Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Jineladas nos zoim



Janelas d' Almadias em therezinae University

Ah, meninada! Tem tanta coisa, e tão pouco ser. As janelas, por amostração: as janelas das salas 455 e 457, de manhã e de tarde, no CCE UFPI [quanta visagem e paisualização]. A janela do banheiro da chegada dessa passarela vinda da Biblioteca Central. As janelas do carro, dos ônibus, do caminhão, do avião e do helicóptero.
A janela da livraria na UESPI, a janela da lanchonete, a janela da sala 17 setor 11 do CCSA. A janela do quadro branco de negras, amarelas, vermelhas, azuis e cinzas idéias - arco íris e opalescência mística.
Janelas nos apartamentos, nas casas de jardim e de muro e de parede frontispiciante.
Janelas nos bolsos, de camisas e calças, até de sapatênis e alparchinelos. Janelas, sim, janelas do RU, do DCE, da Liga dos CA's, janelas de anexos e avulsos, cubículo e salão auditorial. Janelas de gays que são homens; janelas de lésbicas que são mulheres. Janelas de água no ar de noite brumenta, sobre minhas, tuas, nossas, vossas córneas. Janelas do carpinteiro e do ferreiro.
Janelas no quarto, na cozinha, nos pés e nas mãos; janelas nos objetos, livros, discos, quadros, telas e painéis, cavaletes, módulos, racks, bancos e postes. [Jinelas nos alpendres de taipa, pedra de rio e massará]
Janelas de catedral, mormente de santuários mis.
Janelas de trens, de bondes, de teleféricos e submarinos; além de foguetes, sondas e
telescópios, óbvio.
Só não há janelas no mato, nos rios, nos cocais, na terra das margens, na pedra dos
diques...mas, num é que excepciona-se uma! É: a janela do esgoto, a janela das carroças e das caçambas de lixo; elas têm lá alguma janela. Têm janela até as vitrines dos shopping centers, das lojas de bugi[n]gangas, dos camelôsódromos e mendicantes.
Chegaram também bebês vistos à janela e outros partindo por uma janela, com uma janelinha no encaixão. Puxa, valha-me contar tanta janelagem.
Me recuso! pare, espere aí! Eu gosto de portas, de basculantes, de cortinas, de porteiras; porém, sem essas janelas d'alma - os olhos, as veias e artérias nas cavidades da janela maior - a idéia, o intelecto, o tal arrazoador - não sentimos desejo de voltar a abrir [`]a porta, [`]a basculante...tudo, né?

13/04/2007
Jota Pê
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domingo, 1 de abril de 2007

Artes entre Águas de março



A gente bole com ternura, tanto bota até que fica!

Há um grupo de músicos piauienses, sediados na verde cap é verdade, que desde o calendário de 1990 vem inscrevendo, inventando e produzindo cultura local em ritmo de fraternidade melódica. Dois contraltos, dois tenores, dois sopranos, dois baixos alinharam seus amistosos timbres para afortunar os ouvidos de muita gente, até gringos gajos, germanos e lordes já tiveram esta sorte que tivemos no dia 28/03 lá no sagüão de eventos do Teresina shopping.

O nome Ensaio Vocal é uma modesta nomeação a esta equipe séria e já bastante profissional apascentada pelo maestro Aurélio Melo, este conhecido com firme ligação ao ensino e inclusão infanto-juvenil através de projetos cujo mote é mesmo sentido em alto e bom som, da música popular por piauienses, dos arranjos eruditos, entre variadas outras fórmulas.

Antes do espetáculo houve música ao vivo ali pela praça de alimentação, rente aos cinemas estava um palquinho com voz e violão acessíveis e solícitos aos pedidos do público. Estava sem relógio, mas quando senti o tráfego aumentado pra direita, ah, percebi que ia começar o show do Octeto de vozes então mencionado (sem mensurar os instrumentistas, que posso categorizar pelo exemplário de Wilker Marques no sax e flauta, para vocês terem idéia da polissonoridade eclética que estava o furdunço!)

Escolhido enfim um bom local ali do lado esquerdo, pus dois folders da programação um de cada lado, à espera de minha companhia convidada à véspera e algum conhecido que porventura sempre dá os ares...de graça...em março. Olhei em volta e senti muita gente distraída, mas isso só no prelúdio do número, pois quando adentrou o cerimonial e os artistas arribaram ao andaime ecoalizador, aí todos ficaram em boca miúda mínima e sussurros contidos. Daí pra frente ocorreu o natural teste de som, passagem de repertório e posicionamento da equipe. Notei que o Ananias, meu colega de universidade, estava meio deslocado, mas depois soubemos pelo maestro que o colega dele de tom baixo estivera em viagem e infelizmente não chegara a tempo de assomar-se com eles na festividade. Nada não, ele engrossou a voz e sustentou seguro o tom mesmo a sós com seu microfone.

A platéia, até ela regida pela maestria do batuta homem do boné cinzento emborcado pra trás, estava em êxtase. O repertório, esse sim, é um dos fatores que nos motivara mais ainda ampliar a estada ali e mesmo com compromissos prestes a atrasar, ficamos abancados de orelhas em pé pro palco e olho de sentinela ao derredor.

Introduzida a partitura pelo clássico mpbístico de Amigo, essa Canção da América de Milton Nascimento, seguiram-se outros de semelhante aplauso; marcante valorização do baixo com o solo de Ananias em Te amo Espanhola. A partir daí era um misto de torcida e coral lá de baixo junto aos cantores-tocadores. Oh, se esteve gente se sentindo no Trem de Teresina a São Luis, remelodiando Gonzagão; dali,como os enamorados eram farta maioria, soar Para viver um grande amor na diplomacia condizente com Vinícius de Moraes fora como luva de seda nas palmas do povo presente. Aí, aparte seja feito ao inusitado fato fortuito: pois num é que enquanto os músicos combinavam a próxima seqüência estrondaram ventos e pancadas de chuva no forro do ambiente e Águas de março do maestro Tom Jobim entoaram sublimes até a passagem pelo Cabaré da Payssandu e da Senhorinha em criações deste Ensaio Vocal. A partir desse momento, entendemos o porquê de críticas favoráveis ao grupo em Portugal, Alemanha e Inglaterra através de Para Todos & Quem te viu quem te vê, do insígne compositor cantor Chico Buarque. Para descontrair e serenar o resto de chuva, um Concubinato, ensaiado e vocalizado, tão aprontado que ninguém ousou se importar se a crença e a justiça lha proibiriam. De modos que, um telefonema desesperado me disse que eu deveria ir para o lar imediata e irrelutantemente naquele exato instante. O remédio era cumprir o mandado tendo ao fundo uns acordes de Esperando na janela revelados pelo excelente profético Gilberto Gil.

Só uma observação a relatar: sem a companhia é que fora possível atentar lá tudo isto, pensar e fazer este texto, portanto agradeçam a "Ela!" não ter comparecido, ou do contrário essa música seria apenas um ensaio vocal pro nosso amor àquela noite brumosa e pluviosa de quarta-feira...

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terça-feira, 27 de março de 2007

Viva a cultura Nordestina! Santa Therezina!
[Viva a(o) povo brasileiro(a)]


Destino. Essa palavra, assim como o signo e os sinais que contém transita por nossas vidas destemida e imaturamente desde sempre. Aparte digno feito, explique-mo-lo; melhor: esquadrinhe-mo-lo..!
Estava o estudante em sua sala de aula de cada dia, entre o devaneio lúcido e a atenção desleixada ao ínterim palestrado na beira da lousa quando, em estranho estalo, liga o telefone (o tal celular, "fever" global) para o caso de alguém telefonar com urgência, importância, ou sei lá assim.
Pois, antes de saída desse afortunado pensamento junto com seu dono até o corredor externo ao citado ambiente, toca o aparelho e atendo-o; é um colega a convidar-me prum espetáculo ao vivo e grátis, palco acústico no shopping center da mesopocity com regionais artistas.
Acolhido o convite para depois do curso, parece que pintou um clima de beleza e fuleragem no ar, no solo, nos movimentos da cabeça, por aí.
Daí fora, agora, o transeunte escritor: apesar do receio pela adiantada marcação de relógio, confiança na comemoração - artes de março... e era justo o show uma bela duma empleitada musicada pro Sivuca; aquele velhim, barbudo e meio corado, de óculos grossos e chapéu, camisa e calças cm sandálias alpercatas de muito tanger gentes forrozeiras pelasua embolada indumentária e instrumental rítmica.
Havia humorista? João Cláudio Moreno estava de regente. E cantora, tinha? A voz gregoriana de Carol Costa gorjeava. Isso sem contar o sanfoneiro Adelsom Viana, [o] flautista, [o] violonista, [o] zabumbeiro e [o] trianguleiro (multi-flex).
A platéia comprazia-se: cadeiras plásticas prumas 200 e tantas, mais o povo que encontrava uma vaguinha em pé com nítida visibilidade e ouça do que brotava ali do altar de veludo com um imitador de padre, contador de lorotas domésticas e políticas, acrescentados comentários só culturais (mesmo com o merchandising do promoter, mas vá lá que dá).
Aliás, a bem dizer, o isolamento e reverberação do áudio pelos colchões no teto estava uma cousa doutra mesmo! Sem falar nos tradicionais canhões de luz multicolor, gelo seco, penduricalhos e firoulas todas...
Repertório selecionado com boas combinações, muita novidade em termos de letras ou melodias pouco ouvidas por esses nossos becos de festa. Revelando-se nos musicistas convidados: talentos ora locais, com alguns já viajados e importados doutras praças regionais dali-acolá.
Mas, sabe, o gostoso e o formidável mesmo foram aquelas tantas pessoas desconhecidas e distintas de classe, gênese, coloração e modos a assistir juntas e harmonísticas ao evento. Que maravilha, hein?!
Bem, bem... os sudestinos que se aprumem e apreparem, prumode queo reboliço da gente por essas catingais-cocais tá é danado de maça! Um mecenatozinho e cobertura midiática (quedê os extras e especiais enviados da revista Piauí nessas horas?!) num chegariam em mau bocado não; deixem quieto aí uma coisinha, seus pessoais, pois nos terraços de nossas academias de feira o xote é dos bons!
Ah, verdade. Cumpadre, agora falemos grosso - ora mais rapaz!

João Paulo Santos Mourão
27/03/2007
"10 pras 2:00h a.m."

Fontes mais apuradoras:
http://portaldaclube.globo.com/noticia.php?hash=d6656e6584daef4890db3de1a3b3dacd&id=409
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segunda-feira, 26 de março de 2007



Movimentos Sociais e Evolução Intelectual Brasileira - O caso piauiense

A história do país factualiza alguns acontecimentos conforme sua relevância e representatividade para o presente-futuro do seu povo. No Brasil, (cuja vivência temos desde meados de 1985 observado, ouvido e sentido em nossas retinas, tímpanos e pele) em diversa maneira às demais nações, temos retrogredido conquistas e engessado bandeiras de luta. Isso não por falta delas, mas por inexpressiva compreensão e empenho dos seres humanos aqui havidos em concretizar tais "utopias" e "vontades gerais".

A contínua batalha, senão guerra, do movimento estudantil (seja secundarista ou acadêmico superior) hoje é politizar, intercomunicar, exercitar e mobilizar o sentimento de atitude pensante junto a seus co-associados: os próprios estudantes. A luta, agora, perpassa a correção de falhas ou interrupções dentro das próprias bases, do eixo revolucionário, das vanguardas juvenis. Não é um nome, uma pessoa ou uma ideologia que constróem uma instituição sóbria, justa e profícua; na verdade, quem precisa tomar-se em conta e em carácter são os que pretendem ser representados e, mais que isso, respeitados em seus direitos e liberdades de opinião - o ser social em atividade/reflexão com o mundo, com a cidade, principalmente com sua escola ou universidade.

A Educação é talvez a primeira e pioneira forma de livre arbitragem sobre nossa vida, pois é através dela que concebemos e reconhecemos aquilo tudo que nos envolve: desde o ambiente de ordem familiar ao progresso em nossa comunidade. Isso não importa para você? Se não valer o motivo, pare agora e volte a ser um bom selvagem puro e simplório como diria Rousseau; se sim te despertar uma curiosidade que o seja, siga sempre e vire então real e dito cidadão como sugere Hobbes. Se ficou na dúvida, entre sim ou não, no mínimo escolha entre Rui Barbosa ou Paulo Freire...mas não seja inerte nem tampouco estúpido de imaginar coisas dos outros sem antes informar-se qüão árdua ou super-altruísta é a missão de um participante de Centro Acadêmico, Diretório Estudantil e Coletivo Universitário!

Está claro, lógico, que tem pessoas para fazer o bem sem ver a quem como também existem os farsantes que finjem aquilo e na real situação abusam, fazendo mal sem ver ao qual. Essas últimas são nocivas, pois tentam destruir o que os atuantes fazem e ainda querem implantar o ócio não-intelectual, o vazio impropositivo, o vácuo repressor do pensamento e da opção.

Em nossas manifestações, perdemos o ímpeto e o conteúdo conjunto em detrimento da aparência e do celebritismo pessoal, egoísta. Isso é o que acaba com qualquer movimento estudantil.

Se quisermos fazer algo útil, simples e até fácil, sugiro que efetuemos ao menos nosso próprio exame de consciência e já aí acharemos os pontos negativos que nos impedem de sermos dignizados; mas, se para além dessas óbvias constatações, desejarmos progredir e fazer algo valioso para toda uma geração de pessoas, participemos e trabalhemos em cooperação, para o fim coletivo e o bem estar do próximo também, porque isso também nos melhora o ânimo e auxilia a resolver outros problemas pessoais porvir. Contudo, façamos isso de forma plural e unida, fraterna e inteligente.

No Piauí há estudantes profissionais, alheios anônimos e pelegos intrusos; os primeiros são os heróis, os seguintes os indecisos ou indiferentes e os últimos uns pobres diabos, vilõezinhos. Tenho firmeza em dizer: se os do meio termo forem ponderados (e creia-me, eles o são! Mas só não estão!) saberão ajuntar-se ao primeiro elenco, já que a vitória depende do esforço e competência para seguir o caminho certo.

Categoricamente, fecho com uma frase para ler em voz alta e bom tom:
" Estudante que se preza não se faz só de livros mas de toda história feita presente! "
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quinta-feira, 15 de março de 2007

Brinquedo de significantes palavreados



Morfossintaxe da semântica construção frasal - sem métrica nem retórica

As palavras e os sentimentos
Os seres e os movimentos

A classe e os simpatriotas
O gueto e os compatriotas

As teclas e as premonições
Os pincenès e as admirações

E o enredo entre fábricas e papéis
e a inspiração sob rubricas e bacharéis...

A academia detestável;
os estudantes adoráveis.

Que vida interessante, hein, colegas
Se tão extenuante não estivesse,
mas é questão de ponderar veleidades e verdades.

[,,,]

Vibração e vivacidade
Impotência e apatia

Soco e tédio
Tesão e carícia

Vinho e queijo
Fastio e náusea

Emprego e salário
Miséria e vagabundância

Sucesso e amor
Ódio e infortúnio

Fortuna e lazer
Disciplina e pauperidade

Pão e leite
Aguardente e torresmo

Nomes e verbos
Adjetivos e advérbios

Sala-lingua-da em tropel apocopada
No volume sem tomo
apenas com título
e folhas por grafar
mas faltam alfabetizados eloqüentes.

(:::)

Orgasmo
Ressaca

Paixão
Violência

Homem
Mulher

Azul
Vermelho

Medo
Brio

Langor
Força

Paz
Mal

=
.

Oh, não sei sorrir
mas chorar é tão fácil
prefiro atitudes mais oblíquas
ao menos que evitem o paralelismo e perpendicularidade fúteis.

{~}

Sim, isto não era poema.
Não, isso que era prosa.
Talvez, algo pode haver
entre as vírgulas e dois-pontos
que provoque um certo ponto no final.
Em absoluto, a contagem não é matemática ou filosófica
pois a ciência não é das mais exatas.
Por certo, assim, só mesmo o estranho tilar entre as chaves.

A gramática e a língua humanos são entes tão dialogantes, hã?!
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domingo, 4 de março de 2007

Encontros de Comunicação Social



Fazer um conjunto de pessoas reunir-se periódica e voluntariamente para pensar os problemas, as inovações e a multicultura apresentada pelas mídias é tarefa pra Judas nenhum querer se meter; pois é, mas há um grupo de cabeças duras, do oco do meio-norte piauiense que não está aí para a lógica do comodismo. Estudantes de todo o estado, de várias faculdades de comunicação se entregam em atitude pontuada pela cooperação de esforços e liberdade de organização política. E esse é o Coletivo Piauí do Movimento Estudantil de Comunicação Social - Os Caburés!
Há cerca de dois anos e meio, nós todos fomos além de meros acadêmicos de CEUT, FSA,
UESPI, UFPI, etc... também mobilizadores sociais, dentro da esfera comunicativa. Já desde que começamos a nos relacionar no início, percebemos o qüão defasada e manipulada é a mídia local, mas também temos consciência de que regional e até nacionalmente erros imperdoáveis acontecem pela negligência, impotência e despreparo dos profissionais embarcantes nesse trabalho de mercado ou vice-versa: o circo(cô) da
notícia.
O sério e constante reajuntar de espectativas pela galera provoca algumas ealizações notáveis. Uma delas fora o EreCom PI em 2004, cujo lema se não nos falha a vil memória fora "Responsabilidade Social da Comunicação: Desperta aí, cabra!". De lá para cá, atividades e idéias remodelaram-se ou atualizaram com o tempo, com o lugar e as pessoas. Mas o jogo de poderes, a dinâmica de estudos, pesquisas e manifestos pelo mundo afora fazem-nos querer lembrar sempre e aprender com o pretérito evento, as palavras ressoam, os cartazes retintam, os professores e convidados dos veículos presentes àquela ocasião ainda sinalizam argumentos em nossa mente.
Semanas, Seminários, Ciclos de Palestras e Atos Públicos recentes por nós oordenados e efetivados junto aos revolucionários discentes - insubstituíveis auxiliadores nesse processo tão moroso e complexo, nos fazem reimaginar bandeiras de lutas comuns. Nesse espírito é que a coisa gira e mexe conosco agora: é preciso transgredir para melhorar o cenário, o enredo e o roteiro das nossas vidas, das nossas vocações.
Um projeto do porte de um CobreCos, conforme imaginávamos em 2006, foi inviabilizado não por falta de interesse, tampouco por falta de coragem; mas por falta de membros,
de apoios humanos e intelectuais diligentes na construção dessa obra. Nem convém remoer dores e frustrações sobre algo que nem chegou a ser polêmica; discutimos civilizadamente, apontamos propostas, opiniões surgiram, divergências de conceitos,
ações e teorias - mas tudo ponderado para o benefício em nosso programa maior:
despertar a consciência crítica da moçada (o que inclusive fora lema de uma das memoráveis gestões no Centro Acadêmico de Comunicação Social da UFPI) não no sentido
de idealizar ilusões, mas de realizar pretensões plausíveis.
Nesse tom, nessa visão, escrevemos aqui um mote de amor e nota de vibração para o eleitor e os eleitos para com o MeCom no Piauí. A força com razão, a raça com perspicácia, o peito com respeito e o punho com firmeza, marco aqui um sincero viva aos que nos confiam e adicionam, multiplicam conosco oportunidades de observar uma
imprensa mais franca, justa e libertária.

"Se correr o bicho pega // Se ficar o bicho come // se unir o bicho foge // E se
lutar o bicho apanha ?"

Nesse intuito é que o EreCom permanece fórum de aprimoramento das relações entre estudantes de Comunicação Social em suas regiões, o que no nosso exemplo integra Piauí, Ceará e Maranhã anualmente. Então, assim reage e interage o movimento, vanguarda sempre, o indivíduo social que comunica tem vez e é parte precisa do todo alternativo.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Não basta destilar, tem que haver "enfleurage"



O Perfume - a história de um assassino: Jean-Baptiste Grenoille!

Ao assistir a um filme dessa grã-monta percebemos algo de curioso: um, o autor do livro raras vezes é respeitado pela adaptação cinematográfica; outro fato, o enredo amiúde é reduzido a poucos capítulos-cena na história contada pela projeção na tela.
Neste meio "loco", O Perfume respeita e confere com as rimas e períodos grafados por Patrick Süskind na obra originária: os personagens [melhor nariz do mundo] Jean-Baptiste Grenoille, [mãe-de-criação] Grimal, [mestre] Giuseppe Baldini, [jovem] Laura,... todos, numa expressão mais simples, espiritualizam e avivam aqueles seres antes apenas descritos palavrosamente.
Apesar de ser a exibição legendada e o romance-suspense um tanto longo para olhos, ouvidos (e porque não narizes!) mal acostumados, a platéia permanecera absorta, paralisados os sentidos para a película à frente, durante as quase que duas horas e meia apresentadas. Os tons europeus ora medievos ora modernos, a busca do diálogo temporal-espacialmente conjugado a incomuns efeitos especiais de filmagem consagram 'O Perfume' em melhor destaque dentre os roteiros baseado em ficções da era contemporânea na literatura mundial[o livro de base é impresso datado lá na Theca República por 1985].
Das quatro partes de quatro aludidas na preparação de cabeça, coração e fundo do olor, o décimo terceiro "plus" é o próprio protagonista. O narrador, um extra-onipresente, é fundamental e preciso, correto, fino: eis, portanto, uma obra prima das belas artes. Se possível fosse criar uma categoria encaixável ao teor dessa constituição humana seria...melhor aroma, um anagrama para amor romântico pelas narinas.
Sentistes vontades mais? Ouça, Veja, Sinta..: http://www.perfumemovie.com/
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domingo, 11 de fevereiro de 2007

Um estudo freudiano: o poder erótico feminino




Desapologia ao sexo animal

"Sexo não é a atividade mais prazerosa do ser humano; quiçá possa sê-lo entre o homem e a mulher - no coito ou cópula amorosa, o conjungir carnal apaixonado. Esse tema é, em verdade, traumatizante e magoador para mim: pois não tenho satisfeito meus instintos sexuais conforme me conviria ao biopsicológico estado. Todavia, e ainda, explico que há outras atividades mais popolares e menos pudorosamente carregadas de preconceito, medo, comedimento: conversar é uma delas, passear é outra; até criar em mim o comportamento razoável, ah, tenho que escrever isto: evitem o sexo incontrolável, violenta-se quem o faz; afastem os pensamentos eróticos improdutivos, distrai-se da realização do resto possível quem assim agir; espere o momento, a convicção, a experiência e a pessoa certa para dividir os desejos íntimos da nossa animalidade residual. E o sexo, conforme se deve saber, não é pecado - se usado com respeito ao próximo e amor sobre todas as outras funções do ser. Quem tem consciência, não perde a vontade só porque não acha quem queira fazer aquilo a toda hora, lugar, motivo...Isso, para finalizar, é mais um repúdio ao meu instinto repetido para com alguma ou algumas mulheres; quando e quanto me lembrar o escândalo que isso me causa, evitarei de pensar nisso para guardar energia às outras necessidades vitais, tão ou qüão precisadas e, perdoáveis as comparações, causadoras de tesão também."
[...]
Escrevido este texto em crônica, intentava eu responder à inconsciente pulsão pessoal de nós, seres humanos, jovens em suma, pela constante vida sexual pelo consciente ofício de pesquisa psicológica. Então, tornando a leitura mais científica e jornalística, saíra o comentário prosseguinte...
O poder erótico da classe feminina é uma das notáveis crescentes no mundo: o mercado da comunicação de massa fetichizada no desejo sexual, na tara pela combinação de elementos gráficos de teor fálico-vaginalístico, o consumo exagerado de sons, músicas e imagens, vídeos palpitantes em papos insinuantes de casais, o característico voyeurismo, explosão de sado-masoquismo, fantasias genitais...tudo explícito, disseminado largamente e.. fonte de riqueza para um rol de profissionais do trato reprodutivo comercial da espécie humana transando.

Até hoje muito se tem dialogado sobre as temáticas polêmicas, intrigantes para o desenvolvimento estruturado e correto da nossa raça; questões como a da sexualidade, marca total da pós-modernidade, - quando a família, a escola, a igreja e o estado perdem seus status de ditadores da moral - requerem uma discussão mais franca, sem tabus, sem travações nem preconceitos. Contudo, requer seriedade e ordem, senão nos perdemos em indagações e suposições fúteis, a-razoáveis..
Certo mesmo também é que a comunicação da era cibernética convive com elementos concretos: tanto um site de conteúdo pornográfico ou uma pornochanchada ou uma ligação de disk-sexo convivem naturalmente com encontros nos banheiros ou recantos afrodisíacos dos clubes, bares, universidades,... haverão sempre os anúncios de acompanhantes e propagandas de boites, cabarés, prostíbulos em toda parte nos jornais impressos, nos panfletos e cartões apresentação.

Esse assunto é empolgante e demandará mais e mais coberturas, isto aqui é apenas um chamamento ao ato de reflexão, auto-avaliação e posicionamento. Quero muitos comentários!
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sábado, 10 de fevereiro de 2007

Maiakovskianamente falando...



A Esperança

Injeta sangue
no meu coração,
enche-me até o bordo das veias!
Mete-me no crânio pensamentos!
Não vivi até o fim o meu bocado terrestre ,
sobre a terra
não vivi o meu bocado de amor.
Eu era gigante de porte,
mas para que este tamanho?
Para tal trabalho basta uma polegada.
Com um toco de pena, eu rabiscava papel,
num canto do quarto, encolhido,
como um par de óculos dobrado dentro do estojo.
Mas tudo que quiserdes eu farei de graça:
esfregar,
lavar,
escovar,
flanar,
montar guarda.
Posso, se vos agradar,
servir-vos de porteiro.
Há, entre vós, bastante porteiros?
Eu era um tipo alegre,
mas que fazer da alegria,
quando a dor é um rio sem vau?
Em nossos dias,
se os dentes vos mostrarem
não é senão para vos morder
ou dilacerar.
O que quer que aconteça,
nas aflições,
pesar...
Chamai-me!
Um sujeito engraçado pode ser útil.
Eu vos proporei charadas, hipérboles
e alegorias,
malabares dar-vos-ei
em versos.
Eu amei...
mas é melhor não mexer nisso.
Te sentes mal?
Tanto pior...
Gosta-se, afinal, da própria dor.
Vejamos... Amo também os bichos -
vós os criais,
em vossos parques?
Pois, tomai-me para guarda dos bichos.
Gosto deles.
Basta-me ver um desses cães vadios,
como aquele de junto à padaria,
um verdadeiro vira-lata!
e no entanto,
por ele,
arrancaria meu próprio fígado:
Toma, querido, sem cerimônia, come!

(Maiacovski)

O homem e sua medida!

Um homem não é só as roupas que veste ou as palavras que verbaliza; é muito além disto! Um homem não é só uma pilha de etiquetas e nem um conjunto criptográfico, tampouco uma lista de números e, menos ainda, uma coletânea de adjetivos adverbiadamente ditos acerca dele!

Um homem não é um nome, não é um tal episódio de livro, não é um trecho de partitura, não é um apelido artístico; vulnerável é o homem a umas poucas categorizações conceituais: um gesto, uma característica da personalidade, uma vontade de potência vocacionada! É isto que ele é!

Não reflitais vós qüão palpável, factível ou verossímil seja o homem; pensais apenas
no para que ele possa vir a intentar querer ser...no quanto ele deseje estar a ter como fazer...no que ele idealiza e realizável o é.

A invenção do homem se faz à medida em que ele pensa sobre si próprio, por si mesmo, consigo para com outrem - o qual, o entendendo e decodificando a expressão íntima alheia, possível torna a verdade: o homem só é por haver o outro homem que o valida e aceita sua é-xistência. Isso é filosófico? A mim, não; me aparenta ser senso comum, redundando o óbvio argumento declinado pauperrimamente aí sobre.

31/01/2007 # 01/02/2007
João Paulo Santos Mourão

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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Ecos e cantados carnavalescos nobres

O Quadro: Meio de samba, meta de breque

Ah, boêmia: sapiência, se tua escola não fosse de samba
As feições do "traje" não seriam de malandros.
Eh, madrugar de dia, em lua de gala; tão classe de camba
Nas missões da laje, mãos tremiam por melindros.

O ensino mundano tá aí por fidalguia;
Quem bem soube decorou até a melodia.
E menino mudando, há sim: porre de guia;
Aquém, sem plebe, refinou (né) a companhia.

Oh, boêmia: decência, em rua esmola qüão desce de tomba
Às canções que na "viajè" vão; cresciam os ditirambos!
Ih, recordar da via, em sua degola; grão passe de bamba
Traz lições como de hoje, cãos ladrariam, forjei mambos.

O casino montano há ali por picardia;
Além tem rouge, convidou balé a senhoria.
O traquino beijando, à gim morre, desfia;
Alguém, nem bebe, retragou (fé) ao que se (r)ia.

[To juro, Noel, avalia: o morro viverá outro dia!
Garanto: Chiquinha, a marchinha no cravo teclaria!]

João Paulo Santos Mourão
02/02/2007
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