Blog liberto a público de arte abstrata-concreta, literatura mundana, jornalismo experimental e direito cotidiano. ¡Pensare reactivus est!

sábado, 9 de dezembro de 2006

A política e o ser político

De um amigo recebi a seguinte exposição sumária para a crônica de costume:

"Aproveito a oportunidade para deixar um tema para reflexão:Diante da reeleição de políticos envolvidos em escândalos de corrupção em nosso país na última eleição,como está o desempenho de nossa justiça eleitoral e do próprio congresso nacional?Te lanço tal pergunta porque a sensação que tenho ao ler os jornais é que tenho em meu rosto um enorme nariz de palhaço que tento retirar todos os dias e
não consigo,como se ele já estivesse incrustado em minha pele!!!!"


A política e o ser político

Ao avaliar a mensagem exposta e bem delineada pelo colega, percebo que seria tentador a mim concordar em repudiar o escandaloso momento político nacional, inclusive corroborando a crítica e a sensação de apalermamento de nós como eleitores que somos.

Acredito porém que a insatisfação tem de ser manifesta não apenas no nível ideal, ou teorizador da coisa; precisamos mobilizar esforços de forma concreta e materializar nossa ojeriza política e o descontentamento do aparato institucional-governamental, a máquina pública (hoje também muito privada, o que a tornará em breve um vaso de privada mesmo...) com atitudes sérias, coordenadas, envolventes e organizadas para impor respeito permanente à cidadania, à democracia, à dignidade e à igualdade de
condições (diversa esta daquela utópica isonomia total, que algumas vezes usamos por força da expressão mas que seria até ilegal e ilógica se a entendêssemos como bons filosofos que somos; e nisso é bom que se apluda - viva o inteligente povo brasileiro, aquele que luta, trabalha, produz e investe no nosso país, em nossa esperança de vida humanamente correta, distantemente dos ociosos e lacunosos "aspones" que vira-e-mexe assombram, surrupiam, machucam, maculam numa sem sentimental vontade de
fazer mal e continuar o mau-caratismo de corruptores, quadrilheiros de colarinho branco e donos da comunicação marrom) de acesso à justiça e obedecimento civilizadoao que for decidido por bem estar geral da população e votado em conjunto, no que respaldados estamos pela nossa Lex Máxime a Constituição da República Federativa do Brasil desde 1988; isso tudo embasa apenas o que direi aqui em palavras mais triviais e não menos sutis, ou vantajosas: só se pode ser cidadão quem faz valer a sua própria publicidade e a dos outros, a sua comportabilidade e a de outrem, o seu intuito direcionado para o correto e justo proceder e o dos demais...a isso se chama politização, o animal humano é político muito antes de o grego Aristóteles tê-lo mencionado em sua obra homônima; a questão da politicidade ser questionada, para se chegar à sua concepção, definição e efeitos também já é matéria de há muito transcrita em literatura de bolso até, como a do profº e escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, dentre outros. O que me importa e interessado estou em fazê-lo haver e agir é fazer meu papel, cumprir minha parcela e efetivar meus princípios no dia-a-dia, sem mais nem poréns. Vírgula
faço: esse meu comportamento e movimentação em prol do coletivo, da popularidade para as vocações comuns, não tem nada de pessoal, nada de ficcional; isso advém de necessidade do todo, da esfera pública mesmo.. pois não sou nem serei o único a defender a paz, o amor, o progresso, a ecologia, a justiça, enfim, todos os característicos de plenitude e desenvolvimento humano salutar, harmônico, equilibrado, preciso.

Bem, findarei aqui este micro ensaio mais para crônica corrida com palavras de ordem e progresso: o Conselho Nacional de Justiça, o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, O Ministério Público, a ordem dos Advogados, além de todas as demais esferas organizadas política, civil ou não-governamentalmente para o fim da vontade geral de um contrato social, de um acordo de interesses, do melhor para a vida em último grau - eis que antes de haverem essas fantasias, esses seres inanimados, esse montão de regulamentos, ditames e preceitos...havemos nós, povo, pessoa, ser humano! E que um pensa, dois comunicam e mais de que três já iniciam qualquer natureza de mudança grupal. O que nos falta é ter. querer e atuar manifestamente em defesa de nossas convicções e acusação de erros que alguns teimam em repetir. E a tradição do pensamento diz que um mesmo erro só reincide se há negligência e permissionismo apático dos componentes do conjunto, do tecido, da multidão. E quando digo que sou apolítico, refiro-me a siglas de partidarizações radicais isoladas e sentidos exageradamente unilaterias que por aí eclodem, por acolá esbanjam, por todo tempo e lugar pipocam.

Prefiro assegurar e evoluir na minha opinião confraternizante de plausíveis resultados ao público, inclusive a mim, de que repetir ou aceitar o que outros manda-chuvas falsários e poluídos me imponham sem reflexão, sem consideração e respeito democrático-anárquico pelo resto, pelo que pensam os demais que o valham saber e dialogar.

JotaPê
Share/Bookmark

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Da cova para a manjedoura : a poesia dos vivos!

Tristhes Tzarismos Dadaístas

Minha sociedade de poetas vívidos e vivazes

Quem dera eu fosse o "Newanda" de tal Sociedade dos Poetas Mortos! Um autêntico caráter dentre aqueles encaminhados jovens pré-caretizados para uma facudade, universidade ou cátedra da corriqueira sociedade ocidental post mortem modern!

Mas, não...oh, captain, my captain! Eu queria viver um pouco mais, se é que é-me assim conseguível!
Ah, Dead Poets Society: agora sei bem porque assim te chamam...Ou teus poetas de ontem hoje lidos se foram pela morte fácil ou suicidaram-se ante tamanha hipocrisia!

Não, não desejo; mas, sim, de qualquer modo choraria e sorriria por vós, oh, dear me friends, me friends of job, del oficio peligroso de amr la vida!

Pois que, já dissera joaquín Gutierrez em seu Cocorí, dos telhados de palha latino-americanos: Nossa vida é tal uma rosa, a cuja vida são como horas em um dia passadas! Carpe Diem, diz o teacher norte-americano: até ele, soube disso!

Vocês, não....não quero que sejam poetas mortos, nem deixarei de admoestar e exultar a serem apenas vivos poéticos! Não aproveitem o dia apenas, saibam que o aproveitam, e o amem como àquela rosa que desabrocha, morre e renasce se regada for...

JotaPê
06/12/2006
Share/Bookmark

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Inspirataria poética

Tristhes Tzarismos Dadaístas

Soneto Frívolo à Imaginariedade Criativa

Nunca soube tocar instrumentos, nem escrever letra de música.
Mas gosto de assobiar e cantar o que é dos outros, até com as fitas cassete, vinis e compactos discos.
Nem sempre desenho gravuras, nem mesmo consigo filmar meus documentários.
Mas adoro aquarelar e pinto tal arco-íris, além de dependurar fotos e guardar fitas de vídeo.

Estudo os inventos e novidades alheias por tempos vindos desde infantil estado.
Brincadeiras e improvisos começo sem saber donde ou um porquê.
Comento os trejeitos e dimensidades d'outros por espaços idos para juvenil portado.
Baboseiras e curiosismos expeço em verter onde ou o pra quê.

Aversidade de fórmula, preconizações e escolares ritos.
Impulso ao prazer do amor e do puro inspirar artístico.
A magia do momento em reflexão corroborante ao conjunto.

Reversidade de vércula. premonizações e regulares atritos.
Expulso ao jazer do rumor e do impuro aspirar autodístico.
A orgia do intento em inflexão conspirante ao disjunto.

JotaPê
03/12/2006
Share/Bookmark

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Blogspirit



Revolução de Matrix - a filosofia e a tecnolingüística plugged

Digitalizar pensamentos é configurar ondas grafaudiosivuais.
Estribilhar o pré-verso a ecoar nas cavernas da mente hinária.
Resposta auto-complementar ao mecanismo natural técnico: eletronicanedota.
Bússola para escripturações post-vitae da Infomarulhada.

This is an "Auto-message" for yourselves
(Esta é uma auto-mensagem para vocês)
Manuscript mode
Emoticons padrão
Microfone ativo
Web Cam ligada
Conversations links

You have received messages while you were offline
(Você recebeu mensagens enquanto estava fora da linha)

Mas, não, não te quero mais - ó virtual i-mundo;
tuas páginas de teia, teus códigos fonte, protocolos de interrede, teus roteiros

de senha passagem....
minhas pálpebras pesaram, a pele é frágil e danificável, o olhar esmorece, o

inspiro seca, a mente apaga;''',.,.,. a vida morre.

Adeus pseudomundo,
De volta à Terra dos Humanos,
Desliga, câmbio final.
Share/Bookmark

sábado, 18 de novembro de 2006

Física Social na jus science

Tristhes Tzarismos Dada�stas

Neo-antropologia jurídica

Para quem imagina que o Direito está restrito aos códices, vade mécuns, doutrinas e jurisprudências, eis uma apreensão completamente anversa, assim um vórtice conceptual o que imagino; pois eu acredito (e para pensar nisto me amparo em jusfilósofos como Miguel Reale, o velho mestre de campis fecundos na USP e UNB) que as ciências jurídicas extrapolam as leis, as decisões, as execuções e teorizações estanques;pra mim os costumes, as ocorrências, os princípios e as práticas corriqueiras são também fonte de elaboração, projeção, aplicação e interpretação do fenômeno jus.

Não obstante o aparato positivista seja imprescindível na realização uniforme ou eqüânime da legislação vigorante, as micro-esferas de poder, de convivência e de socialização já demonstram profundos engenhos em seu seio no mister de burlar essa buro-tecnocracia judicial. Nas favelas, nos subúrbios, nas vilas e bairros desassistidos pelos macro poderosos há, porque não afirmar, uma para-instância de decisão, de ditação das normas daquela comunidade ou grupo de pressão não
inserido ou atendido junto às demandas das outras classes distingüidas dentre o todo humano citadino ou rural civilizado por algum sistema governativo. Além do quê, há indivíduos em cada camada sócio-econômica formando opinião, ditando regras consuetudinárias ou modísticas a todo instante: basta acessar aos mídia - ouvir o rádio ao acordar, folhear um jornaleco impresso
pela iniciada manhã, assistir a um comício ou uma assembléia de reunião no serviço, ver o noticiário da tevê durante o almoço e acessar à internet antes de dormir... a rotina jurídica em generalizada aferição de condutas do cidadão médio brasileiro é essa!

Desde cedo, quando criança (muito embora sem me dar ciência disto) no colégio somos ensinados a seguir a cartilha de moral e civismo, da organização social e política brasileira (a inquerida OSPB de uns, a exemplar OSPB de outros) e do conglomerado de simbologias nacional-patrióticas. Todavia, muito ou pouco de nossa adolescência houvera contemplado esse cenário de papéis e sermões - muito ao contrário: a juventude pós-1988 transfigurou a ordem anterior e depôs um regime autoritário - que se no texto legal constituído havia sido desmantelado, na mundana realidade permanecia intocável. Fora preciso um movimento social massivo e informal, mas nem por isto ilegítimo ou ilegal, para construir novas formas de perceber e interagir no ínterim e âmago do Estado Democrático de Direito implantado após a abertura política e econômica, a perestroika-glasnost tupiniquim.

Em tal circunstância, hoje uma garotada está ameaçadoramente atingindo patamares de conhecimento eclético e ativismo cultural tão ou mais refinados que aqueles doutros instantes históricos para a afirmação de políticas públicas e reformas revolucionárias pelas ruas e campos do Brasil após a Proclamação da República. Isso nos proporciona oportunidade de reconhecer neles a tendência à mudança de paradigmas, de scripts hegemônicos, de bulas e tabus antiquados do século passado; a partir desse enfoque, espreitamos o momento de presentificação das relações em termos de "globalização periférica", ou seja, um mecanismo de inversão do sentido de movimento das bases para o topo, das classes subterrâneas e rasteiriças a afrontar
ou estremecer o conjunto das metediças, altivas e superiores outras do piramidal modelo de análise sociológica (a estratificação por camadas e classes, burguesia e proletariado, superestruturas, intermediadeiras classes médias e infra-estrutura, não está superada, mas rejuvenecida e reciclada em outras medidas e métodos...).

Afinal, o que se pode dizer é que um emaranhado de distorções ou novidades para os moldes prioristicamente imaginados por nossos legisladores terminarm por redundar em erros ou fracassos da ordem legalista; isto não por má intenção ou vinculação cega, surda e muda do lavrador da norma jurídica constitucional e seus infra dispositivos. O que percebemos é a virada de pensamento e, por conseguinte, do comportamento na sociedade mundial e na brasileira.

A vivência precede a experiência, isto é, não há algo tão perene e definitivo que resista ao dialético modo de ser humano pós-moderno. O new deal brazilian case expressa atualmente o ideário de informações velozmente transformáveis, superáveis e difusíveis.

De modo tal qual esse apercebimento me é tido por plausível que afirmo e confirmo para vós que o nova ordem é cada indivíduo no seu hábitat, adaptando dito popular vulgar que dizia "cada macaco no seu galho" (ora afinal, segundo a ciência, viemos daquele tronco genealógico!). Mas esse conceito está formulado assim por existir uma relação entre a evolução natural com a
social; destarte, a maneira como os seres pensantes determinam jeitos de viver em comum é um produto de seu tempo, de seu espaço e de suas condicionantes outras, mister seja a cognoscitiva ou educativa.

Aí embaixo indicações de páginas internáuticas que trazem recentidades sobre o Direito no país, casos, pendengas e debates acadêmicos e/ou forenses.

Jota Pê :-/#

www.diariodenoticias.com.br
www.conjur.com.br
www.jus.com.br
Share/Bookmark

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Vagas ociosidades mentais

Tristhes Tzarismos Dada�stas

Relato Comunicológico

A palavra é meu dom pela vida afora. Sem essa, creio que o mundo e a humanidade nem

poderiam estar assim como hoje estão. Não seriam, também, a linguagem e a expressão tão

completas: faltar-lhes ia um quê de haver o qual lhas pudessem explicar por instrumento simples

e comunicável generalisticamente - o alfabeto, suas sílabas, seus sons, suas grafias, as

primordiais construções morfológicas, sintáticas, semânticas, estilísticas e léxicas...
O texto é nosso labutar pela significação. Dar significados para a essência dos

objetos, seres e coisas ou fenômenos do algo sensível; para a existência nossa mesma e de

nossos convivas enquanto criações de tal iguala e criaturas de tão saber. Entonação dum

espetacular ciclo hereditário vital, de cuja sorte ninguém pôde descobrir ainda razão ou modo

algum para evitar término; aliás, há talvez um jeito de morto viver - que é ter se

personalizado pelas linhas de uma obra.
A conversação e a escritura são dois métodos de uma relação matriz a qual chama-se por

aqui, ali e aí de civilização ou humanização. Sem essas marcas nunca nos perceberíamos ao longo

do tempo histórico e do espaço geográfico, assim como da memória psíquica e da cultura

antropológica. Documentos, das mais variáveis dimensões e/ou formatações nada representariam

sem o mínimo duma explicação falável e escrevível, legível.
Portanto, quando hei eu despertado ao amanhã ou adormecido hoje, posso pensar em

lembrar do ontem, anteontem, tresanteontem ... e aí revivenciar imaginariamente o hojeístico,

até por fim calcular e projetar o providencial porvir amanhã, depois de amanhã, depois de

depois de amanhã ... pois, ao apresentarmos esse característico auto-discursivo e então

transmissível pelas gerações das gentes, ah!- revelar-nos-emos agora civilizados, já os seres

humanóides, práxicos dos símbolos únicos em nosso percurso de espírito: palavra.

João Paulo Santos Mourão
11/11/2006
Share/Bookmark

sábado, 11 de novembro de 2006

Literariedades: 1964-85

Tristhes Tzarismos Dadaístas

LINGUAGEM E DISCURSO
I Encontro Lingüístico e Literário do Mestrado em Letras
CCHL-UFPI 06 a 08 de Novembro de 2006

Palestras: Literatura e arte nos anos de chumbo

Palestra 1 - Viés ideológico no texto literário
(Profº Saulo Cunha Brandão)

Pierre Zima:
Análise lexicométrica, semântica, sintática e narrativa do texto literário
Guy de Maupassant:
Análise semiótica
Greimas:
Quadro actancial [Destinador/objeto/destinatário/adjuvante/sujeito/oponente]

Alusões: Análise estruturalista - artista político

Palestra 2 - Forma do texto literário para afrontar a ditadura
(Profª Ana Maria Koch)

- Constituição do enredo: literatura de afrontamento satírico
- Subordinação das vontades individuais a um poder moral, ao programa ditatorial
- Presença da linguagem coloquial rural e urbana
- produção artística satírica adversa ao Estado repressivo
- Sobreposição de sentido para definir conteúdo
- Inserção de informação e de juízo sob formulação alegórica
- Intexto-intextualidade "entrelaçamento, tecer para dentro"

Palestra 3 - Artisticidade no período da censura
(Profº Edwar Casteo Branco)

1ª via Anos de Chumbo X 2ª via Anos Rebeldes
Lirismo alienado diferente de revolução combativa
3ª via Anos Transbunde libertário
Novo acordo tácito com o público
- novos instrumentos de linguagem artística
- novos tempos verbais presentificantes
- implicar, até complicar significantemente

Michel Pechet
Tripé:
Teoria das ideologias (marxismo-althousserrismo)
Teoria lingüística/discurso
Teroria subjetiva/psicanalítica

Foucault: "Esquecimentos"

1) Ilusão do sujeito centrado em si esmo - sujeição
2) Ilusão do sujeito falante - subjetivação

Assunto-espelho
Share/Bookmark

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Lex Civitatis & Jus Gentium

Tristhes Tzarismos Dadaístas

Deontologia da Democracia Brasileira Constituinte

Os dez anos da urna eletrônica nas votações e os dezoito da promulgação constitucional vigente na República Federativa do Brasil

[Até hesitante decisão, decidi-me por tecer alguns opiniosos comentários sobre um tema conturbado: a democratização nacional]

Desde 1996 o Tribunal Superior Eleitoral utiliza da urna eletrônica no pleito brasileiro e em 2006 faz já uma década desta invenção no cotidiano dos votantes (inclusive em referendo popular recente).

A comunicação e o treinamento nessas máquinas por parte da Justiça vem se renovando, ampliando em cada nova eleição e os pleitos já realizados efetivamente que revelam algumas falhas, as quais vão se corrigir numa gradativa evolução. Contudo, temos de convir que, pelas vezes e resultados havidos, o método e a técnica afirmam-se.

Neste pontual aspecto, o Brasil é protagonista de 1º mundo: as apurações que antes eram feitas por intermédio de urnas de madeira, ferro ou lona hoje já são efetuadas em aparelhos computadorizados de plástico, vidro e metais modernos; tendo, por isso também, minimizado o período de tempo precisado para a contagem e organização dos boletins e totais de votos exercitados pelos cidadãos.

Por sua posição, a Constituição Federal de 1988 (apesar das emendas e remendos às suas feições
originárias) é-nos agora apresentada aos 18 anos de maturidade legal: hoje é mais lida, comentada e estudada; todavia, pouco sabida, executada e entendida pelos nossos temporários representantes e em nossos espaçados episódios de expressão geral perante tal contrato jurídico-social. Então ocorre este contrasensual, conjuntural e cognoscível estado de entes público-privatísticos.

A vida civilizada brasileira é um arremedo de ordenamento; uma mentira proveniente do jeitinho
corrupto de sermos. Pois que é dever de todos e direito de tudo aprendermos a consciamente habituar e corriqueiricizar atitudes sérias, convenientes, ordeiras e progressistas - no mínimo naquela esfera de ação pública, de reflexão coletiva; enquanto noutro ambiente de intentos personalizados, saibamos que moral é semelhante ao gosto: varia de cada um a cada qual.

Leitura, engajamento, autonomia e luta...são pedaços de uma constante persecução do bem comum, da vontade geral; mas além e adicionáveis a esses: comunicação, princípios, respeito e paz.

A nossa Carta Máxime de Justiça é, sim, texto repleto de cidadania, cultura, democrativismo, etc. Ora, mas de que servirá ela se nossos sentimentos e atitudes não puderem estar capazes de seguir-lhe e realizar-lhe?! É preciso, meus e minhas colegas, letras e fatos contígüos para haver a Lei!

JotaPê
out/nov 2006
Share/Bookmark

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Época de ouro da música popular brasileira: 1940-50 plus




Eis agora mesmo então os compositores eloqüentes do velho paisagístico amalandrado carioquista: Angenor de Oliveira, o Cartola, e Ary Barroso:

Alvorada
Cartola
Composição: Indisponível

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
( a alvorada )
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
Mas o que me resta é tão pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.

****

Acontece
Cartola
Composição: Cartola

Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.

¨¨¨¨

O Mundo é Um Moinho
Cartola
Composição: Cartola

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
Em cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés

%%%%

Disfarça E Chora
Cartola
Composição: Cartola,Dalmo Castelo

Chora, disfarça e chora
Aproveita a voz do lamento
Que já vem a aurora
A pessoa que tanto queria
Antes mesmo de raiar o dia
Deixou o ensaio por outra
Oh! triste senhora
Disfarça e chora
Todo o pranto tem hora
E eu vejo seu pranto cair
No momento mais certo
Olhar, gostar só de longe
Não faz ninguém chegar perto
E o seu pranto oh! Triste senhora
Vai molhar o deserto
Disfarça e chora

####

O Sol Nascerá
Cartola
Composição: Cartola

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Fim da tempestade
O sol nascerá
Fim desta saudade
Hei de ter outro alguém apara amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

@@@@

Quem Me Vê Sorrindo
Cartola
Composição: Cartola e Carlos Cachaça

Quem me vê sorrindo pensa que estou alegre
O meu sorriso é por consolação
Porque sei conter para ninguém ver
O pranto do meu coração

O que eu sofri por esse amor, talvez
Não compreendeste e se eu disser não crês
Depois de derramado, ainda soluçando
Tornei-me alegre, estou cantando

Quem me vê sorrindo...

Compreendi o erro de toda humanidade
Uns choram por prazer e outros com saudade
Jurei e a minha jura jamais eu quebrarei
Todo pranto esconderei

Quem me vê sorrindo...

$$$$

As Rosas Não Falam
Cartola
Composição: Cartola

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão, enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhava meus sonhos
Por fim

§§§§

Aquarela do Brasil
Ary Barroso
Composição: Ary Barroso

Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim...
Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, Brasil! deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda cação do meu amor...
Quero ver a Sá Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da moreninha sestrosa
De olhar indiferente
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo admirá
Ô Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil,...Brasil! prá mim!... prá mim
Ô, esse coqueiro que dá coco
Oi onde eu armo a minha rede
Nas noites claras de luar, Brasil... Brasil,
Ô oi estas fontes murmurantes
Oi onde eu mato a minha cede
E onde a lua vem brincá
Ôi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro,
Brasil!... Brasil!

&&&&

Isto Aqui, O Que É?
Ary Barroso
Composição: Ary Barroso

Isto aqui ô ô, É um pouquinho de Brasil, iá iá

Desse Brasil que canta e é feliz, Feliz, fe- liz
É tam- bém um pouco de uma raça,

Que não tem medo de fumaça ai, ai, E não se entrega não

Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar,

Olha só o remelexo que ela sabe dar

Olha o jeito nas cadeiras que ela sabe dar,

Olha só o remelexo que ela sabe dar

Morena boa que me faz penar,

Poe a sandália de prata, E vem pro sam- ba sambar.

Morena boa que me faz penar,

Poe a sandália de prata, E vem pro samba sambar.
Share/Bookmark

domingo, 22 de outubro de 2006

Época de ouro da música popular brasileira: 1940-50




Nesta primeira seqüência de letras musicais, os camaradas dos tempos modernos na cidade metropolitante de São Paulo:

O Ébrio

Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
aquela ingrata que eu amava e que me abandonou
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou
Só nas tabernas é que encontro meu abrigo
Cada colega de infortúnio é um grande amigo
que embora tenham como eu seus sofrimentos
me aconselham e aliviam os meus tormentos
Já fui feliz e recebido com nobreza até
Nadava em ouro e tinha alcôva de cetim
E a cada passo um grande amigo que depunha fé
e nos parentes confiava, sim!
E hoje ao ver-me na miséria tudo vejo então
O falso lar que amava e que a chorar deixei
Cada parente, cada amigo era um ladrão
Me abandonaram e roubaram o que amei!

Falsos amigos eu vos peço, imploro a chorar
Quando eu morrer à minha campa nem
uma inscrição
Deixai que os vermes pouco a pouco venham
terminar
este ébrio triste e este triste coração
Quero somente que na campa em que
eu repousar
os ébrios loucos como eu venham depositar
os seus segredos ao meu derradeiro abrigo
e suas lágrimas de dor ao peito amigo

Autoria: Vicente Celestino

Lançamento: setembro de 1936

Patativa
Vicente Celestino

Em B7 Em E7
Acorda patativa vem cantar
Am Em
Relembra as madrugadas que lá vão
B7 Em
E faz de tua janela o meu altar
Gb7 B7
Escuta a minha eterna oração


Em B7 Em E7
Eu vivo inutilmente a procurar
Am Em
Alguém que compreenda o meu amor
Am Em
E vejo que é destino o meu sofrer
Gb7
É padecer não encontrar
B7 (Em B7 Em)
Quem compreenda o trovador



E B7 E
Eu tenho n?alma um vendaval sem fim
B7
E uma esperança que hás ter por mim
O mesmo afeto que juravas ter
E
Para que acabe este meu sofrer


B7 E
Eu sei que juras cruelmente em vão
Db7 Gbm
Eu sei que preso tens o coração
Am E
Eu sei que vives tristemente a ocultar
B7 ( E B7 E)
Que a outro amas sem querer amar


Em B7 Em
Mulher o teu capricho vencerá
Am Em
E um dia tua loucura findará
B7 Em
A Deus, a Deus minh?alma entregarei
Gb7 B7
Se de outro fores juro morrerei


Em Am B7 Em
Amar que sonho lindo encantador
Am Em
Mais lindo por quem leal nos tem amor
Am Em
E tu vens desprezando sem razão
Gb7
A mim que choro e busco em vão
B7 Em
O teu ingrato coração

--------------------------------------------------------------------------------

Boêmio demodé
Nélson Gonçalves

F C7
Vou fazer uma seresta
F
Moderninha como o quem
C7
Misturar os tratamentos
F
Juntar o "tu" com "você"
C7
Eu não quero que me chamem
F
Um boêmio demodé.

C7
Com acordes dissonantes
F
Sem marquise, sem calçada
C7
Sem vulto de mulher amada
F
Na penumbra do balcão
C7
Seresta ultramoderna
F
Sem viola e violão

C7
Minha seresta
F
Nâo terá pinga na rua
C7
Não terá luar nem Lua
F
e nem lampião de gás
C7
Porque a lua
F
Nestes tempos agitados
C7
Já não é dos namorados
F
Romantismo não tem maís

C7
Minha seresta
F
Nesta era espacial
C7
Vai-se tomar imortal
F
Na voz daquele ou daquela
C7
Minha seresta
F
Vai ganhar placa de bronze
C7
Pois nem mesmo a Apollo 11
F
É mais moderno que ela.


A volta do boêmio
Nélson Gonçalves

Am Am/C Dm
Boemia, aqui me tens de regresso
Bm7/5- E7 Dm E7 Am Dm E7
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Am Am/C G
Voltei pra rever os amigos que um dia
F F7 E E7
Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão
Am Am/C Dm Dm/C
Boemia, sabendo que andei distante
E7 Dm E7 A7 A7/4 A7
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Dm Bm7/5- E7 Am Am/C
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Bm7/5- E7 Am F E
Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar
Am Am/C G
Acontece que a mulher que floriu meu caminho
F F7 E E7
De ternura, meiguice e carinho, sendo a vida do meu coração
Am Am/C G
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
F F7 E E7
Meu amor você pode partir, não esqueça o seu violão
Am Am/C G
Vá ver os teus rios, teus montes, cascatas
G7 F F7 E A7/4 A7
Vá sonhar em nova serenata e abraçar seus amigos leais
Dm Dm/C E7 Am
Vá embora, pois me resta o consolo e alegria
Am Am/C Bm7/5- E7
De saber que depois da boemia
F7M Bb7M E7 Am
É de mim que você gosta mais
Share/Bookmark