Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013




Ser doido não é ruim,
chega até a ser divertido;
ruim é ser meio-doido:
chega ser caso perdido!
(poeta feirense sertanejo)


Ser doido não é ruim,
chega até a ser divertido;
ruim é ser meio-doido:
chega ser caso perdido!
...


Ser doido não é ruim,
chega até a ser divertido;
ruim é ser meio-doido:
chega ser caso perdido!

repeteco!!!

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Chuva de verão na universidade


Chuva de verão na universidade
Antes do final da aula de Metodologia da Pesquisa Científica, olho pela janela da sala: começou a chover grosso. Lá dentro, aparentemente ao mesmo tempo, as lâmpadas dão um sinal de oscilação de energia elétrica e piscam estranhamente. O professor consulta brevemente o seu relógio de pulso; a aula termina em seguida.
Saindo da sala, no pátio a água pluvial flui torrencialmente e o tempo esfria, o ar torna-se úmido, relâmpagos e trovões pontificam: a estação das chuvas já está no auge! A universidade, com o vento, fica com seus espaços cobertos e com áreas livres repleta de gente a se abrigar; muitos aproveitam o momento para conversar e se abraçar, e alguns até a se beijar. Nos banquinhos, carteiras e mesas há debates eufóricos sobre qualquer coisa ( ) mas o clima está influindo nisso também.
Até os gatos, cães e pássaros estão diferentes. Uma mulher sorri e me cumprimenta no corredor da sala dos professores e retribuo-lhe com um sorriso também. Pessoas transitam indecisas, eu sigo a praça das plantas exóticas e relaxo um momento, recostado a uma coluna de concreto, aprecio a paisagem e a situação. A coruja de metal, na sua sapiência, tudo espera imóvel e inatingível. As gotas caem do teto, batem em pedras de seixo e avolumam-se para depois serem sorvidas pelo chão antigo. Agora, goteja; aos poucos, chuvisca, até serenar...
Não há mais tempo para contemplação e ócio, os estudantes, funcionários, servidores, professores e transeuntes voltam à rotina corriqueira. O fluxo normaliza-se e a última gota d’água ali na pedra, orvalha, até que evapora e sublima na nuvem de outra hora, de outro local. (Alguns felizes comentam o banho de chuva, o vento, o ar, o tempo ameno e o clima novo).

jpsm

2012 ou s/d ? 

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Diálogo surreal Citadino 1 e 2 (bonus track)


?¡¦…!¿

diálogo surreal citadino 1

DIÁLOGO SURREAL CITADINO (1)


O poste parou, pensou e falou para o cano:
 “muita água ainda para rolar?”

E o cano, na ponta da língua, respondeu:
 “tanta quanto a que rola na hidroelétrica, mas sem fiação que a aproveite por todos os lugares!”

A pedra de calçamento, ouvindo a conversa, pensou em voz alta:
 “no final tudo volta ao pó.”

O tijolo, que assistia a toda a prosa silencioso, refletiu consigo e comentou aos demais amigos:
 “no fundo, sem nós e sem nossas obras, talvez não se concebesse a urbanidade.”

E o gás, ali embotijado no subsolo, devaneou:
 “o progresso eu acompanhei, para evitar a morte das árvores; mas eu mesmo trago um pouco das finadas florestas e matas pré-históricas ... e de animais pré-históricos ... e até os pré-humanos!”

Mas o telefone público, na sua sabedoria, explanou:
 “todos nós, cada um em sua linha de condução, temos nossa função social e importância para o futuro da humanidade.”

O relógio da praça, com um leve acelerar no compasso dos ponteiros, cogitou para consigo próprio: “eles mudam de forma e de lugar, mas sempre pensam o mesmo!”

o mesmo

João Paulo Santos Mourão / 2012.

amo o amor e ao mesmo tempo odeio - diálogo surreal citadino 2

(abre-se a caixa de diálogos...)

-- estudando muito, tudo?
vc é fãzona assim de foto tb quanto de música?

-- demaaaaaais
umrum

-- é...estudar arte e estudar pessoas, para viver culturalisticamente; nao é mole não moça.

-- eu amo o amor
e ao mesmo tempo o odeio

-- "ganhar dinheiro com poesia"; às vezes o Vinícius nos ensina com uma frase!

-- eu amo as pessoas e ao mesmo tempo as perfuro

-- porque que a gente é assim!?

-- eu quero rasgar meu cérebro como se fosse um papel velho
cheio de anotaçoes e borroes
ter dado um tiro no pé
a 11 meses atrás
que era pra nao conseguir andar, durante todo esse tempo
e poupar a dor que eu sinto agora

-- se seu coração está leve e sereno, seu cérebro está pesado e confuso ou o inverso... é sempre essa jogatina capital!
somos a moeda do amor
ele apenas nos usa
mas temos de nos dar e doar valor em amor, doutra maneira
e sermos autênticos
isso dói e dá reviravoltas
mas amar sempre é um jogo, nao podemos nos mutilar, nos degringolar ou nos remorsarmos; seríamos cúmplices da vaidade ou do erro do amor
ame e ame mesmo; ame e volte a amar; ame e deixe amar!
você também sofre tanto quanto quem se faz sofrer; as pessoas precisam entender os momentos umas das outras, isso é amor!
mas eu também nao gosto de falar como se fosse um boticário com receita de bolo de amor coraçãozinho frufru; o amor é mais real que qualquer outro sentimento, dele derivam vários

aliás, derivar é noção tb muito matemática
e amor nao é coraçãozinho piscando e virando equações de familiazinhas felizes e amorosas em adesivos de párachoque, ou vitrines de boutiques
amor é atitude e presença de espírito
amor é arte!

-- amei


-- pois é: amar/odiar, tem sempre sentido!
mas as atitudes harmonizam, algum momento; e a gente sente
o que é melhor para amar
as pessoas amadas se sentem, como almas ou seres gêmeos porém opostos

-- ando muito angustiada
;/

-- nós minha cara, nós;
eu me associo à sua angústia
porque perdi muito núltimos tempos para achar respostas simples ou não, mas respostas
por sorte ou destino ou acaso ou não, achei algumas perdi outras que andavam quase próximas
mas só quem nos responde somos nós; alguém pode até auxiliar
ou dar conselhos amorosos ( argh!) mas só você se entende tão bem consigo e por si mesma


-- eu tenho que ir
vou fazer uma cançao sobre nossa conversa


-- fique bem! escreva sobre isso!
esteja sempre à vontade!
e bons estudos!

(fecha-se a caixa de diálogos e salva-se o pensamento)


(de/com/por/para Cami Rabêlo, ativista cultural, "poetinha", compositora e cantora inspirada, além de uma das idealizadoras do endereço eletrônico Agenda Cultural The entre outras qualidades...)

J.P.S.M. NOV/2012

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sábado, 17 de novembro de 2012

THE RESENHANDO


The resenhando

Padeiro para mestre-garapeiro
Joalheiro para mestre-mineiro
Mensageiro para mestre-missionário
Sapateiro para mestre-alfaiate coureiro.
Segue o recado do marinheiro de rio para o polícia de terra.
Via aviador civil (não me erra!).

Bebendo cachaça;
Fazendo arruaça;
Virando mundiça!

Numa cidade onde sobra:
Terreno,
Serviço,
Ofício.

Fumando bobiça,
Cheirando carniça,
Armando desgraça!

Numa cidade onde sobra:
Prazo,
Tarefa,
Artifício.
(Estultício)
Ajunte ou consiga: mineral, metal, ouro, prata, cobre.
Tenência?
Corra atrás da víbora, lagarto, avoante, piau e lebre!
Coincidência?
Sinta (a)través da febre!
Convalescênça?
Troca de turnos atenção redobre!
Inconsciência?
O frevista encobre!
Confluência?
A sambista é nobre!
Resiliência?
O tangista é pobre!
Reminiscência...

Sim, se admita. (bis)
Endireitou, repita.
Só não apita!

(João Paulo Santos Mourão)
Teresina, Piauí, out/2012.

[com dedicatória especial aqui para a amiga Cami Rabêlo]

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Que festa?



Que Festa?

Festa...
Festa pra quê?
Festa pra quem?
Afinal

Festa, festa pra comemorarmos o quê?
O universo caótico e assim equilibrado?
As etnias mundiais terrenas que se digladiam matam e destroem?
Os povos nacionais que ora se eliminam pela força bruta ora pelas mentiras?
As comunidades que miseravelmente são estropiadas insensivelmente?

Festa, há ainda o que motive comemorar em festa?
Festa, há ainda quem mereça ir a festa?
Festa, há ainda quem comemore algo ou alguém em festa?
Enfim

Festa?
 Festejar como, se a alegria inexiste e o prêmio é sempre falso
Mais hora, menos hora; um festeja a desgraça do outro;
Vários poucos felizes festejam sobre as muitas únicas desgraças infelizes
Você festeja sobre a minha desgraça e vice-versa, ou revide-festa(!)
Eu abstenho-me de tripudiar sob a dor que já sinto e pressinto crescida
Você, decida-se; a quem tu serves, qual o teu servir, como é teu serviço?
Pois de festas ineficazes e tolas, a sociedade abastece-se com vícios
Vícios dependem de viciados; viciados vitimam a si, a outrem, a sociedades
E o ciclo de festas infestejáveis recicla novos-velhos festeiros farsificados




Festa ?
Esta festa de fazer com que pessoas que se gostam sejam enganadas por outras que as não gostam e assim as fazem desgostar-se umas às outras e ainda daqueles festins dos outros que acintam os uns para festa daqueles;
Tudo isso é motivo de festa aos que se gabam de gozar festa à toa.
Permita-me, todavia, dizer a vós, a quem quiser de vós ouvir-me: não consinto em festas irreais e afasto-me do falso, posto não suportar ver travestida de irrealidade uma comemoração qualquer inventada ao léu.
Mas não que me seja comum tristeza, desimportância à vida e aos seus viventes costumeiros seres; não significa achar assim apenas o mal amargor da vida e das criações de viventes insignificantes que somos para o grande aventurar do universo ou universos.
Penso que quando uma pessoa manifesta chateação, raiva ou agitação, esta sim me representa sentir e ter sentimento de algo na vida, não quem me manifesta apenas animação, gosto ou estabilidade, esta somente falseia e tem falsidade de tudo à vida que lhe foi concedida.
De sorte que, para não ser insensível também, hei hoje pensado, escrito e reprisado estas intenções à uma pessoa minha amiga, que por ventura do destino, do acaso ou do impossível de predizer, esteve um pouco mais agitada hoje que o usual e me disse umas poucas e não tão boas quanto a da expressão idiomática: diria eu ainda “melhores”, neste conotativo aspeado e superlativizado termo.
Mas em momento algum, eu resisti à tentação de dizer um gracejo, uma palavra feia ou mais “festiva” entre os mau-humorados e fazedores de festa com a desgraça alheia.
Felizmente, desisti de tentar uma explicação que só faria piorar os ânimos; sincera e delicadamente, resignei-me ao sacro e – dizem – sábio silêncio providencial do tempo e do espaço e da forma. Não discuto com quem gosto, se a pessoa não está merecedora de discussão em questão de outra alçada.
Infelizmente, não gosto todavia de ficar com a impaciente impressão de que a pessoa não entendera meu gesto e a qualquer momento poderá pensar diferentemente de mim, a me intentar mal, pensar erradamente de meus feitios, ou ainda pior: imaginar coisas improcedentes a meu respeito.
Por isto, de agora em diante, como autopunição social e que ela se note por todos, amplio minha promessa outrora jurada em secreto e declaro que meu sorridente ou meu entristecido semblante estará cada momento que passa mais distante das festas - especialmente as dos outros sobre a desgraça alheia conforme já sobremencionado.
 E minha rotina não chegará ao conhecimento de festeiros de última categoria pela desgraça minha, das pessoas de minha convivência e/ou quem quer que seja/esteja inteiro na amizade para comigo.
Termino, por ora, esta missivazinha que vai a quem interessar possa, a lembrar a mim mesmo: Festa? Festa pra quê? Pra quem? Por quê?
Festa, vossas senhorias, é não precisar de festas para sentir por um minúsculo instante a felicidade (qual uma gotícula de orvalho na terra semeada de porvires – no plural).
Festa, essa sim das que gosto de participar e partilhar, é o sempre estar em paz consigo, de corpo, alma, espírito, encarnado por inteiro, sensitivo ao insensível aos sentidos vagos, sem carecer de simulações ou artifícios vis.
Mas desta festa, devo dizer, prefiro não participar ou partilhar com quem dela não tome parte ou tenha participado a construir altruisticamente. Pois não entenderá, tampouco merecedor será do júbilo dela advindo.
Esta festa, senhorias, chama-se “cotidiano”; não fecha-se em cubículos ou grades ou paredes ou cúpulas. Apenas vive-se, não se comenta em vão.

Jotapê
17/11/2012.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Adeus e até outro plano caro sr. José Providência!


Nota de Pesar

02/10/2012 16:49
É com profundo pesar que a Universidade Federal do Piauí comunica o falecimento do servidor José da Providência Pinto de Carvalho, lotado no Departamento de Comunicação Social, no Centro de Ciências da Educação (CCE). Providência trabalhou como técnico no laboratório de fotografia e conviveu com boa parte dos jornalistas e comunicadores que se graduaram pela UFPI.
A UFPI, em especial o departamento de Comunicação Social, lamenta a imensurável perda, e irmana-se em luto com a família e amigos.
Fonte: www.ufpi.br
Charge de Dino Alves para José Providência: uma homenagem simples mas sincera

José Providência fôra nosso professor e técnico de fotografia na universidade; com ele aprendi os primórdios em termos de enquadramento e uso de equipamentos analógicos e digitais.

Registro aqui um profundo agradecimento a êle em suas sinceras exposições sobre fotojornalismo e também sobre a filosofia de vida mesmo.

Um causo que gostaria de deixar como reporte da lembrança aqui. Em uma das aulas práticas de foto, todo mundo passa pelo dia da revelação (desde a latinha camara escura ao digital) e neste dia, era para estarmos lá às 8:00h em ponto. Chegamos eu e meu amigo de turma e de sempre Marco. Faltavam ainda o Flávio e o Rafael. Ele soltou a perolizada frase: "Aonde é que estão os outros calhordas? Será que quando vocês se formarem os eventos vão esperar por vocês também?" algo parecido com isto. Ali caiu a ficha e a gente não sabia se ria ou se ficava sério. Mas ele esperou os demais chegarem, o Sinclair riu amarelo conosco e foi um dia divertido e inesquecível, graças ao senso de profissionalismo do sr. José Providência. Nunca esqueço dos bomboms que ele gostava de apreciar e presentear os melhores da aula. Neste dia do professor, eis alguém que honrou a profissão com a dignidade de um artista piauiense.
 

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domingo, 30 de setembro de 2012

Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental


Márcio Menezes: escola do arranjo no instrumental

O Márcio Menezes:
um pequeno reporte se segue:

fui à sua loja que é também estúdio, casa e escritório
 (é difícil resumir o que este artista é: sem papas na língua)
logo me fala da carreira, das contas indevidas a pagar pelos maus serviços de telefonia-conexão,
de sua vida enquanto artista - as mulheres, amigos/amigas, inimigos/inimigas, os cenários musicais e suas épocas, amadorismo convivendo com profissionalismo, pessoas chatas e pessoas bacanas, de passar por incompreendido por causa de parentes, familiares e pessoas próximas que não entendem a dificuldade dos projetos de vida porque passa o artista, o negócio com música, trabalhos vários, etc.
E tudo isso enquanto atende um cliente seu, falando duma guitarra boa que tem pra vender, de tirar um som com o cara pra provar e testar o que havia dito, de sacanear idiotas que nao sabem sequer o que fazer com um instrumento que dirá cantando, de afirmar que nem de zuada gosta, de evitar o entreguismo de alguns ao copiarem-se demais musicalmente, e tocando a guitarra, ajustando a caixa de som, um professor sem aquela formalidade doida.
muito sincero, sem falsidade para aparecer diferente aos outros, ele fala do trabalho "nem de zuada eu gosto"(trabalho novo) com muita propriedade e do trabalho "todo sentimento" (que deve apresentar clássicos numa versão standard como ele me explicara).
Falou do tempo da Escola Pro Música, do Bumba Jazz (trabalho do ano 2000, indicado ao prêmio Sharp), da labuta com o Estudio desde 1993, da Bumba Records em meados da década de 2000 (2004 ou 2005) e de como é uma aventura às vezes ideogramática decifrar a melhor maneira de produzir e arranjar novos artistas, especialmente algo que está tão em voga se chamar de "autoral" - porque vivemos num país de meros reintérpretes achando que são o novo do novo...

mas prefiro de Márcio Menezes é falando assim quando convidei-o pra saber como seria para tê-lo numa entrevista sobre instrumental na fm universitária em que estou:
"rapaz, mas eu vou falar o que eu penso ou vai rolar aquela censura velada; porque eu vou descer o cacete num bocado de coisas que estão erradas, vou incomodar gente aí, ... vou ter que dizer!"
eu pensei comigo: pronto, finalmente alguém que vai arrebentar na entrevista e não só na música ensaiada!
Porém, melhor do que eu ter ouvido e vivido isso, era poder ter mostrado a outros que não estiveram ali naquele momento. Mas tem coisas que são feitas para serem vividas enão meramente reportadas por um comunicador amador...



Aqui, Márcio Menezes "amansando um sax"

 
Eis aí os co-produtores de proezas: cordas, tubos, metais, caixas, teclados...
 
 
 
Trabalhos de Márcio Menezes:
você vai encontrar os trabalhos atuais melhor organizados em http://bumbarecords.blogspot.com.br/ (com o início e informações do selo)
lembrando que já tocou acompanhando ou acompanhado por grandes artistas pelos palcos brasileiros musicista de instrumental por inteiro, mas sempre misturando momentos de participações e trabalhos autorais
confira aí:
(Márcio Menezes - Bumba Jazz apresentação no INSTRUMENTAL SESC BRASIL - SESC SP)
e o canal da bumba records com alguns artistas produzidos pelo selo
.
 
 


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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dinheiros do Brasil

Museu do Banco Central do Brasil
http://www.bcb.gov.br/?MUSEU

1ª família do Real (R$ 000,00)
http://www.novasnotas.bcb.gov.br/primeira-familia.html

2ª família do Real (R$ 000,00)
http://www.novasnotas.bcb.gov.br/segunda-familia.html

 Na verdade, também circulam para divulgação do momento de conquista da sede olímpica moedas comemorativas da entrega da bandeira olímpica com os valores de $1 e $5 reais. Confira:


Deveria haver, de acordo com colecionadores, críticos e saudosistas de todo o país (e até do exterior!) uma edição especial também da querida cédula de um real (R$ 1,00), que não mais foi impressa pela Casa da Moeda do Brasil.
Mas faz jus o desaparecimento desta relíquia: o Beija-flor nela impresso também anda muito sumido de nosso meio... 

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A vida em primeiro lugar - maioridade do Grito dos Excluídos

São tantas as exclusões
que o educador social
 - o militante popular -
sente a pressão sobre si
e é motivado a protestar
em já mal-quista maioridade;
e tem a vergonha em rosto;
de ser rebeldemente honesto
em um meio desumano
em que faltam:
dignidade,
ordem
e
progresso.

Setes de setembros
noves fora
dois dois
em miloitocentos
e
mais
unada.

(para Ozirene Leal, em Queimada Nova-PI, por seu trabalho junto a remanescentes indígenas,
representativa de todos/as que militam por direitos sociais e humanos nas trincas do chão sêco piauipora.
E por extensão a todos/as na missão pela vida em primeiro lugar neste chão.)

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012




Jornalismo universitário quando ainda eu era datilógrafo amador: era puro dadaísmo puro!
 Tal qual estas imagens do movimento-manifesto-meticulografia dadá (tsctsctsc sorriso entrementes, risos entredentes, sisos incontentes ¦ ¡¿ h~m h~m h~m h-m fº1 fº2 fº3 qç´ fº4 ?! ¦etc cade a tecla tab que volta ? ah computador máquina fajuta! você apaga registros importantes ao poeta comunicante! )

Perguntas sobre a poesia


Um dia me perguntaram
:: se já escrevi poesia ::

Sóbria e naturalmente dou-me duas respostas:
Aos pobres de espírito, pessoas comuns, eu digo que sim;
Faço uma ou outra poesia, ao bel prazer da inspiração e do dia (desperto).
Aos ricos de espírito, pessoas incomuns, eu digo que não;
Traço um ou outro pensamento, ao bel saber da reflexão e da noite (insone).
Portanto, fica explícita a razão pela qual vivo a dizer-lhes:
Para alguns, aquilo é apenas tinta derramada sobre um papel qualquer;
Aos outros, o que há é um texto e serve para (re) começar a pensar.
De minha opinião, faço tão somente o meu trabalho: comunicar...

(isso foi depois de um excelente professor universitário me perguntar no 1º dia de sua aula se alguém ali fazia poesia; porém, como bom dadaísta "inato" pensei este texto, rabisquei - o naquele instante, mas nunca mostrei pra ninguém pois pensei ser pedante ou incongruente de minha parte para com o social academicista momento; mas a minha resposta no momento a êle? Fora assim a resposta naquele presente recorte de tempo humano: - ora professor, faço sim, quem não faz poesia... não é mesmo?)

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