três âncoras e líder do programa, rebate: "Qualquer assunto você pode abordar com humor, até tragédias. O humor é uma lente que você bota no olho para enxergar a mesma notícia sob outro ângulo".

opinião:

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