Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Série Caro torquato - texto 02

Caro Torquato, a facada pelas costas à traição é a prova real.




        Falsos poetas e poetisas pensam que inventam piauiensidades que não há, os iliterados minam qual $ público em jardins de papel e pomares de concreto: as flores de metais preciosos e as colheitas de ações em bolsas futuras servem a quem banca mais e mais.
As repartições e serviços públicos mal versados seguem numa tragicíssima zorra, os farristas tributários numa esbórnia inigualável.
Aqui entre nós, a sós, em secreto: coisas indizíveis tenho pra te revelar! Presta atenção: aqui, quando um artista popular que faz propaganda pras melhores empresas terem seus grandes negócios indo muito bem é acometido de doença, moléstia e/ou grave ameaça (seja qual for!) ele é renegado, humilhantemente esquecido, inumanamente desprezado por seus requisitantes de favores.
Sem falar nos escraviários de toda monta, mescla de escravos e estagiários, os quais tocam todo o setor produtivo público-privado e que se parassem em greve nacionalmente fariam o Brasil entrar em coma e uma banda do mundo com ele. Já imaginou o piripaque da manchete: “Estagiários paralisam o Brasil: a crise agora é mundial!” ? Soaria tão poético!
 Pior são os prosadores geopolíticos em inferninhos: bacanais nas boates ou festinhas privativas desviam os políticos profissionais de sua vocação legitimada pelo voto popular e merecem maior atenção no trato das palavras que nossa gente miserável ou desempregada – inclusive as prostitutas de semáforo (microempreendedoras individuais do sexo) são marginalizadas em sua labuta.
A coluna social bem poderia chamar-se mostruário penal – tanta e tal é sua semelhança com os verdadeiros criminosos e quadrilhas do pedaço! Lá se sabe meio que como classificados de jornal com quem você poderia se conluiar para obter a contravenção ou crime pretencionado.
E continuamos sendo patrulhados e patrulhadas, os filhos e filhas desta matrona ranzinza: a politicanalice piauiensiana.
Por favor e obséquio, adrepito: relate e informe isto na coluna aí do céu, com cópia fria, média pingada, quente e plasmada para o purgatório, o jardim das proibidas, o inferno astral e o solar dos reinos inferiores possível a você / ês e aos demais editores todos todas.
Boa madrugada-vigília.
Até breve e um chacoalhar cumprimental de mãos revigorado do caro continuísta contínuo ,

Jotapê.

The, PI 04:32/04:39

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Série Caro torquato - texto 01

Caro Torquato, a cidade verde está agora uma cinza só.




        Construções estranhas ao meio, de fachadas bege e cheia de fuligem no ar; de esgoto nos rios e lagos, de sujidades e fedentina nos terrenos baldios ou habitados.
Destroem nossas reservas ambientais, matam o peixe com o veneno lançado ao rio, matam cágados, lagartos e sagüis atropelados no asfalto, matam aves em arapucas e gaiolas de vender na feira pros gringos (do Brasil e do exterior), nossos parques ou estão interditados ou viraram hipermercados ou ninguém nem lembra mais.
Os jornais são tão ruins e doentios que se você limpar o cu com um deles é capaz de pegar câncer ou precisar de vacina naquele lugar. As rádios e tevês que eram abertas e públicas (se é que um dia houveram) foram substituídas por canais pagos e fechados que ensinam as criancinhas a comerem, beberem, drogarem, consumirem e foderem, se não morrerem antes.
A mídia de internet é um caos ao qual poucos conseguem achar alguma ordem e caminhos seguros para se informar e difundir informações úteis e sábias de verdade. Os portais mais lidos são os que se sabe serem mais desacreditados ou desinformadores.
Não se ousa conversar mais, apenas se quer destruir o outro e construir-se a si isoladamente. Isso até entre os familiares mais tradicionalíssimos e subidos que você se lembra bem desta capital de segunda. Agora eles arregimentam crianças de escola e colégio para a política infame.
Mas ai de nós, porque essas criancinhas podem não dar a mínima para a imprensa mercenária e para a política da pizza de carne de sol com o chocolate de cajuína ao bel sabor do atraso das redes sociais.
A propósito: o Meduna virou shopping, você sabia? Nem te alucino, mas treslouco! Vai lá!
Por favor e obséquio, repito: relate e informe isto na coluna aí do céu, com cópia fria, média pingada e quente para o purgatório, o jardim das proibidas, o inferno astral possível a você / ês e aos demais editores todos todas.

Boa tarde boquinha da noite.
Adeus e um abraço renovado do caro continuísta contínuo ,


Jotapê.

The, PI 17:10/17:11

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Série Caro Torquato - texto inicial

Caro torquato, 



                         aqui na terrinha as coisas vão de mal a pior.


                       A energia vai péssima, a água é uma bosta com merda cuada e os outros serviços, incluíndos aí a gaspisa.s, a kapisa.s e a telepisa.s são aquelas ingratas e mulekas de sempre: só dando o cu pros de fora!
                       Por favor e obséquio: relate e informe isto na coluna aí do céu, com cópia fria e quente para o inferno astral possível a você e aos demais editores todos as.

Boa noite madrugada.

Adeus e um abraço do caro continuísta contínuo ,



Jotapê.

2011.


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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

melo dramático


melo dramático (para Allynne, a única das únicas...) a paixão e as desilusões amorosas de um jovem por uma jovem... também fiz outras coisas nesse meio tempo; me espiritualizei e equilibrei com Deus revi velhos amigos/as, senti de novo aquele elã que me cativou sempre nossa vida é um novelo de linha, em que as mãos dadas conseguem tecer lindas relações de estima, momentos felizes e altivez, é o sonoro instante de inclinação de pessoas rumo a conseguir fraternizar-se. nossa vida é um suspiro, aquele suspiro de energia e amor que transforma o nosso dia em algo de realização. a nossa vida é aquela imagem mental, aquele estalo de memória que nos torna tão próximo de quem nós realmente gostamos, mesmo à distância. nossa vida é o amor materializado e a obra de Deus perenizada nas diminutas descobertas que representam grandes assuntos ao cabedal de nosso repositório humano: somos pó das sementes, poeira dos astros, átomos do microcosmo, partículas a viajar suave e perenemente pelo nosso universo conhecido. Nossa vida é um engenho e nós somos os ingredientes dessa dimensão “ a rapadura só faz bem; a cachaça só traz mal”
e você, você sim: é o açúcar mascavo: inigualável especiaria! 14/01/2014 João Paulo Santos Mourão (JotaPê S.Mourão) 18:00hs

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Carlos Castello Branco: personagem da história jornalística brasileira


Carlos Castello Branco: personagem da história do jornalismo político brasileiro Partindo de Teresina ainda adolescente para cursar a faculdade de Direito em Minas Gerais, Carlos Castello Branco começa a trabalhar a partir do jornal A Mocidade. A partir de então, não para de colaborar e laborar com imprensa. Tão logo se forma, logo configura-se que seu lugar é na imprensa mesmo, o ramo jurídico estaria sim presente – mas nos textos jornalísticos. Castellinho – como era apelidado carinhosamente pelos colegas – passou por várias editorias, chegando a assumir a secretaria de redação de O Jornal, já em 1945; todavia, fixando-se na história em sua passagem pela editoria de política haja vista sua versatilidade e competência ao lidar com os temas mais palpitantes da área. Quando da organização do jornal o Estado de Minas sob o condomínio de propriedade dos Diários Associados, Carlos Castello Branco exerce papel de destaque assumindo a chefia em 1945 e supervisionando ainda a parte da editoria de política deste jornal, um dos três mais importantes em termos de vendas e poderio ideológico nacional; também colabora com a revista O Cruzeiro com reportagens políticas de destaque neste periódico – que também fizera parte do grupo d’Os Associados. Nos é resgatado no livro Chatô – O rei do Brasil (1994) de Fernando Morais, em sua página 445 o belíssimo e impagável diálogo entre Carlos Castello Branco e o censor a mando do governo ditatorial Ataliba, na redação do Estado de Minas: “ Castelo transmitiu de bom humor a ordem de Chateubriand ao censor: -- Não, Ataliba, hoje você não vai ler o jornal aqui. Se você quiser ler o Estado de Minas vai ter que comprá-lo na banca amanhã de manhã. Ataliba se levantou, pegou o paletó e deixou no ar uma frase profética: -- Já entendi tudo, eu vou me embora. Mas não tem importância, um dia eu volto.” Um parênteses sobre este que foi um dos principais patrões de Castellinho é que ele – Assis Chateaubriand Bandeira de Mello por vezes, quando necessário se fizera, assinava por anagramas ou pseudônimos, como “Visconde de Castellomelhor” em uma alusão cifrada ao castellano (como se fora um título honorífico de um nobre de outro país ou nação) e em brincadeira escrachada ao regime governamental remontando ao período monárquico ou imperial do país. O jornalismo do segundo quartel do século XX, isto é, após a revolução de 30, percebe melhorias bem significativas e Os Diários Associados são comprovação disto: Chateaubriand iniciava reformas e renovações em todo o Brasil a seus veículos, entre jornais e revistas. De acordo com o livro Chatô – O rei do Brasil (1994) de Fernando Morais, em sua página 346: “ E nessa época começam a aparecer nos Associados personagens que anos depois seriam reconhecidos como alguns dos maiores nomes da literatura ou do jornalismo brasileiros, como os escritores Manuel Bandeira, Gustavo Barroso, Graça Aranha, Viriato Correia e os jornalistas David Nasser, Edmar Morel, Alex Viany e, pouco tempo depois, Millôr Fernandes, Carlos Castello Branco e Frederico Chateubriand – o ‘Freddy’, filho de Oswaldo Chateaubriand e um dos grandes responsáveis pela transformação de O Cruzeiro em uma das mais importantes revistas do Brasil neste século [ XX ].” (grifo e acréscimo nossos) Carlos Castello Branco também era conhecido por sua amizade e respeito pelos colegas de profissão: muitas vezes em situações consideradas vexatórias para o momento soube equilibrar os ânimos tensos entre os polos em disputa; fosse o patrão enfurecido contra um repórter, fosse uma autoridade contra um jornalista no exercício da profissão. Por João Paulo Santos Mourão. 24/09/2013.

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Poesia para Nelson Mandela: Bandeira informalíssima do brasileiro

Bandeira informalíssima do brasileiro

O pano verde da sinuca (de jogar) do bar
A faixa amarela (de cobrir) a banca de camelô
Um forro (de crochê ou tricô) azul do móvel
Uma régua marca página (de livro) branca
Outra linha preta de alfaiataria usual
Outro pincel cinza cintilante universal.
E o tinteiro verde Amazônia em pulso...
O mastro destes elementos que juntos
Formam uma bandeira do Brasil: um ipê!
A terra, o mar, o ar, a seiva, o fluído, o fragor.
Tudo é pindorama, tudo é Vera Cruz, tudo é Brazil,

Tudo é-nos representativo...


Dedicado ao grande líder mundial o sul-africano Nelson Mandela, luto mundial de sete dias.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A Vinícius, poeta ideal

(João Paulo Santos Mourão)
Teu tempo é quando, pontuastes.
Pois somos, contigo, pessoas de cada temporar.
Teu espaço é algures ou alhures, vivificastes.
Pois estamos, contigo, gentes de todo lugar.

Para além do gabinete e do expediente
Tua diplomacia se faz nossa em praças e cotidianos.
Superaste a mesura de leis e convenções palacianas;
Tua etiqueta se faz em (bossas nossas) vossas músicas e artes outras
[mister cinema e teatro.

Manhosa e diligentemente desengarrafa cães
De vidros, cantis e copos quadrados chatos...
Pousa e caligrafa aos papéis suas prisões:
Qualquer palavra presa num papel comum
Contigo logo ganha liberdade entre os poetas;
Aí os alegres libertos cachorros são soltos,
Bebuns (e) intelectuais soltam o verbo.
Com eles, substantivos à paisana, adjetivos
E advérbios em traje esportivo e os pronomes:
Estes sempre nus e sem vergonhas, à praia!


28/05/2012 ~ 07/09/2013

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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que é cultura - um exercício jornalístico

O que é cultura?

Começaremos nosso texto a partir de duas frases coletadas de depoimentos de duas pessoas indagadas a definirem o termo cultura apenas com base em seu acervo pessoal, sem qualquer consulta outra ou a diverso mecanismo de informação.
Cultura são os conjuntos de crenças e tradições que as pessoas têm. (mulher)
Cultura é uma arte desenvolvida por um grupo de pessoas de uma determinada região relacionada a costumes. É um patrimônio de conhecimento e ações de pessoas ou por regiões. (homem)
Notamos que para a mulher, a noção de cultura apresentada foi aquela mais simples e ligada aos elementos tradicionalmente evocados numa pergunta “à queima-roupa”: a lembrança das crenças e tradições denota a ligação com o passado, com o elemento anterior que se prolonga através das gerações via mediações e herança cultural.
Já no caso do homem, pode-se entender que houve um pendor mais acentuado ao âmbito do artístico, do folclórico – enquanto saber artístico de um povo dimensionado em uma época e num local – em muito referenciado ao elo da preservação de bens seja materiais e/ou imateriais no que diz respeito a patrimônio de um povo, uma população.
Aí temos exemplos clássicos de definição de cultura que têm por base as lições aprendidas em casa, as aulas escolares, nas quais o que mais se releva no tocante a definição do termo cultura é mesmo essa ligação ou linkagem com hábitos, atos e modos de viver do passado que por sua importância sócio-histórica foram transmitidos às outras gerações que foram vindo até os dias de hoje.
Exatamente neste ponto começam a tomar forma as inextrincáveis relações entre cultura e comunicação, como diz Lúcia Santaella. Pois, desde uma urna funerária achada em um sítio arqueológico até as novas fronteiras do universo humanamente conhecível representam muito bem esta relação.
Para seguir a linha de raciocínio: se para mim uma entrevista radiofônica, uma reportagem televisiva, uma capa de revista, um suplemento de um jornal impresso, a página principal de um sítio web... enfim, são elementos de cultura porque estou inserido neste nicho prfissional e é neste meio em que vivencio as minhas experiências com as pessoas tomadas individual ou coletivamente, temporal ou espacialmente, para um voyer ou um flaneur – por exemplos, as experiências que mais o interessariam culturalmente em muito diferem das minhas, posto seu distinto papel ou atitude ética ou social.
Mais: Se para mim um documentário etnográfico – que levou meses da concepção e do storyboard até a finalização e a distribuição – é um produto da cultura, para um eremita que escolheu viver num mosteiro isso não é cultura; pois para ele cultura é dedicar-se a liturgias, artes e ofícios sacros.
Gostaria de adicionar aqui um exemplo incrível que me surgiu no meio da reflexão sobre este próprio texto e que vai ser a minha resposta atual para a pergunta “O que é cultura?”. Falarei Do traje e dos modos do jornalista universitário. Quanta carga de conteúdo e quanto discursivo texto (em sentido lato) há nessa perspectiva de análise! Pois, senão, pensemos: Quando o jornalista acorda ele já inicia seu trabalho, já está atento e planejando a agenda do dia de cobertura.
Segundo os manuais e livros de etiqueta jornalística, a indumentária deveria ser o máximo possível neutra, social, limpa e arrumada. O mesmo se aplicando a cabelo, barba, unhas, adereços, etc. Mas então, como é que o jornalista poderá lidar com seus entrevistados tão díspares e diversos ao longo do dia de trabalho, sempre com o mesmo uniforme ou “farda”? Ele não poderá, suponhamos, ir à reunião do Conselho Departamental ou com a Reitoria da Universidade de camiseta, calça surrada rasgada, chinelos por exemplo. Mas tampouco não poderíamos compreendê-lo ir a uma manifestação estudantil do DCE indo de casaco, terno, mocassins lustrosos, gravata de cetim e outros adereços de luxo.
Isto representa, enquanto choque cultural, a diferenciação em crise de valores informais e formais com os quais o jornalista tem de lidar cotidianamente, hoje e talvez sempre. Então, opta-se por um meio termo: nem de mais informal, nem de menos formal – mediano: jeans luxo, camisa social sport fino, sapatenis e por aí vai.

Quero concluir a dizer que acredito que a cultura é a própria comunicação posta em movimento nas dimensões de tempo, de espaço, de linguagem, de povo ou grupamento humano. Para mim, quem define mesmo o que é a cultura somos nós, identidade cultural plural, povo, nação, regionalidade, localidade, através de nossas criatividades e estalos de ideias que surpreendem alguém agora e amanhã – através da mídia – a muito mais gente.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

DOC ESPORTE: O ESPETÁCULO DO TELEJORNALISMO ESPORTIVO PIAUIENSE


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