Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Dos processos em juízo (ode)

(...)

-:-

Uma porta com placa de acrílico
ou papel em branco e fita adesiva.

Uma antesala com longarinas de palhinha
ou acolchoado de felpudo.

Um balcão de infantes da lei,
da ordem e
do julgamento em processo.

E os armários, ah, os armários...!
Eles guardam, recepcionam e encaminham
não meros números, não meras penas ou despachos;

Não: na verdade eles conduzem vidas,
destinos, caminhos e memórias -
para futuros justiceiros,
operários que são do direito,
por dever de ofício.

Eis aí ante o exposto uma súmula singela,
um novel escrevinhado em curso,
na rotina forense.

Sub judice.

Escrevente juramentado:
J.P.S.M.

O referido é verdade e dou fé, palavra e assinatura abaixo subscrita.

-:-
Share/Bookmark

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Projeto Seis e meia 2009 próximas atrações



Depois do Arnaldo Antunes e do Scandurra, é isto aí que vai rolar!

Tou louco pra ouvir a Patrícia Mellodi, ela tem uma voz linda!
Share/Bookmark

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Mostra cultural - Arte Contemporânea no Piauí






Share/Bookmark

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Aquele por quem vivemos... (artigo)

A dúvida profissional é sem dúvida alguma das coisas que mais afligem o ser humano na hodiernidade: emprego, salário e carteira assinada, em três expressões mais competentes.
O momento da escolha é diferenciado para cada um; mas logo, logo se impõe. Pois apenas os seres humanos úteis e profícuos têm razão de existir na sociedade, isso seja no mais isolado meio rural, seja na mais apinhada e multiprolixificada megalópole.
Não é possível ao ser humano existir sem ser necessário ao sistema de coisas vigentes. Então quanto antes se enquadrar mais chances de subsistir haverá para ele.
A psicologia nunca explica, mas eu - reles jornalista sem diploma nem quaisquer daqueles três elementos expressos no 1º parágrafo - hes posso fazer entender: é que somos "formiguinhas" chamadas de capital humano, num grande "formigueiro" chamado de sistema capitalista de produção, circulação, consumo e descarte de "folhas", as que outrora alguém simbolicamente chamou papel moeda e, um outrem, apelidou de dinheiro.
Eis a mola do mundo, o motor da vida - é ele: o dinheiro!

(Mas ainda assim, me pergunto com frequencia: o que fazer com os excluídos que gritam a toda hora, a plenos pulmões, sem lenço nem documento, já que nem tudo é divino e maravilhoso? Por que eles ainda gritam? Por quem eles chamam em vão?)

Há uma crise tremenda da fetichização e da mercadologização produzida pelos séc. XIX e XX; como disse um professor meu ontem, não dá para o mundo todo seguir o padrão de consumismo desenfreado dos U.S.A.; a Europa, como velho mundo que é, tem despertado para isso a duras penas. E no Brasil, jovem nação sul americana, começa a se questionar a respeito - especialmente nas universidades públicas e dentre os movimentos sociais sinceros.
Há uma crise, em todos os sentidos, de valores e de crenças. De sentidos e de motivos para a vida conforme se procede hoje. Nem todos se apercebem ou se propõem a pensar, discutindo-a. Mas que ela existe, ela existe.
Acho que este texto, inclusive, já esgotou ou até extrapolou seu objetivo!
Não é uma crítica de cunho político, nem de cunho metafísico; é uma questão cotidiana!
Share/Bookmark

domingo, 9 de agosto de 2009

Pulsões






Pulsões tem que ver com impulsos extremados, involuntários e imperativos.
Tenho medo das pulsões; mas todos nós vivemos cercados por algumas.
Na falta de uma qualquer gravura que pudesse exprimir como sinto as pulsões em minha vida, tive de recorrer a algumas imagens alheias que bem representam o sentimendo do mundo que me impulsiona a neste momento tomar certas decisões.
Uma delas é parar por aqui esta página para balancear as idéias, acalmar o cérebro e conter algumas palpitações.
Vamos ver se funciona?
Boa sorte para nós!
Share/Bookmark

sábado, 8 de agosto de 2009

Batuque elétrico: a cumbucada piauiense com a tecnologia do séc. XXI




A banda Batuque Elétrico cada vez mais atuante no mercado fonográfico regional, uma das minhas prediletas, é o som que tenho ouvido pra abafar as tensões do dia-a-dia e ter um pouco de paz espiritual nestes últimos dias.
Suas letras são chips de realidade bem Teresina, bem Piauí.
Gostoso de ouvir, letras interessantes, melodia "redonda" e um vocalista muito bom, além dos arranjos e acompanhamentos afinados, fazem deste som uma boa pedida.

Maiores Informações:
http://www.batuqueeletrico.blogspot.com/
Share/Bookmark

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Brasil nunca mais (ensaio)



Dos palacetes de poder temporal e câmaras dos milordes capaixões



Do tomo comunitário eclesial de base que restou de material daqueles padrecos guerrilheiros bons-caracteres

Acabou o ensaio de democracia;
a ditadura voltou, sem censura!
Ah, vossas excelências - digo, digo, altezas e majestades...
como pudestes vós ridicularizar, não os olhos, não os ouvidos, não as bocas:
mas os corações, as dignidades e os sentimentos patrióticos de vossos súditos!?

Todas aquelas palavras subidas,educadas, solenes, enfáticas de há 20 e poucos anos.
Todas aquelas manifestações, aglomerações, comícios, (indi)gentes;
aquilo era sim, o gérmem de teu senso de país, de "glória à mãe gentil".

Mas, para quê?

Para que no depois sucumbisse à cobiça, à ganância, à arrogância e à corrupção?
Para que em tão pouco tempo se endurecessem, se maculassem e se dissolvessem até às fímbrias tua esperança, tua bonança, tua mudança?

Não, senhores(as) que aí se investem e estão investidos;
não vos tolero, não vos respeito, não vos tenho compaixão ou medo.

Vós sois vermes, hipócritas, dissimulados (aliás simulacros também).
Enganastes o povo, a população, a nação, a pátria e até quereis ludibriar o mundo.

Mas uns poucos duns filhos teus, não os rebeldes de outrora, mas os conscientes de hoje - esses sim, te aconselham, te confrontam e te condenam quanto a estes métodos e meneios tais que tolhem, apequenam e mediocridatizam as honras e glórias do passado.

Teus juízes parecem que dormem; mas não é isso, eles também são bobos da corte.
Teus soldados e policiais amofinaram o coro, mas eles são meros pracinhas e seguranças do sistema de coisas que aí estão.
Teus estudantes engolem incrédulos, pois até discursos de ex-condenados que ora bradam da platéia daquela casa de poderes ainda são ecoantes.
Tuas crianças, as crianças que se dizem o futuro do país, estas apenas choram ou ficam confusas: pois delas é a herança absurda e fatal.
Share/Bookmark

Itinerancia video brasil 2008-2009 (cartaz)



[clique na imagem para ampliar]

Vão lá, povo!
Share/Bookmark

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Torquato Neto - O Anjo Reentortado (poesia)



[João Paulo Santos Mourão₢]

Escritos Oriundos de Tristeresina...
TORQUATO NETO – O ANJO REENTORTADO

[João Paulo Santos Mourão₢]

Quando logo, logo, eu hei renascido... Muito crítico ainda,
Um anjo pós-modernista muy droga-dopado virá a me informar:
Vai bicho (aliás, bicho iradíssimo) desafinar o coro dos descontentes;
Porque mesmo eles estão contentes, contentes demais pro nosso gosto.

Ouves a melodia? É música, de protestantes novos!
Vem comigo; dancemos a valsa da revolução imoral.
Eles rirão de nós, sem motivo algum; mas nós, ah, ah!
Riremos e mangaremos do riso deles, sedentários e paupérrimos espiões da nossa rima alegre e viva...

A cultura analfabeta é doutora aos eruditos, sim.
A vitória do profeta é possível se há seguidores.
Se o inimigo é invisível, invisíveis e vis seremos assim.
Só não podemos é ser estáticos, ou seremos extáticos perdedores...

Hoje eu acordei mais desafinado de que outrora
Olho pela janela as massas voláteis e disformes, lá em cima e cá embaixo.
Um desperdício tamanho, né?!
Leio o meu livro de cabeceira, os olhos vermelhos de dor e opilação vindoura;
Então recito um verso livre, para o senhor dos zumbis tupiniquins:

Faças de mim resistente e irresistível, a todo o povo.
Unge-me a vista do além-olho, para não ser preso em vão.
Conserva-me malandro da brasilândia, com predomínio da razão.
Kilometra meu destino, pois da emoção faço o maior estorvo...

[João Paulo Santos Mourão₢]

Pelos idos de 2005... ainda tinha tempo de escrever, como era bom!
Share/Bookmark

sábado, 1 de agosto de 2009

Poesiasinha de acamado


Retalhos de várias idades
alinhavam meu cobertor colorido;
doenças ou enfermidades
reparam-me o imunológico sentido.

Vírus, seja gripe ou resfriado,
Bactérias, patogênicas ou não:
Anticorpos e defesas hei gerado
Mas por hoje prefiro ficar deitado.

Vamos ter esperança, ó minha gente:
O futuro pode ser do presente!

01/08/2009
Share/Bookmark